{"id":5957,"date":"2022-01-25T19:13:26","date_gmt":"2022-01-25T19:13:26","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=5957"},"modified":"2022-01-28T17:42:41","modified_gmt":"2022-01-28T17:42:41","slug":"africa-danca-com-lobos-neocoloniais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=5957","title":{"rendered":"\u00c1frica: \u201cDan\u00e7a com lobos\u201d neocoloniais!"},"content":{"rendered":"\n<p>01- A \u201cprimavera \u00e1rabe\u201d na L\u00edbia foi o in\u00edcio da injec\u00e7\u00e3o da jihad isl\u00e2mica em \u00c1frica, facto que na altura alert\u00e1mos no P\u00e1gina Global, acompanhando a quente e em tempo oportuno os acontecimentos, prevendo que a partir da\u00ed todo o Sahel seria severamente afectado, com tel\u00faricas repercuss\u00f5es por todo o continente.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muitos os exemplos desse alerta-fundamento pelo que me abstenho de aqui colocar seus links.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a esse golpe aplicado com for\u00e7as militares externas suportadas por bases de interven\u00e7\u00e3o instaladas na Fran\u00e7a, na It\u00e1lia e nos navios da 6\u00aa Frota da US Navy estacionada no Mediterr\u00e2neo, poucos foram os pa\u00edses que ousaram em nome da democracia denunciar e nenhum, por falta de capacidades pr\u00f3prias e em fun\u00e7\u00e3o da surpresa, ousou combater de armas na m\u00e3o ao lado dum Kadafi que, de t\u00e3o abandonado que foi, acabou por morrer assassinado para g\u00e1udio dos intervencionistas do \u201chegemon\u201d, com a \u201cfalcoa\u201d Hillary Clinton \u00e0 cabe\u00e7a!<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201chegemon\u201d apoiou assim, deliberadamente, a sua mais diab\u00f3lica criatura de que se servia tacitamente, tamb\u00e9m em nome da \u201cdemocracia representativa\u201d!<\/p>\n\n\n\n<p>Um a um os pa\u00edses do Sahel tornaram-se desde ent\u00e3o frutos amargos da injec\u00e7\u00e3o de caos, terrorismo e desagrega\u00e7\u00e3o aplicada desse modo e por essa via a \u00c1frica, em fun\u00e7\u00e3o da remo\u00e7\u00e3o do tamp\u00e3o que havia constitu\u00eddo a Jamairiya L\u00edbia!<\/p>\n\n\n\n<p>Por raquitismo das den\u00fancias efectivamente democr\u00e1ticas (entre as condena\u00e7\u00f5es sobressa\u00edram as da Venezuela Bolivariana pela voz do Comandante Hugo Chaves e da \u00c1frica do Sul), nada mais perverso e c\u00ednico: a L\u00edbia foi alvo dum golpe de estado sangrento com a decisiva participa\u00e7\u00e3o de for\u00e7as externas ao n\u00edvel de alguns pa\u00edses da NATO, que por seu turno nos m\u00eddia de amplo espectro e difus\u00e3o global sob sua tutela, enquanto catapultavam o jihadismo, propagandearam-no em nome da \u201cdemocracia\u201d e do \u201cdireito para intervir\u201d, tal como Ronald Reagan considerou Savimbi (\u201cfreedom fighter\u201d), nas metamorfoses que s\u00e3o a sua obra de arte fonte barbaridade e de sangue!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Essa afecta\u00e7\u00e3o justificou tamb\u00e9m e desde logo o esfor\u00e7o militar da Fran\u00e7Afrique conjugado com o Comando \u00c1frica do Pent\u00e1gono com a distens\u00e3o de for\u00e7as ao longo do paralelo que vai do Senegal a Djibouti, prevista em fun\u00e7\u00e3o do \u201c\u00eaxito\u201d na L\u00edbia desde que se distendesse a jihad, conforme ali\u00e1s imediatamente aconteceu em 2012 com sintomas agudos imediatamente no Mali!