{"id":5891,"date":"2022-01-18T11:58:18","date_gmt":"2022-01-18T11:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=5891"},"modified":"2022-01-20T18:14:56","modified_gmt":"2022-01-20T18:14:56","slug":"verdades-economicas-e-mentiras-dos-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=5891","title":{"rendered":"Verdades econ\u00f3micas e mentiras dos economistas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Uma esp\u00e9cie de loucura mansa apoderou-se das an\u00e1lises econ\u00f3micas que actualmente aparecem sobre Angola. N\u00e3o s\u00e3o an\u00e1lises econ\u00f3micas, mas desejos pol\u00edticos de cat\u00e1strofe.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi chocante ler o \u00faltimo artigo de Alves da Rocha no jornal Expans\u00e3o de 15 de Janeiro passado. O economista da Universidade Cat\u00f3lica descrevia a economia angolana como \u201cdesemprego, infla\u00e7\u00e3o, recess\u00e3o social, fome e pobreza, um verdadeiro cocktail explosivo a que se deve juntar a falta de transpar\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 um exemplo da manipula\u00e7\u00e3o que alguns economistas fazem da opini\u00e3o p\u00fablica angolana, esquecendo os avan\u00e7os que t\u00eam sido registados nos \u00faltimos tempos. H\u00e1 um caminho a ser feito. Um caminho que tinha de ser feito, depois do afundan\u00e7o das pol\u00edticas econ\u00f3micas anteriores a 2017. \u00c9 evidente que esse caminho importa sacrif\u00edcios e teve pela frente al\u00e9m das pol\u00edticas de austeridade do FMI, o impacto da Covid-19. Mas existe j\u00e1 uma luz e progressos t\u00eam sido alcan\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RECOME\u00c7A O CRESCIMENTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola aumentou 0,8 por cento no terceiro trimestre de 2021, interrompendo nove trimestres de quedas sucessivas, segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) angolano. De acordo com a Folha de Informa\u00e7\u00e3o R\u00e1pida referente \u00e0s Contas Nacionais do III trimestre de 2021, o PIB angolano cresceu 0,5% entre o II e o III trimestre de 2021, considerando o ajustamento sazonal, e 0,8% em termos hom\u00f3logos.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, a economia come\u00e7a a sair da recess\u00e3o e a dar os primeiros sinais de anima\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 bom!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAIS RECEITAS DOS IMPOSTOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, o Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as anunciou que a receita fiscal cresceu 45,6% em 2021, com maior contribui\u00e7\u00e3o da receita fiscal n\u00e3o petrol\u00edfera, sendo que o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA), o Imposto sobre Rendimento de Trabalho (IRT) e o imposto Industrial foram os principais impulsionadores.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano em causa a arrecada\u00e7\u00e3o de receita fiscal ultrapassou, em 23%, a meta inicialmente projectada no Or\u00e7amento Geral do Estado, com um crescimento do n\u00famero de contribuintes de 7,8% face a 2020, superior em 1,4 pontos percentuais \u00e0 meta estabelecida de 5%.<\/p>\n\n\n\n<p>De salientar que, o ano terminou com um cadastro de 6,2 milh\u00f5es de contribuintes e uma receita de 9,9 bili\u00f5es Kz, um salto de 45,6% em compara\u00e7\u00e3o com os 6,8 bili\u00f5es Kz arrecadados em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto quer dizer, que os impostos s\u00e3o j\u00e1 o grande financiador do Estado, come\u00e7ando a acabar a excessiva depend\u00eancia do petr\u00f3leo. Tal \u00e9 uma boa not\u00edcia em termos de diversifica\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m politicamente. Agora o financiamento do Estado depende das pessoas e n\u00e3o dum recurso natural sem vida. O que quer dizer \u00e9 que for\u00e7osamente o povo fica no centro da pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAIS INVESTIMENTO ESTRANGEIRO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, a terceira boa not\u00edcia \u00e9 noticiada pelo mesmo Expans\u00e3o, onde Alves da Rocha faz de carpideira. Angola captou 1.716,5 milh\u00f5es USD em investimento directo estrangeiro fora do sector petrol\u00edfero durante a era de Jo\u00e3o Louren\u00e7o, o que representa um aumento de 34% face aos 1.282,0 milh\u00f5es USD de investimento estrangeiro que entraram no Pa\u00eds durante a \u00faltima legislatura de Jos\u00e9 Eduardo dos Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais um sinal fant\u00e1stico da boa aposta de Jo\u00e3o Louren\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 que come\u00e7ar a ver os n\u00fameros e os resultados das pol\u00edticas e a abandonar os profetas da desgra\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma esp\u00e9cie de loucura mansa apoderou-se das an\u00e1lises econ\u00f3micas que actualmente aparecem sobre Angola. N\u00e3o s\u00e3o an\u00e1lises econ\u00f3micas, mas desejos pol\u00edticos de cat\u00e1strofe. Foi chocante ler o \u00faltimo artigo de Alves da Rocha no jornal Expans\u00e3o de 15 de Janeiro passado. 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