{"id":7018,"date":"2022-06-14T10:32:13","date_gmt":"2022-06-14T09:32:13","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=7018"},"modified":"2022-06-18T09:42:21","modified_gmt":"2022-06-18T08:42:21","slug":"acj-sabado-e-lusa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=7018","title":{"rendered":"ACJ, S\u00e1bado e Lusa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">\u00c9 impressionante como se tenta modificar a realidade atrav\u00e9s de campanhas massivas de propaganda.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada a revista S\u00e1bado escreveu que ACJ n\u00e3o tinha nenhuma licenciatura pelo ISEP.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento de resposta do ISEP foi tornado p\u00fablico. Dizia expressamente: \u201cAdalberto da Costa J\u00fanior n\u00e3o obteve o grau de licenciado pelo ISEP\u201d. Estava assinado por Alexandra Afonso Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta semana a Lusa veio dizer que: \u201c&#8221;Numa nota enviada \u00e0 ag\u00eancia Lusa, a presid\u00eancia do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), em Portugal, esclarece que o l\u00edder da Uni\u00e3o Nacional para a Independ\u00eancia Total de Angola (UNITA) obteve o grau de bacharel em engenharia eletrot\u00e9cnica naquele instituto, em 13 de dezembro de 1995.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que a propaganda da UNITA-ACJ pretendeu de imediato intoxicar a opini\u00e3o p\u00fablica, as not\u00edcias n\u00e3o s\u00e3o contr\u00e1rias. Uma confirma a outra.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 simples: ACJ n\u00e3o tem nenhuma licenciatura e n\u00e3o \u00e9 engenheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>ACJ tem um bacharelato.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 isto?<\/p>\n\n\n\n<p>No sistema portugu\u00eas em vigor em 1995, o bacharelato era um curso curto de cariz profissionalizante, geralmente, com tr\u00eas anos. Nada tinha a ver com licenciatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem quisesse ser licenciado teria que fazer mais dois anos no que ent\u00e3o se chamava Diploma de Estudos Superiores Especializados com a dura\u00e7\u00e3o de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o ACJ precisava de mais 2 anos para ser licenciado e engenheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, obviamente que em Portugal, in\u00fameras universidades concediam o grau de licenciado em engenharia electrot\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante anos alimentou a f\u00e1bula que era licenciado e engenheiro. Agora est\u00e1 claro que n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o servem as compara\u00e7\u00f5es do bacharelato portugu\u00eas com o bachelor ingl\u00eas. Eram sistemas diferentes e sem equival\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o vale a pena dizer que n\u00e3o era engenheiro, mas era engenheiro t\u00e9cnico. Nunca se inscreveu na respectiva associa\u00e7\u00e3o ou ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>O que temos aqui \u00e9 uma aldrabice alimentada durante anos, e que agora com coniv\u00eancias v\u00e1rias ACJ procura apresentar a uma luz positiva, quando o que temos \u00e9 uma fraude, muito semelhante \u00e0 que Jos\u00e9 S\u00f3crates cometeu em Portugal e que lhe valeu no fim de contas o lugar de primeiro-ministro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 impressionante como se tenta modificar a realidade atrav\u00e9s de campanhas massivas de propaganda. Na semana passada a revista S\u00e1bado escreveu que ACJ n\u00e3o tinha nenhuma licenciatura pelo ISEP. O documento de resposta do ISEP foi tornado p\u00fablico. Dizia expressamente: \u201cAdalberto da Costa J\u00fanior n\u00e3o obteve o grau de licenciado pelo ISEP\u201d. 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