Quanto custa a servidão voluntária? Talvez a leviandade oculte o ridículo, é o que se constata na pusilanimidade de Gilmário Vemba, o palhaço que priorizou o caminho ínfimo e torpe da facilidade inócua de uma subversão patética.
O comediante, com a sala cheia em Leiria, ou mesmo entre amigos, quer valorizar-se como ativista contra uma Angola pintada no lodaçal da sua mente, chama João Lourenço de assassino, Fernando Miala de criminoso, e tem em ACJ o futuro garantido de Angola. É uma banalidade repetida e gasta sem substância, mas ouvem-se palmas estratégicas para tentar dar um toque verdadeiro a uma grande mentira.
Não faltam patetas, idiotas e saudosistas na plateia, Gilmário Vemba, sem ser pombo correio dos terroristas não é nada, mas também serve num país que se diz multiracial, irmanado numa lusofonia propagandeada pelos ícones como Vemba, Bonga, Nascimento, Vítor Hugo Mendes, como no tempo colonial fizeram com Eusébio, Coluna, Dinis Ricardo Chibanga e Eduardo Nascimento, pena é que hoje, Gilmário Vemba não saiba encarnar uma identidade e uma cidadania, que afinal é e será sempre a sua raiz, o seu chão, a sua cultura, e que um dia será o porto de abrigo do seu arrependimento.
É moda falar mal de João Lourenço e Fernando Miala, lá atrás foi moda dizerem o mesmo de José Eduardo dos Santos e José Maria, que hoje querem transformá-los em heróis, são ocas e alienadas que vivem num mundo que não existe, daí a necessidade da dependência para sobreviverem.
Tem razão o Senhor Presidente da República, governar um país não se compadece com modas e modinhas, e a responsabilidade aumenta a cada dia que passa, o MPLA tem de projetar-se para lá de 2027, há cada vez menos tempo para que surja uma alternativa.