A consciência não é tangível porque a liberdade oculta o peso das nossas ações, a geração que está hoje a começar o seu futuro em Angola, sem culpa, teve um espelho no seu crescimento que os enganou, o trabalho e o esforço não são uma conquista, são um prémio que exige antes de tudo, uma casa, um carro, o último modelo de telemóvel, a maior televisão LED da rua onde mora, viajar para Portugal, Dubai e Brasil, e usar roupas e perfumes de marca.
Conclusão, iniciam a vida empenhados, dependentes, com futuro comprometido, enquanto vem alguém não se sabe de onde, monta a loja na rua, o minimercado no bairro, e floresce. Depois é o Governo que tem culpa, é a oposição que espraia num exibicionismo demagógico, enquanto o Estado tem de financiar os combustíveis para um parque automóvel gigantesco, com garagens com viaturas para cada membro da família, e descapitaliza-se em divisas com importações supérfluas, desviando fundos que deveriam ser canalizados para o investimento produtivo do País.
O passado é história, o futuro, um mistério e o presente, uma dádiva. A consciência individual e coletiva tem de se focar na preservação de valores fundamentais para uma evolução que dignifique a memória colectiva. Aprender sem pensar é esforço perdido, pensar sem aprender é perigoso. O aprendizado é como o horizonte, não há limites.
Estamos a viver um tempo de transformação, abrem-se janelas de oportunidades, esta mudança tem um preço, o preço da verdade, que é sempre mais elevado do que a demagogia, é gratificante estar em democracia, é uma leveza viver em liberdade, mas tudo isto pode estar em risco por uma aventura, e ela espreita permanentemente, não dorme, tem rosto, veio da Jamba para Luanda, e tem um Galo que cacareja entre papagaios, e são cada vez mais coloridos.
Não temos que ser fortes, temos que ser flexíveis mas sem nunca deixarmo-nos impressionar, o silêncio vale ouro, sem a oposição do vento, o papagaio não consegue subir, a água faz o barco flutuar, mas também pode afundá-lo, o silêncio que desperta nahora certa é invariavelmente vencedor. Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje, a terra foi lavrada em 2017, as sementes foram jogadas à terra em 2022, não obstante as tempestades, as sementes deram fruto e a colheita será feita em 2027. Infelizmente as gerações que foram enganadas, não são uma continuidade falsa e imaginária, teve de ser confrontada com o recomeço tantas vezes adiado, foi o MPLA e João Manuel Gonçalves Lourenço, os grandes protagonistas da mudança, sem que hajam sobressaltos, será o Senhor Presidente da República quem mais está habilitado a escolher que seja mais capaz de de garantir o rumo traçado, completar em democracia, liberdade e desenvolvimento, a Nova República.

