Mais do que nunca, quando a demagogia e a fraude partidária se vestem de cores vivas para enganar os escombros de uma travessia inconsistente e camaleónica, convém, com factos, separar as águas.
O Senhor Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, encontra-se na província do Cunene, onde cumpre uma visita de trabalho de dois dias, no âmbito da qual inaugurou o Centro da Juventude “Olukeno” e as barragens de Ndue e Calucuve, construídas no âmbito do Programa de combate à Seca na região.
Estas inaugurações seguem-se a um somatório de obras já concretizadas de fundamental alcance, amplamente reconhecidas e felicitadas pelas Nações Unidas e outras instituições internacionais de grande prestígio, resolvendo um longo problema de estiagem crónica que afetava a região árida do Cunene e, por acréscimo, comunidades do Norte da Namíbia, facilitando a vida das populações e a pastorícia, riqueza tradicional inquestionável dos Cuanhamas. Ao longo do tempo, esta região era fustigada por secas severas.
Esta conquista, determinada por este Governo, além de amenizar a situação, vai promover o sedentarismo das populações, que perdiam muito tempo em deslocações em busca de água, muitas vezes sem sucesso.
Felizmente para a nossa Angola, a transformação pragmática no MPLA iniciada por João Lourenço, desde 2017, deu os primeiros frutos na governação e renovou a crença da cidadania.
Em 2022, foi renovada e reforçada a confiança inequívoca no rumo então traçado, que mudou o panorama das obras inacabadas e da ausência gritante de estratégia de desenvolvimento.
Entrámos num novo ciclo que não pode ser interrompido, pois é necessário, em 2027, dar continuidade ao investimento social, económico e à formação e qualificação de quadros nacionais capazes de erguer uma cidadania cada vez mais participativa na construção do futuro.
Os desafios são muitos. No espectro político nacional, a ausência de uma oposição credível, que transmita confiança e possua um projeto identitário, dificulta a consolidação democrática, constituindo uma fonte inesgotável de instabilidade. É aqui que persiste a separação de águas: o líder da oposição é um hino à demagogia, enveredando cada vez mais por um caminho sinuoso, com sinais evidentes de depressão e uma encenação de vitimização perigosa, porquanto é um feitiço que pode virar-se contra o feiticeiro.
Sempre que há um acontecimento de relevo nacional, como a deslocação do Senhor Presidente da República ao Cunene, os estrategas da UNITA, na Vila Alice, na Rua Feliciano Castilho, arranjam uma atoarda para tentar desvalorizar a ação do Governo.
Os avençados disseminaram uma daquelas encenações típicas do “Galo Negro”, algo que está no seu ADN e se revela quando a dificuldade vem à tona. Neste contexto, o serviçal José Gama liderou a narrativa de que o Governo e o MPLA teriam montado uma emboscada no estrangeiro, em três locais, para atentar contra a vida de Adalberto Costa Júnior.Ora, ACJ (“Betinho”) politicamente suicidou-se em 2022; encontra-se em coma político e empresta a sua voz aos desígnios dos capatazes da coutada de Lukamba “Miau” Gato que, fiel à maneira de Jonas Savimbi, pode bem ser o artífice da queda do seu atual líder para culpar o MPLA e colocar no poder alguém da linhagem hereditária da grande família.
Nos próximos tempos, ainda em 2026, assistiremos a um desfile carnavalesco engalanado de verde e encarnado, em galas destinadas a impressionar e provocar medo. É uma tática gasta e cansada, que a cidadania observa com ceticismo, pois o terror seguiu-se logo após a morte do ditador fundador.
Daí que, em silêncio, o autointitulado herdeiro, Lukamba “Miau” Gato, tenha sido humilhado pelas bases amarradas ao sofrimento e medo, na primeira eleição para a liderança do partido na era pós-Savimbi, e ainda mais humilhado quando foi derrotado pela segunda vez por Isaías Samakuva, quando já cantava vitória.
João Lourenço e o seu Governo são o Essencial para que se cumpra o rumo transformador. ACJ (“Betinho”) e os seus mandantes são o Acessório, incapazes de acompanhar a exigência do momento; falta-lhes urbanismo e liberdade, e a sua evidente dependência seria, se chegassem ao poder, um desastre para Angola, movidos que estão por uma ânsia de vingança que lhes é intrínseca.
Vamos dar continuidade, com crença e esperança, a cumprir a Nova República.

