{"id":4950,"date":"2021-08-05T22:51:00","date_gmt":"2021-08-05T21:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4950"},"modified":"2021-08-13T13:45:31","modified_gmt":"2021-08-13T12:45:31","slug":"sobre-a-declaracao-politica-da-unita-e-dos-seus-satelites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4950","title":{"rendered":"Sobre a declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da UNITA e dos seus sat\u00e9lites"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Nunca na hist\u00f3ria de Angola uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da oposi\u00e7\u00e3o tentou enganar tantos com t\u00e3o pouco.<\/p>\n\n\n\n<p>O que temos na pomposamente chamada declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Ampla Frente Patri\u00f3tica para Altern\u00e2ncia \u00e9 um conjunto de ideias gerais copiadas, mentiras descaradas, incompet\u00eancia t\u00e9cnica e apelos dissimulados \u00e0 subvers\u00e3o por um grupo de intelectuais envergonhados, confundidos com a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um pa\u00eds com rumo e saud\u00e1vel financeiramente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Comecemos pelas mentiras \u00f3bvias. Escrevem que o pa\u00eds est\u00e1 falido e sem rumo. Na verdade, o pa\u00eds estava quase falido, mas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1. &nbsp;Agora depois de um esfor\u00e7o tit\u00e2nico e do sacrif\u00edcio do povo lutador de Angola, o pa\u00eds est\u00e1 solvente e bem apreciado pelas organiza\u00e7\u00f5es financeiras internacionais. Analistas internacionais declaram que Angola o pa\u00eds \u00e9 o mais reformista em \u00c1frica e que o esfor\u00e7o de ajustamento or\u00e7amental \u00e9 louv\u00e1vel. Entre a maioria dos pa\u00edses africanos, Angola \u00e9 provavelmente o pa\u00eds que fez mais reformas estruturais nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os subscritores da declara\u00e7\u00e3o confundem os seus desejos com a realidade. Houve uma caminhada dura de equil\u00edbrio financeiro, mas este est\u00e1 a ser alcan\u00e7ado com sucesso. Primeira mentira.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds tem rumo. O rumo \u00e9 claro, a abertura econ\u00f3mica ao investimento e o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, para garantir o progresso e prosperidade para todos. E s\u00e3o estas a chaves do sucesso para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>As leis do investimento privado e da concorr\u00eancia, e a pol\u00edtica cambial no pa\u00eds reduziram drasticamente os entraves ao investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 infla\u00e7\u00e3o (subida de pre\u00e7os) reconhece-se que \u00e9 um problema, mas ao contr\u00e1rio do que erradamente afirmam na declara\u00e7\u00e3o, nada tem a ver com a pol\u00edtica cambial. H\u00e1 um engano. A infla\u00e7\u00e3o combate-se com a pol\u00edtica monet\u00e1ria, isto \u00e9, internamente, contendo a produ\u00e7\u00e3o excessiva de moeda, e liberalizando vastos sectores da economia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As medidas contra a seca do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Medidas contra a seca no Sul e as doen\u00e7as end\u00e9micas est\u00e3o a ser tomadas como nunca foram no passado. Avan\u00e7aram quatro projectos de constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas hidr\u00e1ulicas para enfrentar a seca no Sul. O de Cafu iniciou-se em primeiro lugar, e havendo agora j\u00e1 recursos financeiros a constru\u00e7\u00e3o de outros dois projectos (barragem e canal de Calacuve e de Ndu\u00e9) vai arrancar no quarto trimestre de 2021. Na mesma altura iniciar-se-\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o de diques e a\u00e7udes na regi\u00e3o do Curoca, estando prevista a reabilita\u00e7\u00e3o de represas e obras de transfer\u00eancias hidr\u00e1ulicas. O sofrimento da seca vai mudar de forma radical a partir de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, s\u00f3 mentiras e erros t\u00e9cnicos da declara\u00e7\u00e3o. O pa\u00eds est\u00e1 a avan\u00e7ar depois de um doloroso processo de ajustamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00f3pias do estrangeiro e tentativas insurrecionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois das confus\u00f5es e esquecimento sobre a economia, a declara\u00e7\u00e3o dos confusos vai importar uma teoria das universidades americanas: o republicanismo. As p\u00e1ginas em que se perdem a falar do republicanismo, conceito estranho a Angola, s\u00e3o meras c\u00f3pias das sebentas de Philip Pettit and Cass Sunstein, professores distintos, mas que n\u00e3o t\u00eam qualquer relevo para Angola. Chega de ir buscar c\u00f3pias mal-amanhadas ao estrangeiro e transform\u00e1-las em descobertas falsas no meio angolano.