{"id":4457,"date":"2021-04-21T15:56:11","date_gmt":"2021-04-21T14:56:11","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4457"},"modified":"2021-04-21T15:56:56","modified_gmt":"2021-04-21T14:56:56","slug":"a-industria-da-musica-mundial-digladia-se-para-contratar-artistas-africanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=4457","title":{"rendered":"A ind\u00fastria da m\u00fasica mundial digladia-se para contratar artistas africanos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Alimentada por uma popula\u00e7\u00e3o jovem, grande talento musical e mais oportunidades de streaming, a ind\u00fastria musical da \u00c1frica est\u00e1 a crescer e as principais gravadoras mundiais est\u00e3o em cima do acontecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Universal Music Group e a Warner Music Group, duas das maiores gravadoras do mundo, est\u00e3o de olho em \u00c1frica. Nos \u00faltimos anos, t\u00eam contratado grandes artistas africanos, contratado pessoal para suas opera\u00e7\u00f5es no continente e feito neg\u00f3cios com gravadoras locais e empresas de streaming de m\u00fasica, procurando posicionar-se estrategicamente e obter uma fatia dos ganhos crescentes com a m\u00fasica de \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria musical africana prepara-se para uma perspectiva saud\u00e1vel de vendas de m\u00fasica em todo o mundo &#8211; uma boa not\u00edcia depois de um ano sem apresenta\u00e7\u00f5es e espect\u00e1culos devido \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus. Admiravelmente, as receitas de m\u00fasica gravada cresceu em todas as regi\u00f5es do mundo no ano passado, incluindo \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente, de acordo com o mais recente relat\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Ind\u00fastria Fonogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020 a receita da m\u00fasica gravada aumentou nesta zona do globo 8,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. As receitas de streaming tamb\u00e9m aumentaram 36,4% face ao ano anterior e foram a principal fonte de receita para a ind\u00fastria musical como um todo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimento de expans\u00e3o \u00e9 novo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Universal Music Group opera em \u00c1frica h\u00e1 mais de 30 anos, tendo a sua base na \u00c1frica do Sul, mas a sua ramifica\u00e7\u00e3o no continente decorre desde h\u00e1 alguns anos. Um dos seus grandes movimentos nesta expans\u00e3o estrat\u00e9gica foi a compra de uma grande participa\u00e7\u00e3o na AI Records do Qu\u00e9nia em 2018, o que permitiu digitalizar e vender m\u00fasica da \u00c1frica Oriental internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa v\u00ea oportunidades em artistas africanos, m\u00fasica ao vivo e servi\u00e7os de streaming. Mas a popula\u00e7\u00e3o jovem dos pa\u00edses \u00e9 o grande atrativo, diz Franck Kacou, director administrativo da Universal Music. \u00c1frica tem a popula\u00e7\u00e3o mais jovem do mundo, com o n\u00famero de pessoas com idade entre 15 e 24 anos sendo mais do que o dobro do total de 2015 de 226 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Universal Music Group est\u00e1 focada no crescimento de todo o ecossistema africano a fim de agregar valor aos artistas. Se uma parte do ecossistema for atingida, como \u00e9 o caso actual da m\u00fasica ao vivo por causa da pandemia, os artistas devem ser capazes de gerar receita por meio da outra parte do ecossistema, como seja a publica\u00e7\u00e3o de m\u00fasica e patroc\u00ednios.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Warner Group South Africa nascida em 2013, est\u00e1 a praticar uma abordagem diferente da Universal, optando por se expandir por meio de parcerias.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses movimentos foi o emparelhamento da Warner Music Group com a gravadora nigeriana Chocolate City em 2019 para aumentar o alcance global das estrelas africanas. Outro foi investindo na Africori, uma distribuidora digital africana, gestora de direitos musicais e empresa de desenvolvimento de artistas, para acessar o seu cat\u00e1logo e rede A&amp;R, e permitir que a Warner Music Group estabele\u00e7a uma presen\u00e7a efectiva em v\u00e1rios mercados africanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o potencial e as oportunidades na m\u00fasica africana seja evidente, as fracas leis de direitos autorais e a aplica\u00e7\u00e3o inadequada subsistem como desafios. Durante d\u00e9cadas, elas desaceleraram a monetiza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica no continente e privaram os artistas africanos da receita do licenciamento de sua m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de servi\u00e7os de streaming tamb\u00e9m ajudou a combater o impacto da pirataria. Os dois grupos, Universal e Warner fecharam acordos de licenciamento com operadores locais e estrangeiros, como a Boomplay, Mdundo, Spotify e a Apple Music, para reproduzir os seus servi\u00e7os pelo continente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1frica \u00e9 um mercado musical importante, e a sua popula\u00e7\u00e3o jovem torna-o particularmente valioso. O continente est\u00e1 num caminho gradual para a monetiza\u00e7\u00e3o e para se tornar um mercado robusto onde pagar pela m\u00fasica torna-se parte da forma como as pessoas se envolvem com esta arte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alimentada por uma popula\u00e7\u00e3o jovem, grande talento musical e mais oportunidades de streaming, a ind\u00fastria musical da \u00c1frica est\u00e1 a crescer e as principais gravadoras mundiais est\u00e3o em cima do acontecimento. A Universal Music Group e a Warner Music Group, duas das maiores gravadoras do mundo, est\u00e3o de olho em \u00c1frica. 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