A narrativa estratégica levada a cabo pela cúpula dirigente da UNITA na sua postura propagandística, disseminada pelos avençados nas suas análises encartadas, diz que o Senhor Presidente da República e qualquer servidor público, podem ficar sossegados de terão garantia de liberdade e emprego assegurado na administração do Estado.
Esta repetida basófia, advém da necessidade de tentar esbater a percepção pública, sentida e vivida, precisamente do seu contrário, a UNITA é ágil quando chega a hora da justiça inquisitorial própria, é vingativa, fundamentalista na fidelização subserviente, e nem aos seus perdoa fora a oligarquia déspota familiar. O monarca Mbundo, reizinho Lukamba “Miau” Gato, é rejeitado compulsivamente nas bases do Partido, mantendo o poder numa faixa tribal à custa do medo de uma milícia bajuladora. Não à toa, tem o cognome de “justiceira” no Galo Negro.
Este autoritarismo tem nos seus arquivos políticos, militares, e na servidão escravagista, um sem número de vítimas fatais e psicológicas, que se juntam a uma lista elaborada há bastante tempo das próximas execuções e dos lugares distribuídos para de imediato criar, uma vez ter oportunidade, para criar um sistema musculado impiedoso. A retórica enganadora atual, é para tentar esbater esta, repito, percepção da desgraça que seria para Angola a UNITA no Poder.
Mesmo hoje, cada vez mais relegada à sua cada vez maior fragilidade política e falência intelectual, não faltam ameaças a quem contraria a encenação a vacuidade com a realidade factual, chovem ameaças, insultos, e emerge uma onde de culto de personalidade para simular a cada vez mais evidente decadência e incapacidade do líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Qinjenge.
É triste, desolador, numa fase de consolidação democrática, quando mundo está numa convulsão nunca vivida pelas gerações contemporâneas, num quadro de inibições internacionais, e quando se perspetiva no horizonte cada mais visível de um ato eleitoral decisivo para a Nação, o maior partido da oposição queira manter o parque infantil onde vagueia no tempo em nada tem para fazer, privando o País de uma interlocução em busca de Pactos para tentar remediar problemas insolúveis, crónicos de um desordenamento territorial anárquico, que gera assimetrias que se consolidam com o sofrimento perante a impotência da solidariedade social.
A cumprimento integral das regras da democracia, e das garantias de liberdade de Ordem Pública, balizam a ação governativa, a tarefa torna-se hercúlea quando se desvalorizam a instituições, banaliza-se o Parlamento, e a oposição vive em permanente exigência de mordomias e lacunas próprias das limitações, sobretudo do tempo, para quem teve de recompor o Estado herdado em escombros em 2017.
A UNITA é ainda hoje, uma força político-militar, vive de constantes apelos à mobilização popular para a subversão, tivesse o partido a capacidade que julga ter, e teríamos as ruas em polvorosa, virá à tona, tenho a certeza, já há sinais e receios, um somatório de desencontros internos na hora da constituição das listas concorrentes ao Parlamento, sobretudo no âmbito nacional, assistiremos a cores, o mosaico matizado da fragmentação escondida nos festivais ensaiados com os Ye Ye Ye.
Angola vive o momento da sua afirmação em África, João Manuel Gonçalves Lourenço, com firmeza e determinação, com argúcia e resiliência, já conquistou um espaço nunca conseguido, por isso traçou o perfil do seu substituto, experiência, conhecimento, liderança, patriotismo, e fidelidade à continuidade dos objetivos do rumo iniciado em 2017, reforçado em 2022, e que exige consolidação em 2027, são desígnios que não podem correr riscos de radicalizações aventureiras que comprometam, também, o esperança crescente no caminho da Nova República.

