Num tempo de exigência e clarificação, e que não restam dúvidas do posicionamento do Governo, do Senhor Presidente da República, e com a aposta no Congresso do MPLA que se avizinha, com João Manuel Gonçalves Lourenço a não deixar dúvidas do seu posicionamento com transparência, e com perspetiva de mudança na continuidade, falta-nos em questões fulcrais de Estado e de interesse da República, o posicionamento de quem se presume ser uma alternativa, não alternância, de governação.
Exige-se por uma questão de Estado e cidadania, qual a posição da UNITA, quer do seu monarca Mbundo, reizinho Lukamba “Miau” Gato, e do seu líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, que venham publicamente informar todos os cidadãos o seguinte:
1 – Qual a posição da UNITA, face à declaração unilateral de independência de Cabinda, pelos terroristas da FLEC?
2 – Qual a posição da UNITA, face aos golpistas do estado falhado da Guiné Bissau, caluniando as democracias consolidadas e globalmente reconhecidas, de Angola e Cabo Verde?
3 – Quais os objetivos da UNITA, com a dita Frente Patriótica Unida para Alternância do Poder? Agir na clandestinidade com uma imagem ficcionada como foi o circo da FPU?
4 – Terá a UNITA coragem para tirar a sua patente nos boletins de voto, legalizando uma coligação, começando a agir como meninos num parque infantil?
O problema é que a UNITA e os seus estrategas inteligentes, na corte, têm persistido perigosamente em banalizar assuntos demasiado sérios, são estes pormenores que descredibilizam uma liderança da oposição pouco séria, e que continua a cercear à democracia angolana uma alternativa de confiança.
Não se pode pactuar com quem agride a dignidade e integridade de Angola, nestes momentos há valores e princípios que se sobrepõem a quaisquer diferenças, sob pena de conluio com os agressores. E nestes casos nem sequer se coloca a desculpa de desconhecimento, o caso torna-se ainda mais grave quando os costumeiros agentes do Galo Negro, com ligeireza logo disseminaram congratulando-se com as declarações dos golpistas narcotraficantes.
A situação da Guiné Bissau exige até, a meu ver, uma posição clara e energética da CPLP, dos PALOP’s, não que devamos valorizar certas coisas, nas para não permitir a banalização do que é importante.
Hoje, vou terminar com mais uma interpelação. Será que a UNITA quer ou não, contribuir de forma limpa, livre e democrática, para com esperança entrar na Nova República?

