{"id":5545,"date":"2021-12-01T12:00:00","date_gmt":"2021-12-01T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=5545"},"modified":"2021-12-05T10:15:22","modified_gmt":"2021-12-05T10:15:22","slug":"bienal-de-luanda-esta-de-volta-sob-o-signo-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=5545","title":{"rendered":"Bienal de Luanda est\u00e1 de volta sob o signo da Paz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">A segunda bienal de Luanda \u201cF\u00f3rum Pan-Africano para a Cultura de Paz\u201d, decorre na capital de Luanda entre os dias 27 e 30 de novembro, tendo como principais impulsionadores a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO), a Uni\u00e3o Africana (UA) e o governo de Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Este evento que est\u00e1 a ser realizado num regime h\u00edbrido (presencial e online), visa sobretudo, promover a preven\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, incentivando o interc\u00e2mbio cultural em \u00c1frica e o di\u00e1logo entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na abertura, o Presidente da Rep\u00fablica Jo\u00e3o Louren\u00e7o (JLo), lan\u00e7ou o mote, apelando para o di\u00e1logo permanente entre os africanos, pois esta constitui a melhor via para a garantia da paz permanente no continente africano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, relativamente a este ponto, JLo salientou que \u00e9 fundamental analisar as reais causas do clima de conflitualidade ainda reinante. Para isso, \u201ctemos que encontrar as f\u00f3rmulas que nos levem a sair mais rapidamente da situa\u00e7\u00e3o de incertezas e instabilidade com que nos deparamos\u201d, afirmou. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio que todos se empenhem em impedir o eclodir recorrente de conflitos que, infelizmente v\u00e3o ocorrendo pelo continente e que, naturalmente continuam a provocar instabilidade e constitui um forte entrave ao desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O Chefe de Estado aproveitou a ocasi\u00e3o para destacar o exemplo angolano, um pa\u00eds que se viu envolvido num conflito armado que durou d\u00e9cadas, mas que almejou encontrar os caminhos para uma paz duradoura e estabelecer uma plataforma de estabilidade, que permite nos dias de hoje florescer com a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade democr\u00e1tica, na qual prevalece o perd\u00e3o, a reconcilia\u00e7\u00e3o, a toler\u00e2ncia e o sentimento de solidariedade para com os povos. Por outro lado, JLo sublinhou que foi definida uma linha de conduta interna que imp\u00f4s ao pa\u00eds a cultura da paz e da toler\u00e2ncia a todos os n\u00edveis da sociedade, para que o conflito armado ficasse definitivamente afastado. Ademais, o Chefe do governo recordou que o pa\u00eds tem vindo a aprender a lidar cada vez melhor com as diferen\u00e7as, enquadradas num contexto democr\u00e1tico em constante evolu\u00e7\u00e3o e aprofundamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O Presidente reconheceu tamb\u00e9m que, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel encontrar vias e meios para solucionar os problemas que s\u00e3o colocados aos Estados, devido a determinados contextos econ\u00f3micos, isto apesar de abund\u00e2ncia de recursos. Estes, muitas das vezes est\u00e3o inadequadamente colocados ao servi\u00e7o do desenvolvimento nacional ou sujeitos \u00e0s condicionantes do mercado internacional. Por isso, \u201cimporta sabermos identificar com objectividade as causas reais das nossas dificuldades, os caminhos a trilhar e os parceiros, verdadeiramente, interessados em apoiar o desenvolvimento de \u00c1frica\u201d, alertou. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta nova edi\u00e7\u00e3o da Bienal de Luanda \u00e9 celebrada sob o tema da UA: \u201cArtes, Cultura e Patrim\u00f3nio: alavancas para construir a \u00c1frica que queremos\u201d. A pan\u00f3plia de convidados ilustres \u00e9 diversa dos quais destacamos a presen\u00e7a de cinco chefes de Estado, nomeadamente, Jo\u00e3o Louren\u00e7o (Angola), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), F\u00e9lix Tshisekedi (RD Congo), Denis Sassou Nguesso (Congo) e Carlos Vila Nova (S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe). Refer\u00eancia tamb\u00e9m para a presen\u00e7a das vice-presidentes da Nam\u00edbia e da Costa Rica, que representa por orienta\u00e7\u00e3o da UNESCO o seu pa\u00eds e a di\u00e1spora, pela liga\u00e7\u00e3o com a Regi\u00e3o do Caribe, Am\u00e9rica Central e \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, destaque para o facto de ter sido anunciado que a Bienal vai realizar-se a cada dois anos, sob proposta da UA e da UNESCO, atendendo \u00e0 grande experi\u00eancia que Angola tem e os resultados que no \u00e2mbito regional e internacional sobre a cultura da paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A segunda bienal de Luanda \u201cF\u00f3rum Pan-Africano para a Cultura de Paz\u201d, decorre na capital de Luanda entre os dias 27 e 30 de novembro, tendo como principais impulsionadores a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO), a Uni\u00e3o Africana (UA) e o governo de Angola. 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