A Incoerência e Ingerência

ByKuma

22 de Julho, 2026

A reação efusiva da UNITA e de setores orbitantes, nomeadamente o presunçosos “sabichão” Lukamba “Miau” Gato e a modelo erótica Irina Diniz, face à exclusão de Higino Carneiro da corrida à liderança do MPLA constitui um paradoxo político e uma clara manifestação de hipocrisia institucional.É uma clara violação do Princípio da Autonomia Partidária, o MPLA, enquanto associação política privada com estatutos, regras e órgãos próprios, rege-se por mecanismos internos de escrutínio, filtragem e validação de candidaturas.

A tentativa de forças externas e, em particular, do principal partido da oposição, ditarem ou julgarem como um partido rival deve gerir os seus processos internos representa uma inaceitável ingerência na soberania organizacional alheia.É politicamente incoerente que uma força partidária que reclama constantemente o respeito pelas regras democráticas e pela separação de poderes pretenda, simultaneamente, interferir e condicionar a dinâmica interna de um adversário político.

Se a UNITA preza a independência institucional, deveria aplicá-la em primeiro lugar, abstendo-se de comentar, julgar ou tentar instrumentalizar os procedimentos estatutários internos de outra força partidária.

Ao erguerem-se em “defensores” de uma figura excluída do partido adversário, a UNITA e os seus satélites revelam uma estratégia de oportunidade política de curto prazo.

O objetivo não é a defesa da transparência ou da justiça democrática, mas sim a tentativa de semear a desordem, alimentar divisões internas no bloco adversário e capitalizar eleitoralmente sobre um diferendo que diz respeito exclusiva e soberanamente aos militantes e órgãos do MPLA.

A postura da oposição neste processo demonstra uma incapacidade crónica de fazer uma oposição baseada no debate de programas, ideias e governação. Em vez disso, prefere o oportunismo tático, intrometendo-se na vida interna de terceiros, uma prática que desqualifica qualquer discurso que pretenda arrogar-se defensor da ética democrática e do respeito pelas regras institucionais em Angola.Todos sabemos que a UNITA, regida por um oportunismo “besta” ao nível do seu deprimido e subserviente líder, bacharel tirano psicopata intrujão,Adalberto Costa Júnior “Betinho”, incapaz de se apresentar à altura do atual líder do MPLA, aproveita estes casos ocasionais, distorce-os, com o propósito de atingir claramente o Senhor Presidente da República, mas a cidadania já percebeu esta artimanha antiga, daí a aflição e o pânico de uma derrota anunciada.

A revelação das irregularidades “criminais” de Higino Carneiro não é o fim, é o princípio de uma higienização que se impõe no espectro político partidário pela exigência da modernidade, é a arma silenciosa da verdade a fazer o seu caminho irreversível, é um trilho sinuoso que tem de ser vencido, está a ser ganho com resiliência, confiança, tranquilidade, segurança, com um rumo traçado em 2017, reforçado em 2022, e por ser compreendido pela sua transparência, será proclamado como via para o futuro em 2027, em democracia, com liberdade, e a esperança numa Nova República.