A desinformação tóxica abunda. Os avençados e comentadores escrevem o que lhes pagam para dizer sem qualquer relação com os factos.
Vamos ver a realidade da economia angolana em 2025 e perceber quanta mentira está a ser dita.
A economia angolana entrou em 2025 com sinais claros de recuperação estrutural e maior confiança macroeconómica, sustentados por indicadores que, pela primeira vez em vários anos, apontam para um ciclo de crescimento mais equilibrado e menos vulnerável a choques externos.
As estimativas oficiais para 2025 indicam uma aceleração do crescimento do PIB para acima dos 2,5%, impulsionada simultaneamente pela retoma moderada do setor petrolífero, e pelo dinamismo robusto do setor não petrolífero. Esta combinação representa um avanço significativo na estratégia de diversificação económica, que tem vindo a ganhar tração nos últimos anos.
A estabilidade de preços tornou‑se outro dos pilares positivos do ambiente económico. A inflação mantém uma trajetória descendente graças à política monetária restritiva do Banco Nacional de Angola e à maior estabilidade cambial, fatores que reforçam a previsibilidade para empresas e famílias. Paralelamente, a produção petrolífera, embora estruturalmente abaixo dos níveis históricos, apresenta uma ligeira recuperação, com projeções de aumento para 1,098 milhões de barris por dia devido à entrada em operação de novos campos. Este movimento, ainda que moderado, contribui para estabilizar as receitas externas e reforçar a posição orçamental.
No plano fiscal, o país demonstra avanços notáveis.
A dívida pública, que ultrapassava 100% do PIB em 2020, recuou para pouco acima de 60% em 2024, refletindo disciplina orçamental e uma gestão mais prudente dos passivos do Estado. Para 2025, o Governo prevê um défice controlado do PIB, acompanhado de um excedente primário razoável sinalizando capacidade de financiamento das despesas correntes sem recurso ao endividamento adicional. O investimento público, por sua vez, cresce de forma expressiva direcionado para projetos estruturantes capazes de sustentar o crescimento de médio prazo.
O setor não petrolífero continua a afirmar‑se como motor da transformação económica. Entre 2010 e 2023, a agricultura e as pescas aumentaram a sua participação no PIB de 6,2% para 14,9%, consolidando‑se como áreas estratégicas para a segurança alimentar, o emprego e a redução da dependência do petróleo. Esta evolução demonstra que as reformas de diversificação começam a produzir resultados tangíveis, reforçando a resiliência da economia perante a volatilidade dos preços internacionais do crude.
Apesar dos desafios persistentes — desde as restrições fiscais até à necessidade de acelerar a produtividade e a competitividade — o quadro económico de 2025 revela um país que avança com passos firmes rumo a uma economia mais equilibrada, moderna e sustentável.
A combinação de crescimento mais forte, inflação controlada, melhoria da posição orçamental e expansão do setor não petrolífero constitui um conjunto de resultados que justificam otimismo e reconhecimento.
Angola entra em 2026 com bases mais sólidas para consolidar o seu desenvolvimento económico e social, apoiada em factos que demonstram progresso real e mensurável.

