Quem Monitoriza?

ByKuma

29 de Agosto, 2026

Temos cada vez mais uma pseudo-elite pusilânime a debitar uma preeminência balofa, assente em mensagens que incitam uma postura de agressividade torpe e ignominiosa. Perante a perceção de uma derrota democrática, contradizem-se com slogans e diatribes que fatalmente provocarão um ambiente acrimonioso.

A UNITA e os avençados, todos doutores para impressionar, já vão além da intriga, do insulto e da desvalorização das instituições do Estado; agora já promovem um julgamento e uma condenação popular contra João Manuel Gonçalves Lourenço. Numa clara interferência no próximo Congresso eletivo do MPLA, em conluio com candidaturas híbridas que se unem nas conveniências, há quase que um assalto em preparação contra o Senhor Presidente da República.Recebi uma emissária, minha colega de escola dos tempos do meu Ucuma, com os professores Armando Chilala e Armindo Solunga, este último irmão de Isabel, mãe de Clarice Kaputo, no tempo em que comprava bananas ao velho Vitorino Solunga.

O meu pai foi padrinho de casamento de Armando Chilala, no seu enlace com a Ester, uma senhora baixinha e muito mimosa.Esta minha amiga veio falar-me da FPU, um aliciamento discreto face à minha relutância, mas fiquei com a certeza de uma iniciativa fútil, caracterizada por uma vontade de vingança que, como aqui já escrevi, está no ADN doutrinário do Galo Negro, parecendo ser uma fatalidade herdada da Luta de Libertação, que já devia constar nos anais da história.Assistimos a uma UNITA cada vez mais circunscrita à etnia ovimbundo.

O ideólogo Lukamba “Miau” Gato tem publicado diariamente, com ar de superioridade, uma doutrina assente num rol de mentiras e manifesta ignorância, deturpando a história, tomado por uma cegueira atroz. Conseguiram movimentar massas gigantescas de populações para o Cazenga e Caxito, para o Ramiros e Matadouro, promovendo uma pressão demográfica ingovernável, onde facilmente semeiam o descontentamento.

Com a vitória previsível de João Manuel Gonçalves Lourenço na eleição para presidente do MPLA, perspetivo um ambiente na capital progressivamente hostil. Vão ser inevitáveis as ações musculadas para a manutenção da Ordem Pública, e a própria democracia poderá ser subvertida. Parece alarmismo, mas, perante os factos constatados, não vejo no horizonte uma acalmia capaz de gerar concordância nos resultados eleitorais; a UNITA e todos quantos nela se penduraram, como sempre, só aceitarão a própria vitória.Vou voltar ao assunto após auscultar a minha rede de contactos.

A UNITA está efetivamente fragmentada; o PRA-JA, inteligentemente, não aceita participar na FPU. Abel Chivukuvuku sabe que pode ser um partido charneira, mas também está ferido de instabilidade e de evidente ganância pelo poder. Teremos caminhos atribulados até 2027; o Corredor do Lobito e as linhas de alta tensão serão alvos vulneráveis, a exemplo do passado. O medo, a insegurança e a sabotagem são armas do banditismo político de quem quer alcançar os objetivos a qualquer custo.Espero que a democracia prevaleça, que não vacile em defesa da cidadania.

O desenvolvimento não pode estancar, a esperança não pode ser adiada; vamos todos defender a Nova República.