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Quer no Senegal, quer no Djibouti, a Fran\u00e7a possui bases militares desde os tempos coloniais, aut\u00eanticas \u201ctestas-de-ponte\u201d de longa dura\u00e7\u00e3o, que permitem desencadear qualquer r\u00e1pida interven\u00e7\u00e3o Sahel adentro sempre que julgado necess\u00e1rio e segundo o prevalecente princ\u00edpio colonial-neocolonial de que, d\u00e9cada a d\u00e9cada, \u201cmais vale prevenir do que remediar\u201d \u2026<\/p>\n\n\n\n<p>A meia-dist\u00e2ncia, entre o Atl\u00e2ntico e o Mar Vermelho, est\u00e1 o N\u00edger onde al\u00e9m das for\u00e7as da Opera\u00e7\u00e3o Barkana da Fran\u00e7Afrique, estacionaram os meios militares de rastreio do AFRICOM que desde logo \u00e9 um dos principais centros de drones dos Estados Unidos em \u00c1frica!<\/p>\n\n\n\n<p>Tacitamente a expans\u00e3o jihadista passou a justificar essa pujan\u00e7a militar extra continental, numa ossatura que permite a afirma\u00e7\u00e3o neocolonial no seu mais requintado e habilidoso m\u00f3dulo, incidindo sobretudo ali onde a extrac\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas a baixo pre\u00e7o \u00e9 essencial para a \u201cciviliza\u00e7\u00e3o ocidental\u201d, como o caso flagrante do ur\u00e2nio do N\u00edger e dos interesses da Areva naquele pa\u00eds \u00e2mago da Fran\u00e7Afrique, por sinal sintomaticamente na cauda dos Relat\u00f3rios Anuais dos \u00cdndices de Desenvolvimento da ONU!<\/p>\n\n\n\n<p>O Mali foi dos primeiros componentes do Sahel a sentir os efeitos do desastre da L\u00edbia e a partir da\u00ed as crises foram-se entrela\u00e7ando, alastrando at\u00e9 ao Lago Chade pelo Oeste, aos Grandes Lagos pelo centro e a Mo\u00e7ambique pelo leste do continente!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1frica desamparada e vulnerabilizada est\u00e1 ainda atordoada e confusa sobre como dar a volta a esta situa\u00e7\u00e3o que se tornou cancro-cr\u00f3nico e \u00e9 raiz da perversa onda neocolonial tacitamente conjugada pela expans\u00e3o do jihadismo financiado a partir de nexos das monarquias ar\u00e1bicas que no M\u00e9dio Oriente Alargado t\u00eam feito parte da \u201cColiga\u00e7\u00e3o\u201d contra a S\u00edria, a L\u00edbia, o Iraque, o I\u00e9men e o Ir\u00e3o, obedientes \u00e0 doutrina Rumsfeld\/Cebrowski!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>02- No Mali irromperam simultaneamente duas for\u00e7as em 2011\/2012: os tuaregues que eram aliados de Kadafi (que compunham algumas unidades militares das for\u00e7as l\u00edbias) e os jihadistas que pululavam pelo Sahara e pelo Sahel, que s\u00f3 na Arg\u00e9lia haviam sido neutralizados com relativo \u00eaxito.<\/p>\n\n\n\n<p>O norte do Mali foi tomado por essas for\u00e7as que proclamaram um novo pa\u00eds, o Azawad, resultante da desagrega\u00e7\u00e3o\u2026 os n\u00f3madas a norte e os sedent\u00e1rios do vale do N\u00edger a sul\u2026 um quadro de desagrega\u00e7\u00e3o por completo num ambiente entre a \u00e1gua do rio e o fogo do deserto do Sahara!