Os Silêncios Comprados e os Ruídos de Aflição

ByKuma

22 de Junho, 2026

Dizem os nossos provérbios ancestrais que, “o dinheiro fácil alheio leva-o a leve brisa da realidade, até que a justiça provoque a tempestade”.
Ontem referi-me aqui sobre o garimpo onde está instalada a “Servidão Voluntária” narrada há séculos por Étienne de La Boétie , Voltaire e Montaigne, silenciada pelo medo de milícias armadas em terras ocupadas de forma selvagem.
Ontem também, o meu Diretor na Tribuna de Angola, deu conta da avalanche midiática da coqueluche do Galo Negro, Irina Diniz, que fala de pobreza chegando a eles de Jipe mais caro da Mercedes, com motorista e guarda costas, num exibicionismo para esconder o que, previsivelmente vai ser desmascarado com estrondo, sobre dinheiros acumulados por rede de corrupção que implica José Sócrates,ex-primeiroministro de Portugal, ex-prisioneiro, ainda a contas com a justiça. Mas a rede engloba ainda a Venezuela e o Brasil.
Mas José Eduardo dos Santos, então presidente de Angola, depois de recuperar a fachada a UNITA após a humilhante derrota político/militar, exigiu silêncio absoluto, nunca quis saber do espólio do Galo Negro, deixando a garimpo e as contas de Jonas Savimbi no estrangeiro por conta dos dirigentes que entretanto tinham capturado a própria UNITA.
O conflito interno instalou-se não só no Partido mas também no seio da grande família déspota da Jamba, e a cisão colocou Isaías Samakuva de um lado, e Lukamba “Miau” Gato do outro, de fora ficou Abel Chivukuvuku, que gozava de mais prestígio que os dois.
Seguiu-se uma inquisição feroz dos dois lados, e José Eduardo dos Santos, já integrado e dominado pela pela teia de corrupção no governo e no MPLA, distribuiu propriedades às proeminentes figuras da UNITA, deus-lhes créditos a fundo perdido, e silenciou-os enquanto se avolumavam as negociatas e se faziam fortunas insaciáveis, porque a coincidência com a alta dos preços do petróleo, dava para cobrir o período mais escandaloso vivido em Angola, a Segunda República que vai e 1992 a 2017.
Ernesto Mulato, ficou com uma exploração de mármore, foi guloso, procurou sócios para exploração,mas quis sempre ficar milionário antes que o trabalho tivesse início. Até hoje não arranjou otários.
Samuel Chiwale, analfabeto funcional, queimou a mãe viva na fogueira dos feitiços da Jamba, e foi sempre o mais prejudicado na partilha familiar, e é aqui que quero chegar.
Dizem-me os mais chegados, que o filho Adriano Sapiñala, é um arrogante e revoltado e procura um ajuste de contas, com a ajuda do pai e o padrinho Ernesto Mulato junto das Bases, o líder deprimido, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior, a troco de apoio, mandou Nélito Ékuikui para a JURA, e colocou Sapiñala em Luanda, que encontrou no ego e nos fundos de Irina Diniz, a aliada perfeita para o assalto à liderança da UNITA, teremos seguramente, movimentações logo após a realização do Congresso do MPLA.
Alimento a esperança, a bem na probidade pública e justiça, que o Novo Procurador Geral da República consiga devolver o prestígio ao Ministério Público, que o seu antecessor aniquilou.
O investimento internacional acredita, João Manuel Gonçalves Lourenço emprestou à magistratura da Presidência da República e ao País, confiança, estabilidade, autoridade democrática, há liberdade até para promover a toxidade, mas as respostas no turismo, na agricultura, saúde, educação, transformação e infraestruturas, dão um novo élan atrativo, e é o rumo que exige continuidade para concretizar em 2027, a Nova República.