{"id":4765,"date":"2021-06-25T09:00:00","date_gmt":"2021-06-25T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4765"},"modified":"2021-07-05T21:33:52","modified_gmt":"2021-07-05T20:33:52","slug":"politica-externa-angolana-centrada-na-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4765","title":{"rendered":"Pol\u00edtica externa angolana centrada na paz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">\u00c9 inquestion\u00e1vel que Angola est\u00e1 a ganhar um novo lastro de reconhecimento internacional, designadamente na salvaguarda e em prol de um continente onde a paz e o desenvolvimento sustent\u00e1vel se tornem finalmente uma realidade palp\u00e1vel ou minimamente tang\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano internacional, desde j\u00e1 se destaca a segunda edi\u00e7\u00e3o da Bienal de Luanda \u2013 F\u00f3rum Pan-Africano para a Cultura da Paz em \u00c1frica, a ser realizada no pr\u00f3ximo m\u00eas de Outubro. O coordenador nacional deste evento, o Embaixador Diekumpuna Sita Jos\u00e9 afirmou \u201cque Angola demonstra a disponibilidade de ajudar a alcan\u00e7ar os objectivos tra\u00e7ados pelos l\u00edderes africanos no tocante \u00e0 pacifica\u00e7\u00e3o do continente africano\u201d. O pa\u00eds est\u00e1 empenhado \u201cna procura de uma paz duradoura para \u00c1frica, que sirva de suporte para o desenvolvimento econ\u00f3mico e social e o bem-estar das popula\u00e7\u00f5es africanas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta Bienal de Luanda deriva de uma ac\u00e7\u00e3o conjunta do governo Angolano, UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura) e Uni\u00e3o Africana (UA). At\u00e9 \u00e0 data, o Congo e a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica j\u00e1 confirmaram a sua participa\u00e7\u00e3o ao mais alto n\u00edvel, e no caso da Uni\u00e3o Europeia, atrav\u00e9s da sua Embaixadora em Angola, Jeannette Seppen, ficou claro que a organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se faria representar atrav\u00e9s de uma delega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a UA tem enaltecido o papel que o pa\u00eds tem destinado na pacifica\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Centro Africana (RCA). Numa reuni\u00e3o em Adis Abeba, o Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, T\u00e9te Ant\u00f3nio teve a oportunidade de ouvir palavras elogiosas por parte do Presidente da Comiss\u00e3o da UA, Moussa Faki Mahamat. Este enalteceu as iniciativas tomadas pelo Presidente da Rep\u00fablica Jo\u00e3o Louren\u00e7o (JLo) naquela regi\u00e3o; n\u00e3o esquecendo que presentemente Angola preside \u00e0 Confer\u00eancia Internacional para a Regi\u00e3o dos Grandes Lagos (CIRGL). Ali\u00e1s, JLo, na qualidade de Presidente desta organiza\u00e7\u00e3o intergovernamental, estar\u00e1 presente esta semana numa reuni\u00e3o especial do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU em Nova Iorque, onde ser\u00e1 avaliado o cen\u00e1rio actual da RCA. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo angolano tem-se tamb\u00e9m desdobrado em esfor\u00e7os diplom\u00e1ticos nos diversos teatros de guerra e conflitos africanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, relativamente ao Mali, pa\u00eds que foi fustigado por dois golpes de estado nos \u00faltimos 9 meses, Angola tem seguido um posicionamento associado \u00e0 UA, a qual suspendeu com efeitos imediatos o pa\u00eds, at\u00e9 que a ordem constitucional normal seja restabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaque tamb\u00e9m para a atitude que o pa\u00eds teve j\u00e1 este m\u00eas numa reuni\u00e3o no \u00e2mbito da ONU, onde a representante de Angola, a Embaixadora Maria de Jesus Ferreira, instou o Comit\u00e9 Especial de Descoloniza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas a apoiar \u201cactivamente\u201d os esfor\u00e7os do Secret\u00e1rio-Geral da ONU, para relan\u00e7ar o processo de paz no Sahara Ocidental. Este territ\u00f3rio consta da lista da ONU como um dos 17 Territ\u00f3rios N\u00e3o Aut\u00f3nomos do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, assinale-se o encontro verificado no in\u00edcio do m\u00eas que o Presidente angolano teve com o Presidente do Conselho Militar de Transi\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica do Chade, Mahamat Idriss D\u00e9by. Angola refor\u00e7ou a intens\u00e3o de continuar a apoiar a estabilidade neste pa\u00eds, salientando atrav\u00e9s do seu Ministro T\u00e9te Ant\u00f3nio, que o Chade \u00e9 uma \u201cbarreira\u201d para a regi\u00e3o da \u00c1frica Central.&nbsp;Mahamat Idriss D\u00e9by dirige o Conselho Militar de Transi\u00e7\u00e3o no Chade, formado depois da morte do seu pai, Idriss D\u00e9by Itno, em abril deste ano. Este Conselho dirigido por Mahamat liderar\u00e1 o Chade por 18 meses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 inquestion\u00e1vel que Angola est\u00e1 a ganhar um novo lastro de reconhecimento internacional, designadamente na salvaguarda e em prol de um continente onde a paz e o desenvolvimento sustent\u00e1vel se tornem finalmente uma realidade palp\u00e1vel ou minimamente tang\u00edvel. 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