A Derrapagem

ByKuma

23 de Agosto, 2026

Perante as evidências que vêm cada vez mais à tona, e na perspetiva de os resultados do Congresso do MPLA terem um rumo definido, a oposição, liderada pelo “bacharel, tirano, psicopata e intrujão” Adalberto Costa Júnior (“Betinho”), a reboque do PRA-JA de Abel Chivukuvuku, vai tentar mobilizar arruadas a pensar que impressionam, para, de seguida, partir para uma nova etapa estratégica já determinada pela influência estrangeira.E qual é a estratégia?Sendo uma matéria conhecida da agenda da UNITA caso chegasse ao poder, que consiste em ativar instrumentos de vingança e ajuste de contas, doutrinada ao longo dos anos, que hoje nem o próprio partido conseguiria estancar.

Para justificar o receio do MPLA face a este desastre e a incapacidade do Galo Negro de transmitir capacidade de alternativa, passará a defender o tal Pacto de Transição.Mas transição para onde?A determinação, o prestígio e o alcance do Estado nos mandatos de João Manuel Gonçalves Lourenço tornam insubstituível e incontornável a participação do atual Presidente da República, para que se verifique e assegure essa estabilidade em que assenta o indisfarçável desenvolvimento social e económico que se está a materializar presentemente.

Logo, a solução de futuro passa pelo MPLA, e é aí que João Manuel Gonçalves Lourenço pode emprestar ao país a sua experiência, a sua capacidade de liderança e o prestígio de que desfruta no mundo global, sendo tido como um democrata, com honra e homem de palavra.

Em 10 anos, foram tantas as mentiras, calúnias e insultos disparados como morteiros pela oposição contra o Senhor Presidente da República, tendo tido sempre como resposta o silêncio e a postura de Estado. Daí ter sido hilariante, por vezes, a oposição lançar atoardas e serem eles próprios, e a realidade, a desmentir, estando a fraqueza dessas insinuações estampada no desejo do tal Pacto de Transição.Então, a UNITA vai proclamar um Pacto de Transição com quem andou 10 anos a chamar de corrupto, incompetente, e outras coisas mais que aqui, por decoro, não repito?

Haja vergonha e não façam da política um festival de folclore, nem do País uma avenida carnavalesca.O pacto da FPU, com Marcolino Moco, Isabel dos Santos, o general José Maria, Francisco Viana, Irina Diniz, Nelson Gangsta, Vítor Hugo Mendes, Rosado de Carvalho, José Gama, Graça Campos, Paula Roque e tantos outros proscritos e não aceites no MPLA, não é já, por si só, um sinal de fraqueza e de derrota, cuja estratégia passa pela vingança e pelo branqueamento de ressabiados e foragidos da justiça?Como pode uma Nação, e toda a sua cidadania consciente, acreditar nesta constante instabilidade identitária e oportunista, em busca unicamente de se substituírem a um passado tenebroso que levou 10 anos a encontrar o seu equilíbrio enquanto Nação livre, democrática, credível, digna e independente?Há um caminho feito, e muito mais há por fazer. Não pode haver desvios, muito menos retrocessos.

A brisa que sopra de Cabinda ao Cunene, do Atlântico ao Leste, em cada manhã e em cada crepúsculo, exala aromas e fragrâncias de uma Nova República.