<\/p>\n\n\n\n<p>Como as For\u00e7as Armadas do Mali eram subsidi\u00e1rias no quadro da Fran\u00e7Afrique e mantidas por essa raz\u00e3o com uma capacidade quase ao n\u00edvel duma mil\u00edcia, n\u00e3o tinham aptid\u00e3o para, por si pr\u00f3prias, fazer face a uma crise dessa natureza, pelo que imediatamente a Fran\u00e7a desencadeou a Opera\u00e7\u00e3o Serval (de 11 de Janeiro de 2013 a 15 de Julho de 2014), sucedida pela Opera\u00e7\u00e3o Barkane (desde 1 de Agosto de 2014, at\u00e9 nossos dias, alastrando as ac\u00e7\u00f5es pelos pa\u00edses afectados pela jihad isl\u00e2mica no Sahel e no Sahel para sul), enquanto garantiam que as elites no poder em Bamako como nas outras capitais \u201cfrancofones\u201d do Sahel fossem sempre suas subservi\u00eancias de emana\u00e7\u00e3o neocolonial!<\/p>\n\n\n\n<p>Foi por esse modo f\u00e1cil fazer aceitar a Opera\u00e7\u00e3o Serval e refor\u00e7\u00e1-la com aptid\u00f5es de diversas partes do mundo, desde a Su\u00e9cia, \u00e0 Dinamarca, \u00e0 Alemanha, ao Canad\u00e1 e aos Estados Unidos, at\u00e9 logicamente aos pa\u00edses africanos vizinhos do Sahel sob o r\u00f3tulo duma \u201cbenigna partnership\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto os tuaregues integrados no Movimento Nacional para a Liberta\u00e7\u00e3o do Azawad (MNLA) em Agosto de 2012 entraram em ruptura com os jihadistas do Ansar Dine e do Movimento Unit\u00e1rio da Jihad da \u00c1frica do Oeste (MOJWA na sua sigla em ingl\u00eas), o que possibilitou a Opera\u00e7\u00e3o Serval numa interven\u00e7\u00e3o por todo o norte do Mali, \u201creconquistando\u201d cidade a cidade no meio dum aparente nada!<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da interven\u00e7\u00e3o, com o fim da Opera\u00e7\u00e3o Serval e uma vez que a amea\u00e7a isl\u00e2mica n\u00e3o foi reduzida, as for\u00e7as francesas tornaram-se numa laboriosa for\u00e7a de ocupa\u00e7\u00e3o mobilizando mais de 5.000 efectivos por via da Opera\u00e7\u00e3o Barkane, estendendo a ac\u00e7\u00e3o a todo o Sahel at\u00e9 aos nossos dias, no \u00e2mbito duma autenticamente neocolonial via, mascarada de \u201cpartnership\u201d que desse modo estimula uma irremedi\u00e1vel longevidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nexos t\u00e1citos entre for\u00e7as desse \u201cpartnership\u201d por contraposi\u00e7\u00e3o ao jihadismo, est\u00e1 garantido sem fim, numa situa\u00e7\u00e3o neocolonial pantanosa e sem melhores horizontes sen\u00e3o fazer jorrar dessa fonte cada vez mais sangue, algo denunciado agora pelos coron\u00e9is rebeldes das For\u00e7as Armadas do Mali que levaram a cabo o recente golpe de estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A entrada na li\u00e7a do \u201cirm\u00e3o mu\u00e7ulmano\u201d turco, membro da NATO e concorrente da Fran\u00e7Afrique, confere elasticidade e ambival\u00eancia a essa insol\u00favel plasticidade neocolonial de que \u00c1frica se arrisca na pista das suas t\u00e3o formatadas \u201cdemocracias representativas\u201d que est\u00e3o a ser digeridas pelo est\u00f4mago dos expedientes de dom\u00ednio do \u201chegemon\u201d, numa voragem com um rodopio de velocidade e geometria vari\u00e1vel ao jeito dum AFRICOM inteligente, que al\u00e9m dos nexos militares, integra nessa conting\u00eancia os nexos civis duma USAID, ou duma National Endowment for Democracy, entre outras mais iniciativas!