É desolador e irritante assistir à proliferação de comentadores e avençados presunçosos que debitam futilidades com o único intuito de promover a maledicência militante e doutrinária.
Trata-se de uma avalanche de caçadores de lugares num autocarro de falsas promessas, cuja meta será, inevitavelmente, acrimoniosa.
Um governo tem de decidir, de traçar um rumo e de revelar determinação.
Em democracia, quem discorda apresenta uma alternativa responsável e sustentável, em vez de ambicionar uma alternância decretada no vazio e sustentada pelo insulto torpe e ignominioso.
A República Popular da China, cujo modelo catapultou o país à condição de segunda economia mundial, possui 300 milhões de cidadãos a viver em metrópoles futuristas, 600 milhões em transição para a classe média e cerca de 300 milhões em regiões onde o ensino secundário e os índices de civilidade ainda não se generalizaram. O país realizou Jogos Olímpicos multibilionários e mantém a convicção de que os 300 milhões que habitam as cidades futuristas são o motor do progresso que, a seu tempo, alçará o resto da nação.
Criticar o novo Palácio de Convenções e de Instalação do Protocolo revela uma visão míope do progresso. Os críticos de hoje, os mesmos que no passado contestaram a monumental Assembleia Nacional e o Museu da Moeda por terem ficado excluídos, atacam o Presidente da República enquanto glorificam a herança desastrosa de José Eduardo dos Santos, onde muitos se lambuzaram.
Provam, assim, ser um rebanho desavindo e oportunista, alinhado com a UNITA e liderado por Adalberto Costa Júnior.Alguém duvida de que o Corredor do Lobito, ligando o Atlântico ao Leste e à República Democrática do Congo, constitui o maior impulsionador do desenvolvimento regional e nacional?
Angola é hoje autossuficiente na produção de energia, um motor fundamental para o desenvolvimento e um íman para o investimento estrangeiro.
O país já exporta zinco para os Países Baixos, lapida diamantes, extrai e transforma ouro, exporta produtos hortícolas e sumos, e assiste a um crescimento exponencial do turismo.
Ninguém pode exigir o impossível: existem regras e a capacidade do Estado não é infinita.
O desenvolvimento de infraestruturas exige um Pacto Nacional Responsável para desanuviar a pressão demográfica que asfixia a capital e afeta a província de Icolo e Bengo.
Veja-se o exemplo dos canais de irrigação no Cunene, que devolveram a vida a famílias e rebanhos.
Quanto às críticas sobre o estado das estradas nacionais, importa lembrar que a negligência das regras agrava o problema: camiões circulam com o dobro da tonelagem permitida e viaturas ligeiras viajam superlotadas, gerando destruição e morte.
Enquanto o país avança, a oposição exibe uma postura anacrónica, com desfiles e aglomerações em arenas encenadas e desprovidas de espontaneidade.
Os discursos de maledicência e os slogans gastos denunciam a repetição de velhos erros.
Angola tem hoje um rumo. Poderá não ser infalível, mas representa uma viragem decisiva que superou uma herança desastrosa e colocou a nação no mapa global.
Imperam agora a confiança, a credibilidade, o reconhecimento democrático e a garantia de liberdade, pressupostos que nos conduzirão com crença e esperança, sob a égide do MPLA, rumo à Nova República.

