{"id":6702,"date":"2022-05-06T12:17:21","date_gmt":"2022-05-06T11:17:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=6702"},"modified":"2022-05-08T18:22:06","modified_gmt":"2022-05-08T17:22:06","slug":"o-ilusorio-problema-da-liberdade-de-imprensa-em-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=6702","title":{"rendered":"O ilus\u00f3rio problema da Liberdade de imprensa em Angola"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Em Angola h\u00e1 liberdade de imprensa. H\u00e1 liberdade de imprensa como nunca houve. Isso mesmo foi reconhecido pelo \u00cdndice Mundial da Liberdade de Imprensa dos Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras que subiu quatro pontos a Angola, recentemente. O pa\u00eds est\u00e1 melhor do que o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Diga-se que estes \u00cdndices n\u00e3o s\u00e3o de grande valia. S\u00e3o mais um s\u00edmbolo que as oposi\u00e7\u00f5es costumam utilizar para atacar o governo, que agora lhes saiu mal. Por isso, mesmo o porta-voz aven\u00e7ado da UNITA-ACJ veio logo dizer que Angola tinha subido apenas pelo facto de n\u00e3o ter morto jornalistas. Parece que o homem queria que jornalistas tivessem sido mortos em Angola, para assim poder gritar contra o governo. Deu-se mal.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ser s\u00e9rios e falar sobre a liberdade de imprensa em Angola, para al\u00e9m da desinforma\u00e7\u00e3o que hoje predomina nas redes e nos discursos da oposi\u00e7\u00e3o UNITA-ACJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade de imprensa tem de ser vista abrangendo todo o sistema medi\u00e1tico angolano. \u00c9 da avalia\u00e7\u00e3o do que se passa em todo o sistema que se pode tirar uma conclus\u00e3o sobre a exist\u00eancia ou n\u00e3o de liberdade em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema medi\u00e1tico angolano tem quatro componentes: a media estatal (Jornal de Angola, TPA, etc), a media privada em meios tradicionais (Novo Jornal, Expans\u00e3o, etc), a media estrangeira com programas para Angola (DW, VOA, RTP \u00c1frica) e as redes sociais com blogs e jornais digitais (Club-K, Angola24 Horas, MakaAngola, e p\u00e1ginas de Facebook, etc).<\/p>\n\n\n\n<p>A media estatal assume uma postura pr\u00f3-governo, na sua generalidade. Isso n\u00e3o \u00e9 negativo. Todos sabem com o que contam e h\u00e1 transpar\u00eancia nessa postura. \u00c9 um dado adquirido, e como se constatar\u00e1 de seguida tal posi\u00e7\u00e3o contribui para o pluralismo global da comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>A media privada em meios tradicionais tendem para a oposi\u00e7\u00e3o e \u00e9 uma voz globalmente cr\u00edtica do governo. H\u00e1 aqui uma esp\u00e9cie de compensa\u00e7\u00e3o privado-p\u00fablico que refor\u00e7a a liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, os media estrangeiros s\u00e3o claramente anti-governo. Raramente chamam algu\u00e9m com posi\u00e7\u00f5es a favor do governo para comentar e d\u00e3o voz a activistas que s\u00f3 s\u00e3o conhecidos por eles pr\u00f3prios e mais ningu\u00e9m. Na realidade, h\u00e1 uma interfer\u00eancia clara da media estrangeira e uma parcialidade bem not\u00f3ria a favor da oposi\u00e7\u00e3o. Geralmente s\u00e3o um mero eco das oposi\u00e7\u00f5es mais radicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, as redes sociais. A oposi\u00e7\u00e3o predomina. O Club-K tornou-se porta-voz da UNITA-ACJ, o Angola24 Horas faz o mesmo e muitos outros. O MakaAngola procura ser imparcial, umas vezes consegue, outras vezes n\u00e3o. O Governo tamb\u00e9m tem os seus apoiantes. No fim de contas, as redes s\u00e3o um local plural, e ainda bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo um balan\u00e7o o que se v\u00ea \u00e9 que nuns meios existe a vit\u00f3ria do governo, noutros da oposi\u00e7\u00e3o, o que quer dizer que a pluralidade abunda. S\u00e3o falsas e muito falsas as acusa\u00e7\u00f5es de falta de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Digo tamb\u00e9m, como jornalista que j\u00e1 trabalhou em Portugal e em Fran\u00e7a, que pelo menos em rela\u00e7\u00e3o a Portugal, h\u00e1, no geral, menos liberdade de imprensa do que em Angola. Os insultos que se fazem diariamente a Jo\u00e3o Louren\u00e7o seriam impens\u00e1veis em Lisboa. A\u00ed a imprensa \u00e9 dominada por grupos econ\u00f3micos geralmente com pouco capital que dependem do Estado para financiamento. H\u00e1 uma corrente principal de not\u00edcias e abordagens que tudo domina. Viu-se isso com o Covid-19 e agora com a guerra da Ucr\u00e2nia. Em Portugal, n\u00e3o h\u00e1 de longe nem de perto a discuss\u00e3o viva que se assiste em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 que ver bem a verdade e n\u00e3o encher o mundo com mentiras sobre Angola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Angola h\u00e1 liberdade de imprensa. H\u00e1 liberdade de imprensa como nunca houve. Isso mesmo foi reconhecido pelo \u00cdndice Mundial da Liberdade de Imprensa dos Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras que subiu quatro pontos a Angola, recentemente. O pa\u00eds est\u00e1 melhor do que o Brasil. Diga-se que estes \u00cdndices n\u00e3o s\u00e3o de grande valia. 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