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>03- A revolta das elites militares dos pa\u00edses do Sahel atra\u00eddos pela Opera\u00e7\u00e3o Barkane e submissas ao \u201cpr\u00e9 carr\u00e9\u201d neocolonial da \u201cFran\u00e7Afrique\u201d subsidi\u00e1ria do AFRICOM, torna-se assim leg\u00edtima, pois de contradi\u00e7\u00e3o em contradi\u00e7\u00e3o, \u00c1frica sente que se est\u00e1 a chegar \u00e0 \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel, a da via de luta armada em completa ruptura contra o neocolonialismo imposto com esses m\u00faltiplos venenos!<\/p>\n\n\n\n<p>Romper com o jihadismo de inspira\u00e7\u00e3o sunita\/wahabita, simultaneamente romper com a Fran\u00e7Afrique, com a ambival\u00eancia turca e sobretudo com o AFRICOM que superintende todo esse polvo com cada vez mais bra\u00e7os neocoloniais, \u00e9 leg\u00edtimo para uma \u00c1frica asfixiada pelo ambiente inculcado desde que o capitalismo neoliberal se tornou no expediente dominante do \u201chegemon\u201d por obra e gra\u00e7a da alian\u00e7a entre a administra\u00e7\u00e3o republicana de Ronald Reagan e o governo da 1\u00aa Ministra Brit\u00e2nica, Margareth Thatcher no in\u00edcio dos anos 90 do s\u00e9culo passado!<\/p>\n\n\n\n<p>Os tent\u00e1culos disseminados pelos sucessivos governos de Israel em \u00c1frica por seu turno, movem-se de modo inteligente numa conjuntura neocolonial como essa e espreitam as suas pr\u00f3prias brechas procurando vencer o isolamento causado pela cat\u00e1strofe de sua cont\u00ednua ac\u00e7\u00e3o estilha\u00e7ando a Palestina e tornando impratic\u00e1vel um governo palestino num territ\u00f3rio t\u00e3o deliberadamente estilha\u00e7ado!<\/p>\n\n\n\n<p>A interven\u00e7\u00e3o de Israel em socorro da administra\u00e7\u00e3o republicana de George W. Bush quando jogou com guerra e paz no sector energ\u00e9tico (doutrina Rumsfeld\/Cebrowshi desde logo para o M\u00e9dio Oriente Alargado com invas\u00f5es sucessivas do Afeganist\u00e3o \u00e0 L\u00edbia e a cria\u00e7\u00e3o dum inteligentemente filtrado AFRICOM para \u00c1frica, com a manobra de \u201ccenoura\u201d dum \u201cpetr\u00f3leo para o desenvolvimento\u201d no Golfo da Guin\u00e9), foi exposta desde logo por via do vers\u00e1til \u201cthink tank\u201d que d\u00e1 pelo nome de \u201cInstitute for Advanced Strategic and Political Studies\u201d, IASPS (com sede em Jerusal\u00e9m e Washington), segundo seu programa AOPIG, \u201cAfrica Oil Policy Innitiative Group\u201d !<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u201ciniciativa\u201d tipicamente de inger\u00eancia misto militar e \u201csoft power\u201d, esteve na base da pr\u00f3pria gesta\u00e7\u00e3o do car\u00e1cter do AFRICOM, gerando os organismos internos que lhe d\u00e3o corpo e do seu posicionamento acima dos tent\u00e1culos do polvo transbordante de inger\u00eancias e de manipula\u00e7\u00f5es que em \u00c1frica \u00e9 profunda manobra neocolonial!<\/p>\n\n\n\n<p>Essa sofisticada express\u00e3o do \u201chegemon\u201d tem sido de tal modo avassaladora que o Reino de Marrocos, \u00e0 ilharga noroeste do Sahel, se tornou pot\u00eancia colonizadora do Sahara, apesar de cont\u00ednuas condena\u00e7\u00f5es de geometria vari\u00e1vel no \u00e2mbito internacional e por isso est\u00e1 praticamente imune ao jihadismo, tornando-se num dos dois guardi\u00f5es da entrada ocidental dum Mediterr\u00e2neo tornado \u201cmare nostrum\u201d!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O Reino de Marrocos serviu e serve tamb\u00e9m para subverter e confundir os termos da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Africana!