Moco apanhou o gosto de falar sobre tudo sem saber, e fala. Por vezes (poucas) acerta. Outras, quase todas, diz disparates.
Agora veio falar de dois temas.
Sobre Manuel Vicente dizendo que as imunidades de Manuel Vicente são uma “grande mentira”. Neste caso, tem alguma razão. Nunca se percebeu a interpretação alargada que a PGR fez das imunidades de Vicente. Espera-se, contudo, que finalmente não haja mais interpretações e os processos avancem. O capítulo Manuel Vicente tem de ser encerrado, tal como o de Isabel dos Santos (ver artigo seguinte).
Tendo razão a propósito da epopeia de Manuel Vicente, perde-a logo quando fala da lei da amnistia, nomeando as pessoas que devia abranger, referindo José Domingos Mateus “Zeca Mutchima”, líder do Movimento do Protetorado Português Lunda Tchokwe, o ex-ministro dos Transportes Augusto Tomás, dos ativistas políticos Luther King e Tanaice Neutro, entre outros.
Tudo disparate de Moco.
Em primeiro lugar, uma lei de amnistia não se faz para pessoas concretas, mas para situações abstractas. Para pessoas concretas são os indultos presidenciais.
Em segundo lugar, ele na realidade não sabe se essas pessoas são abrangidas ou não. Deu-se ao cuidado de saber por que crimes são acusados? Nem deve ter dado. É muito possível que alguns sejam mesmo abrangidos pela amnistia. Por exemplo, um estudo apresentado noutro portal aponta Augusto Tomás como um dos grandes beneficiários da lei da amnistia. Portanto, Moco perdeu a milionésima ocasião para estar calado.
Se Moco falasse menos e pensasse mais, só teria a ganhar. Mas a vaidade não resiste ao microfone português.