{"id":4823,"date":"2021-07-13T11:55:21","date_gmt":"2021-07-13T10:55:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4823"},"modified":"2021-07-15T17:50:09","modified_gmt":"2021-07-15T16:50:09","slug":"metro-de-luanda-razoes-a-favor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4823","title":{"rendered":"Metro de Luanda: raz\u00f5es a favor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">O projecto para a constru\u00e7\u00e3o do metro de superf\u00edcie em Luanda tem sido alvo de algumas cr\u00edticas, controv\u00e9rsia, mas tamb\u00e9m de rasgados elogios, agora que foi anunciado o arranque das obras para o primeiro semestre de 2022, em parceria com a empresa alem\u00e3 Siemens.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa primeira fase, o metro ter\u00e1 a linha amarela que vai sair do Kilamba, passando pelo tra\u00e7ado BRT, Est\u00e1dio 11 de Novembro, Sapu, Estalagem, Grafanil, Estrada de Catete, Unidade Operativa at\u00e9 \u00e0 Tourada. Deste ponto vai prosseguir at\u00e9 \u00e0 zona do Aeroporto, descendo para o Prenda at\u00e9 ao Zamba 2. Da\u00ed segue para a Nova Marginal at\u00e9 chegar ao Porto de Luanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 tamb\u00e9m uma linha vermelha que consistir\u00e1 numa rota de aproximadamente 60 quil\u00f3metros fazendo a liga\u00e7\u00e3o entre Cacuaco e Benfica e uma linha verde a ligar o Cacuaco ao Porto de Luanda. Por \u00faltimo teremos a linha azul que vai conectar com a linha amarela, ligando o Zamba 2, passando pela Nova Marginal e terminando em Benfica.<\/p>\n\n\n\n<p>No total, este projecto prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de 149 quil\u00f3metros num custo or\u00e7ado em 3,5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, com os objectivos m\u00e1ximos da requailifica\u00e7\u00e3o urbana, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e a macrodrenagem da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Podem-se colocar v\u00e1rias interroga\u00e7\u00f5es sobre este projecto, e at\u00e9 \u00e9 natural que surja alguma desconfian\u00e7a, pois o pa\u00eds \u00e9 associado regularmente a desvios clamorosos do er\u00e1rio p\u00fablico. Contudo, \u00e9 fundamental a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que primem pelo rigor, compet\u00eancia e fiscaliza\u00e7\u00e3o de uma urbe onde seja assegurada a condi\u00e7\u00e3o de vida das popula\u00e7\u00f5es, com principal \u00eanfase nas v\u00e1rias infraestruturas sanit\u00e1rias e sociais que garantam satisfazer as necessidades prim\u00e1rias da dignidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorporado nesta premissa, \u00e9 imperioso a implementa\u00e7\u00e3o do metro de superf\u00edcie. Comparativamente aos outros meios de transporte existentes, acarreta mais seguran\u00e7a, hor\u00e1rios mais rigorosos, \u00e9 mais econ\u00f3mico, possibilita uma redu\u00e7\u00e3o substancial de CO2, e \u00e9 muito mais f\u00e1cil ao n\u00edvel da manuten\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o, pois n\u00e3o implica um sem n\u00famero de autocarros, condutores, cobradores, engarrafamentos, polui\u00e7\u00e3o sonora e atrasos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um outro aspecto positivo \u00e9 o parceiro tecnol\u00f3gico escolhido, a Siemens, empresa alem\u00e3 (respons\u00e1vel por 70 % do investimento, os restantes 30 % \u00e9 nacional) que disp\u00f5e de uma grande capacidade tecnol\u00f3gica para atender as necessidades dos cidad\u00e3os. Segundo o director-geral da Siemens Mobility Angola, Leopoldino Sobral, \u201co pa\u00eds vai receber 35 ve\u00edculos de superf\u00edcie el\u00e9ctricos rebaixantes de cabina dupla (que permite at\u00e9 aos cadeirantes subir \u00e0 vontade) com capacidade para carregar entre 350 e 400 pessoas, pode ir tanto para um sentido como para outro, sem necessidade de manobra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem embargo a empresa alem\u00e3 assumir-se como o investidor maiorit\u00e1rio deste empreendimento, caber\u00e1 ao Estado definir as linhas mestras e orientadoras do projecto e tamb\u00e9m determinar o corredor para o tra\u00e7ado da via, o plano de expro-<br>pria\u00e7\u00f5es, os requisitos t\u00e9cnicos e operacionais do sistema, definir os detalhes dos projectos de engenharia, os tarif\u00e1rios, bem como o estudo do impacto ambiental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projecto para a constru\u00e7\u00e3o do metro de superf\u00edcie em Luanda tem sido alvo de algumas cr\u00edticas, controv\u00e9rsia, mas tamb\u00e9m de rasgados elogios, agora que foi anunciado o arranque das obras para o primeiro semestre de 2022, em parceria com a empresa alem\u00e3 Siemens. 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