O suposto líder da oposição, cada vez mais o dirigente duma tentativa secessionista de Angola, foi para os Estados Unidos renovar as alianças guerreiras feitas no tempo de Savimbi.

Vê-se que o objectivo é lançar o fogo, de novo, em Angola.

Primeiro foi apanhar no Dubai os seus comparsas de negócios, António Ribeiro, o amigo português que garante a ligação à antiga pátria de Adalberto e o maiorquino César, residente no Dubai. Portanto, temos uma delegação de portugueses e espanhóis a acompanharem o suposto angolano que quer ser candidato a Presidente em Angola.

Já nos Estados Unidos, os fantasmas do passado ressuscitaram na pessoa de Herman Cohen, o nonagenário que foi Secretário de Estado Assistente dos Assuntos Africanos entre 1989-1993, com o republicano George Bush, e que presidiu ao descalabro do acordo de Bicesse em Angola e à retoma da guerra civil. É este o anfitrião de Adalberto, um republicano da guerra angolana. A ele juntou-se Stephen Hayes ligado ao Corporate Council on Africa, um lobby dos negócios americanos para África. Pelo meio surgem as suas ligações à Opus Dei e Igreja Católica nas vestes da Internacional Democrata Centrista, onde criou laços de amizade com o neo-fascista da Hungria Victor Orban.

Temos aqui um caldo de reaccionários fascizantes da guerra fria, que juntam desejos de vingança, apetite por negociatas e sonhos de estados clericais. Um perigo para a independência de Angola.

Esta conspiração religioso-financeira pretende fomentar encontros através dos seus lobbies com o Subcomité Relações para África do Congresso, onde se anunciarão tentativas de interferência nas eleições internas de Angola e com o sub-director para a África Austral na Casa Branca e alguma coisa no departamento de Estado. Além disso, o NED (National Endowment for Democracy) arranjará timidamente algo, não anunciado publicamente.

Os Estados Unidos não são uma velha guarda religioso-financeira que se deliciou com a guerra civil em Angola, mas se porventura, essa gente conseguir colocar os seus lobbies em acção, não restará a Angola outra alternativa senão reagir com firmeza a qualquer tentativa de interferência na sua soberania e liberdade.