Galos e Galinhas cacarejam no raiar de uma madrugada clarificadora aqui descrita ontem pelo nosso Director, quando situou a caminhada iniciada pelo MPLA em 2017, acelerada em 2022, a caminho da solidificação de uma Social Democracia de cariz genuinamente africana, tendo como meta índices de produtividade, desenvolvimento sustentado, capazes de dar início a uma política de solidariedade social.
Pelas reações parece que, a descrição do artigo do nosso Director invadiu um espaço que a UNITA diz ser seu.
Neste caso há duas contradições insanáveis, deveria ser do conhecimento de qualquer aluno em política, que o MPLA é membro de direito da Internacional Socialista que abriga a irmandade socialista e social democrata de todo mundo. Acresce que não pode a UNITA reivindicar qualquer espaço político que não seja o que o seu líder e proeminentes dirigentes do Galo Negro têm frequentado e apelado a ingerência nos assuntois internos de Angola, ou seja, a Extrema Direita xenófona, racista, com a agravante de o bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, tenham financiado o Partido e garantido o seu pecúclio pessoal, com financiamentos do capitalismo selvagem e especulativo.
Angola já não está tão vulnerável à intriga, aos jogos rasteiros insinuantes, aos ataques à autoestima, é palpável o despertar de uma cidadania consciente do que está ser feito e do que é preciso fazer, somos um jovem País, uma Nação em construção, herdamos distorções fora do contexto da nossa realidade, e de 1975 a 2017 esquecemo-nos de nós mesmos, confundimos a nossa identidade e os nossos valores com a estratificação da riqueza e ostentação, e deu no que deu.
O facto do MPLA ter sido governo amplificou a fraude e o enriquecimento ilícito, mas proporcionalmente, aconteceu o mesmo na UNITA, a nomenclatura déspota familiar enriqueceu, abotoou-se com as mordomias da integração na urbanidade, e deixou os que mantiveram o Galo Negro vivo de mão estendida. O MPLA até 2017 e a UNITA até hoje, foram sempre as duas faces da mesma moeda.
Eu insisto e não me canso, urge uma Revisão Constitucional, é necessário um élan para um novo espectro político, temos de Refundar o Estado, promover a meritocracia, e promover com esperança por amanhãs sorridentes numa Nova República.
Alerta na Capoeira

