40 anos de casamento são Bodas de Esmeralda, 40 anos foi o tempo bíblico que o Povo Hebreu levou a chegar a Canaã, foi o espaço temporal que levou à tragédia angolana, guerra, saque, exclusão, medos, esbanjamento, tudo que levou a uma herança dolorosa em 2017. Aprisionada por correntes familiares, que ainda subsistem e se confrontam, com vícios que contagiaram gerações, enraizamento de uma falsidade oportunista, e com uma tragédia institucionalizada, a corrupção.
Entre 2008 e 2015 o Estado arrecadou 300 mil milhões de dólares, aumentou a dívida de 14 para 96 mil milhões de dólares, integraram na Sociedade Civil formal 20% da população nacional, e deixaram em 2017, a ingovernabilidade como herança envenenada a João Lourenço.
Tem sido titânico o esforço do atual Governo para cumprir os juros da dívida, ainda assim o BNA tem reservas de 16 mil milhões de dólares, mas o Senhor Presidente da República tem tido a sua trajetória governativa asfixiada pela pressão herdada, hoje explorada politicamente, sem vergonha nem pudor, por alianças declaradamente anti-patrióticas.
Fontes avalizadas independentes, afirmam nos centros decisórios internacionais, que Angola deve renegociar a dívida para aliviar o peso da mesma, mas tem de encetar imediatamente reformas do Estado, resolver a questão demográfica, referendar uma Nova Constituição, reformular o espectro partidário, aproveitando a estabilidade garantida pela lealdade das Forças Armadas e de Segurança, que colocam, ainda assim, Angola na rota do Investimento estrangeiro.
Também está provado que a recuperação de ativos do Estado saqueados até 2015, está dificultada por incapacidade e notadas cumplicidades do senhor Procurador Geral da República, Hélder Pitta Groz, que nos corredores de Lisboa teve conceituados instrutores para minar os Processos dos ditos “marimbondos”.
Por influências externas,cada vez mais intensas, agressivas e insurretas, Angola tem hoje no seu seio, resguardados na sua generosidade,os males que a atormentam. Não são papagaios proscritos e indigentes, nos Estados Unidos, em Portugal, que são obstáculos de monta, esses estão prisioneiros da sua estupidez de idiotas úteis, o problema são os reflexos dessas intromissões que fomentam tentativas de fragmentação territorial, retrocesso civilizacional, arregimentado em tribalismos fúteis, e uma cega ânsia de Poder.
A Oposição perdeu o chão,tudo fizeram para promover distúrbios no 11 de Novembro, mas o Povo perdeu o medo, e em liberdade festejou o Cinquentenário da conquista da sua identidade.
Mas falta a mudança que todos aguardam, que o mundo espera, que os jovens qualificados espreitam, a Refundação do Estado, traçar linhas universais no modelo social e económico que queremos, sem azedumes,em obediência à Ordem Pública, e renovar a esperança daquela madrugada de 11 de Novembro de 1975, em que a liberdade e a democracia se abraçam numa adiada Nova República.

