{"id":9230,"date":"2023-01-31T10:33:23","date_gmt":"2023-01-31T09:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=9230"},"modified":"2023-02-02T11:49:27","modified_gmt":"2023-02-02T10:49:27","slug":"diz-me-com-que-andas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=9230","title":{"rendered":"Diz-me com quem andas&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Foi publicado em Portugal um livro com o nome &#8220;Teia do Banif&#8221; escrito por um jornalista famoso da terra. Conta muitas hist\u00f3rias de podrid\u00e3o e corrup\u00e7\u00e3o de angolanos e portugueses. Hist\u00f3rias velhas que envolvem Vicente, Kopelipa, Dino, Isabel, os habituais protagonistas, e uma imensid\u00e3o de advogados, banqueiros, magistrados e pol\u00edcias de Portugal. <\/p>\n\n\n\n<p>Demonstra at\u00e9 que ponto profundo a influ\u00eancia da mafia que dominou Angola no passado penetrou as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, empresas e sociedade portuguesa em geral. \u00c9 assustador, sobretudo o conv\u00edvio dos procuradores portugueses com os advogados dos influentes angolanos da \u00e9poca. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que esta descri\u00e7\u00e3o do jornalista Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Vilela levanta temores sobre o que se poder\u00e1 passar hoje, e explica a raz\u00e3o pela qual muitos processos n\u00e3o avan\u00e7am como deviam. S\u00e3o velhas cumplicidades que se derramam e permitem impor um labirinto judicial onde se entra, mas de onde n\u00e3o se sai. <\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto do livro, o Banif (banco portugu\u00eas falido) ocupa o centro da narrativa. O Banif era o banco de Hor\u00e1cio Roque, o pai da activista da UNITA Paula Roque, que percorre o mundo, vivendo sabe-se l\u00e1 de que dinheiro, a dizer sempre mal do governo angolano. <\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos o que conta o jornalista portugu\u00eas sobre as amizades e prote\u00e7\u00f5es de Paula Roque na p\u00e1gina 226 do livro. <\/p>\n\n\n\n<p>Em determinado dia de 2012, o ent\u00e3o todo-poderoso Ricardo Salgado, dono do Banco Esp\u00edrito Santo e de metade da economia portuguesa (hoje arguido em variados processos criminais) convidou para almo\u00e7ar na sede do banco a advogada Paula Louren\u00e7o que estava a preparar um processo contra Paula Roque e a irm\u00e3 Teresa. <\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo deu um tratamento luxuoso e impressionante \u00e0 advogada, que n\u00e3o perceberia o que estava a acontecer, pensando que estava a ser contratada para trabalhar com o BES. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois de derramar todo o seu charme e mostrar o seu poder, Salgado disse-lhe o que queria, e o que queria era que a advogada desistisse de colocar qualquer ac\u00e7\u00e3o contra Paula Roque: &#8220;Eu n\u00e3o quero que  proponha ac\u00e7\u00f5es contra as filhas do Hor\u00e1cio Roque&#8221;, afirmou Salgado, e &#8220;voltou a falar como se estivesse a dar uma ordem educada: Eu n\u00e3o gostaria que essa ac\u00e7\u00e3o avan\u00e7asse.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Temos Ricardo Salgado, o amigo de Jos\u00e9 Eduardo dos Santos e de Jos\u00e9 S\u00f3crates a proteger Paula Roque, a ide\u00f3loga radical da actual UNITA.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto diz tudo sobre Paula Roque e os interesses que representa. \u00c9 uma protegida de Ricardo Salgado. Mais n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio escrever.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi publicado em Portugal um livro com o nome &#8220;Teia do Banif&#8221; escrito por um jornalista famoso da terra. Conta muitas hist\u00f3rias de podrid\u00e3o e corrup\u00e7\u00e3o de angolanos e portugueses. Hist\u00f3rias velhas que envolvem Vicente, Kopelipa, Dino, Isabel, os habituais protagonistas, e uma imensid\u00e3o de advogados, banqueiros, magistrados e pol\u00edcias de Portugal. 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