Mesmo em plena harmonia festiva que o bom senso apela à concórdia, os “marimbondos” e a oposição aliada e dependente, agitam-se à volta da fogueira com chama incandescente, que dilacera os alvos inconvenientes que obstruem os objectivos.
Nandó morreu, subiu ao além como o herói improvável resguardado no silêncio, rotulando-o agora como portador de todos os atributos da salvação milagrosa. Antes jogaram para a fogueira Carolina Cerqueira, Mara Quiosa, Adão de Almeida, Manuel Homem, Luís Nunes, e por magia redentora acabaram de lançar para as chamas ardentes Manuel Vicente.
Sobressai neste desfile carnavalesco “santista” o ruído repetido de Isabel dos Santos, perdida no seu exílio foragido, e a colocação por incapacidade e desconfiança, fora de jogo Higino Carneiro. Tamanha desconsideração dos seus pares revelada com a morte de Nandó.
Dino Matrosse, sabendo ser um valor residual perante os cidadãos, tenta jogar na aventura como feitor de uma alternativa a João Lourenço no MPLA, mas há uma unanimidade pública, nem sequer é percepção, é real, que o Chefe de Estado está cada vez mais sólido na sua marcha iniciada em 2017 e reforçada em 2022.
A Oposição política propriamente dita, está em cacos, a FPU foi para as urtigas, Frente Ampla anunciada é um nado morto face à fragmentação dos Partidos, e Angola está mais uma vez confrontada com a espera de um MPLA rejuvenescido, coeso, capaz de dar continuidade à dinâmica reformadora encetada por João Lourenço.
Na UNITA liderada cada vez menos pelo bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, emerge mais uma confusão intrigante, liderada pela deputada presunçosa Mihaela Webba, o grupo parlamentar assumiu-se como corpo policial, confundindo a exercício de funções fiscalizadoras com as de autoridade policial. Há uma linha que demarca a fronteira da autoridade, o pré aviso, a ética, o bom senso, e o respeito pela autoridade de Estado representada a farda identificadora de cada agente, a quem os próprios deputados devem respeito e obediência. É escabroso tentar fazer política com encenação pública, só desvaloriza os senhores deputados.
O Povo está atento, o patrão do Galo Nergro, Lukamba “Miau” Gato, pode andar a fotografar os buracos na estrada para uma missão no Bailundo, mas os cidadãos sentem os hospitais a dar cada vez mais resposta aos enfermos, a distribuição de terras produtivas às famílias, o novo aeroporto a dar sinal de vitalidade para fomentar o turismo, o corredor do Lobito a emergir como fator fundamental de progresso interprovincial/nacional, a exploração do gás natural, a adjudicação de mais 32 explorações de petróleo, e o crescendo exponencial na exploração de minerais, dando cada vez mais resiliência à economia nacional.
Os caminhos em Angola estão apontados ao futuro,vão despontando sorrisos de esperança, o mundo não se compadece com distrações gratuitas, o novo espectro mundial exige pragmatismo, o Senhor Presidente da República conquistou-o, está por isso legitimado a protagonizar as mudanças que vão dar luz aos amanhãs de uma Nova República.
As Labaredas das Desconfianças