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo acontece com as refer\u00eancias de perda de legitimidade do governo. A legitimidade de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o em vigor (artigo 4.\u00ba) deriva das elei\u00e7\u00f5es. O governo ganhou as elei\u00e7\u00f5es em 2017 e tem mandato para cinco anos. Os apelos \u00e0 subvers\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o e as refer\u00eancias \u00e0 perda de legitimidade n\u00e3o s\u00e3o mais do que tentativas de insurrei\u00e7\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0s normas legais vigentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sucesso do governo no combate \u00e0 Covid-19<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o perde-se a falar da Covid-19. A realidade \u00e9 que Angola \u00e9 dos pa\u00edses que mais sucesso teve a combater a Covid-19. Olhando para as estat\u00edsticas oficiais, com data de 5 de Agosto de 2021, verifica-se que no pa\u00eds morreram 30 pessoas por milh\u00e3o de habitantes, enquanto em Mo\u00e7ambique foram 40, na \u00c1frica do Sul, 1211 e em Portugal 1714. N\u00e3o s\u00e3o precisas mais palavras para concluir que o governo angolano reagiu a tempo e tomou as medidas adequadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid- 19.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o fez na economia ao ir buscar a confian\u00e7a das organiza\u00e7\u00f5es financeiras internacionais e lan\u00e7ar-se num amplo programa de reformas e privatiza\u00e7\u00f5es. N\u00e3o se desconhece que h\u00e1 rem\u00e9dios dif\u00edceis, mas sabe-se que teriam de ser tomados, e come\u00e7aremos a ver os resultados da pol\u00edtica econ\u00f3mica de relan\u00e7amento. Ali\u00e1s, o governo est\u00e1 a desenvolver um vasto programa de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hipocrisia sobre o poder local<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma obsess\u00e3o com o poder local. Isso s\u00f3 demonstra que os subscritores da declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica s\u00f3 est\u00e3o interessados em criar cargos que pensam que ir\u00e3o ocupar e atribuir-se benesses. Se falam em emerg\u00eancia econ\u00f3mica, como perceber que a sua solu\u00e7\u00e3o seja pol\u00edtica. Qual a rela\u00e7\u00e3o entre o poder local e a seca ou os problemas econ\u00f3micos? Nenhuma. O que \u00e9 preciso \u00e9 um Estado \u00e1gil que resolva os problemas. Naturalmente, que instituir o poder local \u00e9 uma prioridade, mas n\u00e3o sejamos hip\u00f3critas, nada tem a ver com as quest\u00f5es estruturais da economia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apologia do separatismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vale a pena comentar o que se diz sobre Cabinda. Estes homens querem fazer entrar o pa\u00eds na senda do separatismo, da divis\u00e3o. N\u00e3o viram o que se passou no Ruanda? N\u00e3o acompanham as dificuldades de uni\u00e3o no Congo? Eles querem dividir Angola, separar os angolanos, destruir o pa\u00eds, e isto \u00e9 grave.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fal\u00e1cias democr\u00e1ticas e revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m se enganam sobre o conceito de democracia. Democracia n\u00e3o \u00e9 dar-lhes poder, n\u00e3o \u00e9 um de cada vez estar no poder. A isso chama-se rotativismo e foi uma pr\u00e1tica que aconteceu no final do s\u00e9culo XIX em Portugal e levou ao assassinato do Rei e \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, estes homens (n\u00e3o h\u00e1 aqui mulheres) apenas querem derrubar o MPLA. E estranhamente alguns ocupam lugares de deputados devido a elei\u00e7\u00f5es que agora dizem ser fraudulentas. Ent\u00e3o n\u00e3o deviam ser deputados\u2026<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O apelo constante \u00e0 subvers\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que temos no sub-texto da declara\u00e7\u00e3o \u00e9 o apelo permanente ao derrube do governo por quaisquer meios e o an\u00fancio de uma transi\u00e7\u00e3o que sabemos que no fim de contas quer dizer revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade \u00e9 que aqui esta \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o que mostra o vazio total. N\u00e3o se sabe o que a UNITA e os seus sat\u00e9lites querem, n\u00e3o t\u00eam propostas concretas, apenas ideias vagas, algumas copiadas do estrangeiro sem qualquer raiz local. O objectivo \u00e9 s\u00f3 um: derrubar o governo por todos os meios e separar Angola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca na hist\u00f3ria de Angola uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da oposi\u00e7\u00e3o tentou enganar tantos com t\u00e3o pouco. 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