A UNITA do líder deprimido e subserviente, bacharel tirano, psicopata e intrujão, ACJ “Betinho”, e do monarca Mbundo, racista, xenófobo e separatista, Lukamba “Miau” Gato, e dos seus vassalos Eugénio “Renovado” Manuvakola, e do general de pacotilha Samuel Chiwale, e seus descendentes, continua a agir politicamente com auréola de impunidade, e continua a sua marcha da clandestinidade.
Observadores avalizados e silenciados pela sua integridade intelectual levantam questões sobre os financiamentos externos para suprir despesas sumptuosas em cortejos de vestimentas a rigor, transportes, alimentação, obras de beneficiação nas instalações em Viana, e uma campanha com programações desafiadoras do bom senso da cidadania em Benguela, Huambo e Bié.
Mas não há corda que estique sem deixar pontas de fora, e nessas pontas soltas emergem alguns “vira-latas” de peso, disfarçados num contorcionismo de um pé dentro e outro fora. É o caso da TotalEnergies, a partir da sua torre em La Défense, Paris, que tem usado o Millennium BCP, controlado pela Caisse d’Épargne, para fazer chegar fundos a Luanda, normalmente levantados na agência Millennium Atlântico, na Rua Rainha Ginga, em Luanda.
O enquadramento legal angolano sobre o financiamento de partidos políticos proíbe expressamente o financiamento de partidos por entidades estrangeiras, governos de países terceiros, empresas estrangeiras ou organizações internacionais. A Lei do Financiamento dos Partidos Políticos em Angola estabelece de forma clara que as fontes de receita dos partidos devem ser estritamente nacionais, provenientes de quotas de militantes, donativos de cidadãos nacionais elegíveis, atividades próprias e as subvenções atribuídas pelo Estado através do Orçamento Geral do Estado.
No contexto político angolano, a questão do financiamento externo ou transfronteiriço tem levantado muitas interrogações; contudo, formalmente e de acordo com a legislação em vigor, qualquer recebimento de donativos ou apoios financeiros externos por parte de um partido político constitui uma violação da lei eleitoral e de financiamento partidário em Angola, estando sujeito à fiscalização do Tribunal Constitucional.
Este esquema, que ontem me foi explicado por um investigador francês, passa por uma relação da TotalEnergies, que unificou a Total, a Elf Aquitaine e a Fina, e que tem uma relação institucional com a Sonangol através do seu PDG (Président-directeur général), cargo que em França acumula a direção executiva e o Conselho de Administração, e que é exercido pelo senhor Patrick Pouyanné.
Todavia, há um saco azul para África para utilizar no jogo das conveniências. Eu mesmo assisti a esta ação quando Lukamba “Miau” Gato foi delegado da UNITA em Paris e coordenava as idas de Jonas Savimbi a França. Ele mesmo conduzia um Renault 25, topo de gama, oferecido pela Total.
Pois bem, os senhores que atuam para Angola e Moçambique no que respeita aos financiamentos ocultos são Mike Sangster, vice-presidente sénior para África na divisão de exploração e produção, e Jean-Philippe Torres, chefe do departamento de marketing e serviços (downstream), responsável pelas operações africanas.
Nesta rede oculta há também a entrega de viaturas da Toyota, através da Toyota Motor Manufacturing France (TMMF), situada em Onnaing, perto de Valenciennes, na região de Altos da França.
Esta é apenas uma variante do financiamento oculto do Galo Negro. A partir da África do Sul e de parceiros interessados em comercializar em Angola, chegam camiões com produtos alimentares, como fuba de milho, óleo alimentar e conservas, que são descarregados no Caxito, em Ramiros e na Camama, numa terceira linha de rua em frente ao cemitério.
Também o antigo primeiro-ministro de Portugal e a sua vasta equipa, acusados de corrupção, têm canalizado fundos para a UNITA. Ele pertence à família Pinto de Sousa, que tem as salinas em Benguela. Mas esses fundos são entregues em offshores, alguns dos quais constam de processos em curso ainda na justiça portuguesa, que englobam fundos da Venezuela. O parceiro privilegiado em Angola é o marido de Irina Diniz Ferreira, Fernando dos Anjos Ferreira.
Tudo em casa, portanto…!!!
Opacidade

