{"id":6520,"date":"2022-04-14T16:12:00","date_gmt":"2022-04-14T15:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=6520"},"modified":"2022-04-20T10:02:48","modified_gmt":"2022-04-20T09:02:48","slug":"1a-edicao-do-festival-balumuka-celebrou-cultura-e-arte-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=6520","title":{"rendered":"1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Festival Balumuka celebrou cultura e arte nacional"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">A 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Balamuka \u2013 baluarte da m\u00fasica angolana, j\u00e1 terminou e pode-se considerar que acabou por corresponder \u00e0s expectativas criadas. Entre os dias 7 e 10 de Abril, o Pal\u00e1cio de Ferro em Luanda acolheu este evento cultural, organizado pela Produtora Onart.<\/p>\n\n\n\n<p>O respons\u00e1vel por esta iniciativa, Jo\u00e3o Vig\u00e1rio, afian\u00e7ou que o festival visou proporcionar um movimento gradual de palco para a m\u00fasica tradicional angolana por representar a diversidade cultural Bantu, preservando assim a nossa mem\u00f3ria colectiva. J\u00e1 o m\u00fasico e pesquisador, Jorge Mulumba, disse que o Festival Balumuka agregou valor aos f\u00f3runs pela sua complexidade, gerou tamb\u00e9m, mais conhecimento da parte de quem visitou o espa\u00e7o durante os 4 dias do evento. &#8220;\u00c9 um festival de car\u00e1cter anual, mas vamos promover concertos paralelos, estando o primeiro j\u00e1 previsto para Junho pr\u00f3ximo, no Bengo\u201d, enfatizou o m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento homenageou a t\u00edtulo p\u00f3stumo o jornalista Amaro Fonseca. Na presen\u00e7a da fam\u00edlia e amigos, foram interpretados v\u00e1rios temas em homenagem \u00e0quele que em vida foi dos maiores divulgadores da m\u00fasica de matriz nacional, no programa da R\u00e1dio Luanda hom\u00f3nimo ao festival (Balumuka).<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m desta homenagem mais do que merecida, tivemos mais de 18 grupos oriundos de v\u00e1rias partes do Pa\u00eds a animar o palco nestes dias de celebra\u00e7\u00e3o da cultura e arte nacional com a realiza\u00e7\u00e3o de concertos, exposi\u00e7\u00f5es, f\u00f3runs, oficinas, dan\u00e7as e palco aberto. Este festival teve uma forte inclina\u00e7\u00e3o para grupos Ambundus; n\u00e3o chegou a permitir uma maior representatividade da diversidade de culturas e sons que Angola tem, sendo as grandes excep\u00e7\u00f5es os grupos Ovindjomba, trazendo uma proposta Nyanekha-Humbi, e MM Yetu, misturando ritmos dos povos Cokwe e Kongo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira noite, o grupo Dilangues de Ambaca abriu as actividades musicais, que ficou marcada tamb\u00e9m pela actua\u00e7\u00e3o dos grupos Jabakana, Jovens de Cakulama, Ngana Mandele e Kudimuena Kota. No dia seguinte,tivemos maior diversidade cultural com as presen\u00e7as da Fam\u00edlia Chicl\u00e9, grupo Vindjomba, Mizangala e Kamba Dya Muenho. No dia 9, o grupo MM Yetu fechou em apoteose, numa noite onde passaram, igualmente, os Brilhantes de Kwaba Nzoje, Mlamabas do Lomb\u00e9, Lubazu do Cuale e Tua Moneca.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o \u00faltimo dia, a organiza\u00e7\u00e3o reservou Kumby Li Xya e Nguami Maka, dois dos mais aclamados grupos da m\u00fasica ancestral. Nessa noite desfilaram, ainda, pelo palco os grupos Nguza Ku Marimba, Ngana Munana, L\u00edrios e Doi do Sueto.<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia ainda para alguns f\u00f3runs que se realizaram posteriormente, como por exemplo, o dirigido pelo professor Armando Zibungana que abordou o tema &#8220;As sonoridades musicais, a instrumentaliza\u00e7\u00e3o, a percuss\u00e3o africana e a inscri\u00e7\u00e3o de uma pauta original. Caminhos perspectivas &#8211; Desmistificando as impossibilidades de se pautar os cl\u00e1ssicos do Nig\u00e9r-Kongo ou Bantu\u201d. J\u00e1 Filipe Vidal apresentou o tema &#8220;A (re)constru\u00e7\u00e3o da identidade arquet\u00edpica africana-angolana p\u00f3s-colonialidade por via da m\u00fasica cl\u00e1ssica pr\u00e9-colonial (vulgo tradicional): a contribui\u00e7\u00e3o Kongo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Balamuka \u2013 baluarte da m\u00fasica angolana, j\u00e1 terminou e pode-se considerar que acabou por corresponder \u00e0s expectativas criadas. Entre os dias 7 e 10 de Abril, o Pal\u00e1cio de Ferro em Luanda acolheu este evento cultural, organizado pela Produtora Onart. 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