Muito se tem especulado sobre o Corredor do Lobito, das barragens, dos hospitais especializados, dos canais de irrigação no Cunene, da refinaria de Cabinda, da Metalúrgica do Dande, dos parques industriais, dos equipamentos e infraestruturas desportivas, dos equipamentos dos portos, do Palácio de Convenções, da transformação da TAAG, dos avanços significativos na agropecuária, na transformação do produto extraído em território nacional, na crescente exportação de produtos não petrolíferos, e na execução de obras com ajustes diretos dada a emergência nacional de suprimento de lacunas que obstaculizam o desenvolvimento, nomeadamente na área de recursos humanos.
Mais uma vez os factos demonstram, inequivocamente, que Angola segue um rumo delineado em 2017, pese embora a desastrosa herança já tão debatida, que desde 2022 entramos numa fase visível e sentida desses benefícios.
Emerge agora, no início do ano letivo, uma face crucial dessa aposta: o Sistema Nacional de Educação e Ensino prevê acolher mais de 9,8 milhões de alunos, em todos os níveis de ensino, distribuídos por uma rede de mais de 12 mil escolas em todo o país. É o futuro a construir-se ultrapassando as suas lacunas, são as raízes de um tempo novo a vir à tona; haverá também uma parte que cabe às famílias e à responsabilidade dos agentes locais.
Perdeu-se demasiado tempo, mesmo assim, neste esforço gigantesco existem lacunas inultrapassáveis: a pressão demográfica no Icolo e Bengo, o desenraizamento de milhares de famílias empurradas para o desconhecido, tornam impossível a racionalidade impotente face aos desafios. Note-se que mesmo os senhores deputados eleitos pelas províncias residem em Luanda, não visitam os seus círculos eleitorais.
O Estado e o Governo não podem ser a estrutura onipresente substituindo-se aos vários agentes com responsabilidades locais. Esta exigência é que obriga, fatalmente, a uma reformulação do espectro partidário: abandonar as teses ancestrais de ódios e de uma conflitualidade permanente, higienizar a política, enquadrá-la num espírito que exclua a herança revolucionária e dê vez à modernidade e à civilidade democrática. É este o desígnio confessado de João Manuel Gonçalves Lourenço, com o MPLA na liderança, a caminho, em liberdade, da Nova República.
A Frustração da Oposição

