A Quem Serve a Confusão? A Realidade Política e o Discurso da Oposição em Angola

ByKuma

4 de Outubro, 2026

Não é de hoje que se assiste a uma narrativa recorrente e descontextualizada da realidade angolana por parte da UNITA. Com dirigentes oriundos de várias províncias que optaram por se concentrar na capital, gerando uma forte pressão demográfica, o partido e os seus círculos empresariais beneficiam de dinâmicas que muitas vezes criticam, revelando profundas contradições internas.
Entre a intriga e o insulto, a estratégia habitual passa por confundir deliberadamente o MPLA com a Ação Governamental, enveredando por ataques verbais e calúnias que tentam desviar as atenções de fragilidades próprias.

O Papel Histórico e Constitucional do MPLA

O MPLA é um partido político legal, pilar fundamental da nacionalidade angolana, que esteve na linha da frente na defesa da integridade territorial, na conquista e consolidação da paz, e na solidariedade histórica com a dignidade do povo africano.

Enquanto força política legalizada, o MPLA desfruta dos mesmos direitos constitucionais que a UNITA:
O direito de fazer oposição e ação política;
A mobilização e o diálogo com os seus militantes;
A apresentação de propostas claras para o país;
O combate político e democrático contra práticas e discursos de cariz fundamentalista, tribalista ou racista.

A Controvérsia Recente e a Mensagem de Lukamba “Miau” Gato

Recentemente, declarações públicas vindas da liderança da UNITA vieram criticar o que consideram ser uma “estratégia de propaganda hostil” por parte do partido no poder, argumentando que a governação deve focar-se na economia, no emprego, na produção de alimentos, na saúde, na educação e nas infraestruturas, em vez de centrar a agenda na oposição.
Contudo, este tipo de discurso é interpretado por muitos como um reflexo da incapacidade de apresentar um programa alternativo de governo sólido, bem como da escassez de quadros técnicos capazes de o executar. Em vez de debate programático, a aposta recai sobre o ruído político e a polémica nas redes sociais, visando ocultar a falta de soluções práticas.

O Desenvolvimento Visível versus O Discurso do Descontentamento

Desvalorizar o esforço contínuo de desenvolvimento do país ignora a realidade palpável das grandes realizações nacionais. Afirmar que o progresso é inexistente é fechar os olhos a infraestruturas estruturantes que transformam o quotidiano dos angolanos:
A construção e apetrechamento de novos hospitais e escolas;
A modernização de aeroportos, portos e redes ferroviárias;
O impulso às zonas industriais, à agropecuária, às pescas e à produção de energia;
O impacto transformador de projetos como o Canal do Cunene e a Refinaria de Cabinda.

Estas conquistas não surgiram por acaso nem caíram do céu, são o resultado de planeamento, investimento e governação efetiva ao serviço do desenvolvimento de Angola e do bem-estar dos seus cidadãos.
Mais, há outra mensagem enigmática, mas fundamentada pela postura na perspectiva de futuro, quando publicam a imagem de um Galo Negro, afirmando que só pode ser da UNITA. Ironia, o líder da UNITA é mestiço (castanho) e a galinha, a nova coqueluche colorida festivaleira egocêntrica, que embandeira o porta-estandarte do do Galo Negro nos desfiles carnavalescos, é “marron”.

Como pode uma Nação acreditar numa parafernália de ambiguidades?

Como pode uma cidadania acreditar que tem credibilidade gente tão leviana?

Só o MPLA pode assegurar, com responsabilidade que o caracteriza desde 2017, de forma pragmática, a consolidação da democracia, garantir a liberdade, assegurar a estabilidade, pressupostos fundamentais para a Nova República.