A Febre do Medo

ByKuma

2 de Setembro, 2026


 
Lançam estratégias de certezas naquilo em que mais acreditam: que o Povo que vota não confia neles, e os que lhes eram fiéis estão fragmentados entre a UNITA, o PRA-JA, e o descontentamento visível das bases, como foi evidente no aniversário dos 82 anos de Isaías Samakuva, marcado pelas presenças importantes de pesos pesados como Alcides Sakala, José Pedro Kachiungo e Rafael Savimbi em representação da família do fundador, ostracizada.
É neste oceano tempestuoso que desaguam as correntes caudalosas das certezas que geram insónias e delírios. Em cada ato normal das prerrogativas do Senhor Presidente da República, desenham-se cenas de terror, catapultando a oposição política para patamares insultuosos, insinuações abusivas e desafiadoras da normalidade democrática.
O líder deprimido e subserviente, o bacharel, tirano, psicopata e intrujão Adalberto Costa Júnior, “Betinho”, e o monarca Mbundo, racista, xenófobo e separatista, disseminam com intensidade crescente uma doutrina pré-revolucionária que consiste no preparativo de uma insurreição face à derrota em perspectiva. Não pode ser menosprezado este preceito, muito menos deixado alastrar. João Manuel Gonçalves Lourenço é o epicentro do ódio dessa gentalha comprometida com hipotecas e promessas que, a cumprirem-se, seriam desastrosas para Angola e para todos os angolanos.
A chave deste imbróglio funesto está centrada na capital e em todo o Icolo e Bengo. A pressão demográfica, já de si ingovernável, em vez de desanuviar, é cada vez mais densa. A filosofia de Pierre-Joseph Proudhon e a teoria de Peter Kropotkin emprestam ao Galo Negro a alma da ação anarquista, depois de tantos anos em que, com o medo, conseguiram implantar a servidão voluntária de Étienne de La Boétie.
Aproxima-se o Congresso do MPLA. Vai viver-se um momento de elevada responsabilidade histórica e patriótica. A Independência, a Integridade Territorial, a Democracia Liberal, a Paz e a Normalidade do Estado, no executivo, no legislativo, no judicial e nas Forças Armadas, são etapas que consolidaram a estabilidade desde 2017, escrutinada e reforçada em 2022. O Partido tem a responsabilidade de não criar sobressaltos internos, para que se cumpra a meta em 2027 de promover uma ampla Revisão Constitucional e implantar com liberdade e esperança a Nova República.