{"id":4731,"date":"2021-06-16T15:00:00","date_gmt":"2021-06-16T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4731"},"modified":"2021-06-23T12:58:23","modified_gmt":"2021-06-23T11:58:23","slug":"daniel-martinho-fala-da-cor-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4731","title":{"rendered":"Daniel Martinho fala da \u201ccor da cultura\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">O ator luso-angolano Daniel Martinho, de 58 anos, um dos mentores e fundadores em 2009 da \u00fanica companhia negra de teatro, chamada Griot, que se estabeleceu em Lisboa, Portugal, revela \u00e0 Tribuna de Angola como o meu art\u00edstico portugu\u00eas ainda tem cor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 margem das filmagens do telefilme \u2018Os Vivos, o Morto e o Peixe Frito\u2019, baseado na obra hom\u00f3nima do prosador e poeta angolano Ondjaki, Daniel Martinho afirma que \u201cexiste mat\u00e9ria-prima para se trabalhar em conjunto (entre brancos e negros)\u201d e defende ser \u201cpreciso haver boa vontade dos meus culturais portugueses e africanos para se avan\u00e7ar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Martinho acredita que ainda \u00e9 preciso \u201cextravasar algumas barreiras que nos cercam\u201d, classificando-as como: \u201cM\u00faltiplas\u201d. E deu como exemplo o que j\u00e1 lhe descreveu um colega africano que faz dire\u00e7\u00e3o de atores: \u201c\u2019Antigamente queix\u00e1vamo-nos de que n\u00e3o t\u00ednhamos representatividade. Havia queixas de que n\u00e3o nos chamavam e agora que diriges atores porque n\u00e3o me chamas?\u2019, disse-lhe eu. Ele respondeu-me que indicou o meu nome e quem manda perguntou-lhe se n\u00e3o havia outro ator para fazer isso\u2026 E eu percebi. Infelizmente n\u00e3o s\u00e3o os diretores de atores quem decide\u201d, conta, resignado.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceituado ator angolano, que desempenhou o papel do escravo Sebasti\u00e3o nas ro\u00e7as de S\u00e3o Tom\u00e9, na s\u00e9rie \u2018Equador\u2019, assume que a companhia de teatro Griot foi \u201cum \u2018grito do Ipiranga\u2019\u201d e muito por culpa do seriado da RTP baseado na obra hom\u00f3nima do jornalista Miguel Sousa Tavares. \u201cEstivemos juntos na s\u00e9rie v\u00e1rios atores negros. Foi uma experi\u00eancia boa e no final concord\u00e1mos: N\u00f3s queremos continuar! E cri\u00e1mos a Griot\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIVRO COM HIST\u00d3RIAS DE ATORES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao livro \u2018Os Vivos, o Morto e o Peixe Frito\u2019, Daniel Martinho esclarece que as hist\u00f3rias escritas por Ondjaki foram quase todas relatadas por ele e pelos seus colegas e amigos atores africanos. \u201cFomos n\u00f3s que lhe cont\u00e1mos estas hist\u00f3rias. Depois ele compilou e resultou neste livro. N\u00f3s j\u00e1 pass\u00e1mos este texto para teatro radiof\u00f3nico e foi hilariante\u201d, revela, em exclusivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O conhecido ator angolano elogia ainda o trabalho que est\u00e1 a ser feito pela atriz e realizadora Daniela Ruah, que pegou nesta obra e a adaptou \u00e0 televis\u00e3o. \u201cTem a sensibilidade de uma atriz. J\u00e1 chor\u00e1mos, j\u00e1 rimos. A \u2018Dan\u2019 fez a coisa de uma forma t\u00e3o escorreita que nem sentimos a presen\u00e7a dela. Ela s\u00f3 diz que \u00e9 mais para ali, ou mais para aqui, n\u00f3s subimos e est\u00e1 feito\u201d, remata, com um sorriso rasgado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ator luso-angolano Daniel Martinho, de 58 anos, um dos mentores e fundadores em 2009 da \u00fanica companhia negra de teatro, chamada Griot, que se estabeleceu em Lisboa, Portugal, revela \u00e0 Tribuna de Angola como o meu art\u00edstico portugu\u00eas ainda tem cor. \u00c0 margem das filmagens do telefilme \u2018Os Vivos, o Morto e o Peixe [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4733,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[106],"tags":[680,681,671,661,679,662,664],"class_list":["post-4731","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-koollife","tag-africanos","tag-ator","tag-daniel-martinho","tag-daniela-ruah","tag-griot","tag-ondjaki","tag-os-vivos-o-morto-e-o-peixe-frito"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4731"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4732,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4731\/revisions\/4732"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}