O Panorama dos Cuidados de Saúde em Angola: Avanços e Desafios Atuais. O setor da saúde em Angola tem atravessado um período de significativas transformações, impulsionado pelo esforço contínuo do Estado e de parceiros internacionais para modernizar a rede de atendimento e aproximar os serviços das populações mais vulneráveis.
Expansão dos Cuidados Primários: Tem-se registado um esforço notável na ampliação da rede de postos e centros de saúde, bem como de hospitais municipais, permitindo alargar o acesso geográfico e funcional aos serviços básicos de saúde pública.
Aposta na Imunização e Campanhas de Prevenção: O país tem mantido um foco ativo em campanhas de vacinação em massa, como as estratégias contínuas de combate à poliomielite e sarampo, reforçando a prevenção junto das comunidades e o controlo de doenças endémicas.Investimento em Infraestruturas e Recursos Humanos: A construção e reabilitação de unidades hospitalares de referência a nível provincial e central, aliada à contínua formação e integração de quadros no Sistema Nacional de Saúde (SNS), visam mitigar o défice histórico de profissionais por habitante.
Parcerias Estratégicas: A colaboração estreita com agências internacionais (como a Organização Mundial da Saúde e o UNICEF) tem sido fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a cobertura universal da saúde e a melhoria da saúde materno-infantil.
Apesar do progresso visível, persistem barreiras estruturais que exigem intervenção contínua:Desigualdades Regionais: A concentração de recursos tecnológicos avançados e de especialistas nos grandes centros urbanos (como Luanda) contrasta com as dificuldades de acesso nas zonas rurais e de difícil alcance, onde só nos últimos anos houve franca expansão.Capacidade de Resposta e Humanização: A necessidade de otimizar o fluxo de atendimento, reestruturar os gabinetes de apoio ao utente e melhorar a gestão diária dos hospitais públicos continua a ser uma prioridade para garantir um serviço mais humanizado, para tal nota-se um crescendo de quadros qualificados no sector.
O caminho para o desenvolvimento sustentável da saúde em Angola passa pela consolidação da atenção primária, pelo aumento gradual da eficiência na gestão dos recursos e pela contínua aposta na prevenção como pilar do bem-estar social, matéria ao qual o atual executivo tem dado especial atenção.
A evolução na qualificação de quadros no setor da saúde em Angola tem sido marcada por uma transição do foco exclusivo na formação de base para uma forte aposta na especialização, pós-graduação e fixação de profissionais fora dos grandes centros urbanos.Esta evolução é impulsionada pela necessidade urgente de responder à complexidade crescente dos cuidados médicos e de humanizar o atendimento.
Destacam-se os seguintes avanços principais:Plano Emergencial de Larga Escala: Angola está a implementar um plano robusto com a meta de capacitar e especializar cerca de 38 mil profissionais de saúde até 2028. Este plano visa suprir carências históricas, abrangendo médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico.Prioridade às Especialidades Clínicas: O rácio de formação obedece agora a critérios estratégicos (como o princípio 80/20), onde a grande prioridade é formar quadros em especialidades vitais: Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral e Cuidados Intensivos.Cooperação Internacional e Formadores: Para acelerar a qualificação, Angola tem reforçado acordos bilaterais (como o acordo com Portugal para formar centenas de profissionais angolanos até 2028). Em 2026, o Ministério da Saúde também avançou com o recrutamento de cerca de 150 especialistas internacionais, cujo principal objetivo é reforçar o próprio Plano Nacional de Formação de Quadros de Saúde localmente.Descentralização no Recrutamento: Os recentes concursos públicos de ingresso refletem uma forte política de descentralização. Uma fatia substancial das vagas para “Médico Interno de Especialidade” e técnicos qualificados tem sido direcionada para províncias como Huambo, Moxico, Uíge e Benguela, visando criar polos de formação e excelência fora de Luanda.Introdução de Novas Tecnologias e Telemedicina: A estratégia de formação contempla o treino em novas tecnologias de diagnóstico e o estabelecimento de redes de telemedicina. Isto não só melhora o atendimento, mas permite o ensino e a consultoria clínica à distância.Em suma, a qualificação de quadros deixou de ser apenas sobre “ter mais profissionais” para passar a focar-se em “ter profissionais altamente especializados e bem distribuídos”.
Entendo curioso, espantoso até, que os senhores deputados à Assembleia Nacional, sobretudo da oposição, mas também do MPLA, nas atribuições que lhes competem, não estejam atentos a estes desenvolvimentos e embalem às cegas para teorias do “tudo na mesma”, e que para os angolanos tenham de ser informados em pormenor de índices internacionais que nos dizem respeito.
Temos duas correntes no País, uma para frente, outra devagar,devagarinho, parada e puxar para retroceder o rumo. O desenvolvimento não é uma obra comprada feita, é um edifício inacabado, é um desafio patriótico geracional, somos uma Nação jovem e só encontramos o caminho para o futuro há 10 anos, há quem não goste, mas a esmagadora maioria da cidadania, de cabeça levantada e com dignidade, carrega a esperança que em 2027 se consolide a democracia, se assegure a liberdade, com a Nova República.

