A Tentativa de Fora para Dentro

ByKuma

19 de Agosto, 2026

Duas mentes frustradas, dependentes do mesmo projeto, alienadas aos mesmos objetivos; coincidências estranhas de uma obediência a quem sempre viu África como terra fértil para exploração e domínio especulativo. Uns chamam-lhe oportunismo, outros falam em neocolonialismo; o certo é que é aterrador se atendermos ao facto de estar por trás de tudo isto uma Extrema Direita racista, xenófoba, propensa a separatismos para reinar, incentivando barreiras étnicas e erguendo fronteiras culturais ancestrais.

O líder deprimido e subserviente da UNITA, o bacharel tirano, psicopata e intrujão Adalberto Costa Júnior, e o moçambicano Venâncio Mondlane têm o mesmo “modus operandi”, partilham o “modus vivendi” e “eundem finem petunt”.

Mas não são necessárias dependências externas para identificar contradições insanáveis. Ontem mesmo, a “doutora, arquiteta, tenente” Irina Diniz Ferreira veio a público exaltar o facto de uma sondagem dar, pela primeira vez, a UNITA a vencer em Benguela, com 54% das intenções de voto. Será a tal nova UNITA? É que a UNITA do “Betinho”, desde 2022, que afirma ter vencido as eleições em todo o país, mas, como em tudo na vida, o tempo e a realidade não perdoam a mentira. Será que só agora viram que não tiveram maioria em 2022? Será mesmo que vão tê-la em 2027, quando ainda nem se sabe quem são os concorrentes? Propaganda gasta que já não cola…!!!

Ontem, o patrono do Galo Negro, o monarca belicista Lukamba “Miau” Gato, também veio a público, no seguimento do falso moralismo político, afirmar o seguinte:

“Quando se falsifica, manipula ou esconde a vontade expressa nas urnas, não se prejudica apenas um partido ou um candidato. Usurpa-se ao povo o direito de escolher livremente os seus governantes. Por isso, defender a verdade eleitoral significa defender a soberania do povo.”

Qual a verdade? A alternância ou a alternativa? A vitória ou a derrota? Para conseguir-se uma vitória através da expressão livre da cidadania, é necessário construir-se uma alternativa; exige clareza, confiança, factos e verdades, premissas que a UNITA nunca conseguiu transmitir, nem sequer dissipou junto dos cidadãos o medo e a desconfiança, porque a mensagem é sempre assente no estigma da vingança e do ódio, que tantas vezes se virou contra ela mesma.

Com a aproximação vertiginosa da fase dos preparativos eleitorais, assistiremos a taticismo de ocasião, vamos ter julgamentos políticos em praça pública, o ruído vai ser amplificado, mas o mote está dado, o silêncio de João Manuel Gonçalves Lourenço, açoita as mentes pérfidas, dá lugar a torpes insinuações, mas mais do que palavras emerge a obra feita, vêm à tona as conquistas que valorizaram a cidadania angolana no mundo, e a democracia está assegurada pelo núcleo coeso do Senhor Presidente da República, está garantida a liberdade, mesmo aquela que dá lugar à maledicência, é o alicerce indispensável para consolidar a Ordem Pública, defender o Estado, e assegurar os pressupostos da Nova República.