<\/p>\n\n\n\n<p>As alian\u00e7as de car\u00e1cter neofascista ou mesmo neonazis que animam as express\u00f5es neocoloniais que integram as vassalas elites africanas (ainda que envoltas no celofane da \u201cdemocracia representativa\u201d), prov\u00eam dessa imensa manobra conceituada desde logo pela doutrina Rumsfeld\/Cebrowski, que est\u00e1 determinada na implanta\u00e7\u00e3o de caos, de terrorismo e de desagrega\u00e7\u00e3o, que em \u00c1frica se passou tamb\u00e9m a esbater desde o golpe de 2011 contra a Jamairiya L\u00edbia!<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00c1frica \u00e9 como se houvesse uma segunda Confer\u00eancia de Berlim, n\u00e3o declarada, mas eficazmente velada, agora sem fronteiras, fluida de caos, de terrorismo e de desagrega\u00e7\u00e3o e num espectro cada vez mais disseminado por todo o continente africano, onde nem as malparidas \u201cdemocracias representativas\u201d podem alguma vez constituir trincheira firme de resist\u00eancia, muito pelo contr\u00e1rio!<\/p>\n\n\n\n<p>A norte do continente s\u00f3 a Arg\u00e9lia nascida da saga da Luta de Liberta\u00e7\u00e3o em \u00c1frica est\u00e1 a conseguir resistir e por isso est\u00e1 a tornar-se no apoio inspirador \u00e0 causa da Rep\u00fablica \u00c1rabe Saharaoui Democr\u00e1tica e agora aos coron\u00e9is do Mali que est\u00e3o, ap\u00f3s o golpe militar, a denunciar a Fran\u00e7Afrique e a apelar \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa para poder responder \u00e0 jihad!<\/p>\n\n\n\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Russa est\u00e1 a corresponder ao que parece com a subtil utiliza\u00e7\u00e3o dum Grupo Wagner de circunspecta interven\u00e7\u00e3o no continente africano, de forma a n\u00e3o expor por completo o poder em Moscovo e em Pequim, \u201cementa\u201d que a diplomacia tece, inaugurada em \u00c1frica de h\u00e1 muito desde os mercen\u00e1rios de Tschombe e de Mobutu no Congo!<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a vassalagem, quase em un\u00edssono, fecha as fronteiras do Mali isolando esse pa\u00eds interior num momento em que as tropas da Opera\u00e7\u00e3o Barkane t\u00eam de abandon\u00e1-lo, a exposi\u00e7\u00e3o da fonte de sangue que \u00e9 a Fran\u00e7Afrique inspira por seu turno outras mais convuls\u00f5es, como est\u00e1 a acontecer na p\u00e1tria de Thomas Sankara, o Burkina Fasso, ainda que com contornos por definir!<\/p>\n\n\n\n<p>A norte da linha do Equador v\u00e3o-se sucedendo inexoravelmente golpes militares, por que a tentativa de ruptura contra o neocolonialismo come\u00e7a a ser inevit\u00e1vel!<\/p>\n\n\n\n<p>Uma certeza: todos os n\u00f3s de car\u00e1cter capitalista neoliberal que em \u00c1frica condenarem o golpe de ruptura contra o neocolonialismo no Mali, s\u00e3o intrinsecamente parte do problema e jamais da solu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>01- A \u201cprimavera \u00e1rabe\u201d na L\u00edbia foi o in\u00edcio da injec\u00e7\u00e3o da jihad isl\u00e2mica em \u00c1frica, facto que na altura alert\u00e1mos no P\u00e1gina Global, acompanhando a quente e em tempo oportuno os acontecimentos, prevendo que a partir da\u00ed todo o Sahel seria severamente afectado, com tel\u00faricas repercuss\u00f5es por todo o continente. 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