{"id":4531,"date":"2021-05-12T11:09:52","date_gmt":"2021-05-12T10:09:52","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4531"},"modified":"2021-06-01T18:28:33","modified_gmt":"2021-06-01T17:28:33","slug":"o-futuro-da-moda-em-africa-pos-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4531","title":{"rendered":"O futuro da moda em \u00c1frica p\u00f3s covid-19"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Com a pandemia tivemos a interrup\u00e7\u00e3o de quase todas as actividades, e naturalmente a ind\u00fastria da moda tamb\u00e9m sofreu bastante, designadamente na vertente da produ\u00e7\u00e3o, tendo for\u00e7ado o encerramento de lojas, levando os designers de moda africanos a criarem os seus &nbsp;pr\u00f3prios neg\u00f3cios online.<\/p>\n\n\n\n<p>A Covid-19 virou do avesso a ind\u00fastria da moda africana. A produ\u00e7\u00e3o dos estilistas foi interrompida, os desfiles e eventos de moda t\u00eam sido adiados ou \u201cmovidos\u201d para as plataformas online e as marcas tiveram que se esfor\u00e7ar para criar neg\u00f3cios online adequados para compensar as vendas perdidas. Enquanto a ind\u00fastria da moda global luta com os efeitos da pandemia, a rede de designers de \u00c1frica \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel a interrup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho passado, mais de 100 criativos de moda africanos e inovadores digitais de todo o continente juntaram-se a uma s\u00e9rie de webinars realizada pela Fashionomics Africa, uma iniciativa lan\u00e7ada pelo Grupo do Banco de Desenvolvimento Africano para criar empregos e impulsionar o crescimento para a ind\u00fastria da moda local, no valor de US $ 31 bili\u00f5es. O grupo discutiu a plausibilidade de v\u00e1rias inova\u00e7\u00f5es digitais que ajudariam os designers a fazer a transi\u00e7\u00e3o de seus neg\u00f3cios para uma realidade p\u00f3s-pand\u00e9mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses designers contam com vendas em lojas, produ\u00e7\u00e3o interna e shows f\u00edsicos para obter seguidores do p\u00fablico e administrar os seus neg\u00f3cios. A ind\u00fastria de e-commerce de \u00c1frica est\u00e1 atrofiada pelos desafios de entrega de \u201csolu\u00e7\u00f5es log\u00edstica \u00faltima milha\u201d, e um esfor\u00e7o de anos para trazer a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima para o mercado interno significa que toda a fabrica\u00e7\u00e3o est\u00e1 fechada. O plano de a\u00e7\u00e3o resultante destas reuni\u00f5es: os designers de moda e criativos em \u00c1frica devem aproveitar as ferramentas online para fortalecer os seus neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Repensar o relacionamento retalhista-marca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o encerramento dos retalhistas, os designers africanos come\u00e7aram a estabelecer os seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios diretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos levar em linha de conta, que as restri\u00e7\u00f5es de bloqueio s\u00e3o \u00fanicas em cada pa\u00eds. Temos verificado diferentes est\u00e1gios de lockdown que afectaram negativamente todos os neg\u00f3cios. Da\u00ed que seja fundamental os retalhistas pararem de esperar que os neg\u00f3cios voltem ao \u201cnormal\u201d. N\u00e3o se vislumbra, pelo menos a um curto prazo, que a situa\u00e7\u00e3o volte a ser o que era.<\/p>\n\n\n\n<p>No continente africano, a maioria dos retalhistas tradicionais t\u00eam evitado desenvolver as suas opera\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio electr\u00f3nico, o que significa que as lojas f\u00edsicas e os retalhistas online, s\u00e3o colocados uns contra os outros. Na pr\u00e9-pandemia, os designers de moda sem neg\u00f3cios online directos ou as grandes redes de lojas pr\u00f3prias dependiam muito dos retalhistas para alcan\u00e7ar clientes em todo o continente. Por sua vez, os retalhistas, contam com as marcas para \u201clevar\u201d o prest\u00edgio do designer para as suas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante esta pandemia que for\u00e7ou o encerramento de lojas, essa din\u00e2mica mudou. Apenas algumas marcas de estilistas tinham sites antes da pandemia, e estes eram direcionados a um cliente global. Os clientes em \u00c1frica t\u00eam medo de comprar apenas online, principalmente devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es existentes na entrega. Agora, uma mudan\u00e7a para as vendas online adaptou-se ao comportamento do cliente que tem de obedecer \u00e0 regra \u201cfique em casa\u201d. Os clientes africanos est\u00e3o a comprar mais online e a visitar menos os shoppings. Os retalhistas agora repensam melhora a estrat\u00e9gia, organiza\u00e7\u00e3o e a sua equipa para atender melhor \u00e0s prefer\u00eancias dos clientes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O impulso para digitalizar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos obst\u00e1culos, alguns designers acreditam que a digitaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria da moda africana \u00e9 inevit\u00e1vel. Por exemplo, ficou evidente que os webinars promovidos pela Fashionomics Africa estimularam uma presen\u00e7a digital mais robusta online. Isso n\u00e3o seria uma realidade se a pandemia n\u00e3o tivesse surgido.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o crescimento do com\u00e9rcio electr\u00f3nico, a digitaliza\u00e7\u00e3o do desfile de moda trouxe milhares de designers online muito mais rapidamente, \u00e0 medida que os designers v\u00e3o divulgando as suas \u00faltimas cole\u00e7\u00f5es nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante a tormenta que a pandemia gerou nos neg\u00f3cios, espera-se que determinadas tend\u00eancias que se t\u00eam materializado agora levem a mudan\u00e7as permanentes, com as marcas a repensarem a sua representa\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3prias empresas, e que a ind\u00fastria da moda global abrace as marcas africanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a pandemia tivemos a interrup\u00e7\u00e3o de quase todas as actividades, e naturalmente a ind\u00fastria da moda tamb\u00e9m sofreu bastante, designadamente na vertente da produ\u00e7\u00e3o, tendo for\u00e7ado o encerramento de lojas, levando os designers de moda africanos a criarem os seus &nbsp;pr\u00f3prios neg\u00f3cios online. 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