{"id":16866,"date":"2026-09-18T11:06:47","date_gmt":"2026-09-18T10:06:47","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16866"},"modified":"2026-09-18T11:50:41","modified_gmt":"2026-09-18T10:50:41","slug":"falta-de-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16866","title":{"rendered":"Falta de Alternativa"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A democracia em Angola est\u00e1 coxa por falta de oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica; o MPLA vai institucionalizando-se por aus\u00eancia de alternativas cred\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A UNITA, maior partido da oposi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 mais fragilizada do que nunca. Na falta de capacidade para apresentar um programa pr\u00f3prio, com credibilidade identit\u00e1ria, recorreu a op\u00e7\u00f5es para esconder esse vazio: ligou-se \u00e0 extrema-direita, ao narcotr\u00e1fico e a rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas com personalidades e organiza\u00e7\u00f5es como Ibrahim Traor\u00e9 (do Burkina Faso), Sissoko Embal\u00f3 (l\u00edder deposto da Guin\u00e9-Bissau) e o senhor Pastrana, tido, a par de Viktor Orb\u00e1n, como um vil\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a maior fragilidade est\u00e1 no posicionamento interno. O &#8220;Galo Negro&#8221; transformou-se numa oligarquia d\u00e9spota e familiar, onde reina o medo, tendo como bandeiras o tribalismo, o separatismo e o acolhimento de uma gentalha proscrita, aven\u00e7ada e ressabiada. Recentemente, tem aparecido ligada a membros desestabilizadores do MPLA, tentando anarquizar o pr\u00f3ximo Congresso Eletivo de dezembro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Se observarmos a elite da UNITA, verificamos que ainda est\u00e3o no ativo e com poder de facto membros beligerantes e vassalos de Jonas Savimbi, como Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, Paulo Lukamba Gato, Eug\u00e9nio Ngolo &#8220;Manuvakola&#8221;, Arlete Chimbinda e Clarice Caputo. Na linha da frente, revelando uma arrog\u00e2ncia preeminente, est\u00e3o filhos e esposas, tais como Navita Ngolo, Adriano Sapi\u00f1ala, Liberty Chiyaca, Nelito Ekuikui, Lucy Lukamba Gato e Felicidade Gato, antevendo-se um futuro despotismo caso viessem a atingir o poder.<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder, Adalberto Costa J\u00fanior, manifesta uma subservi\u00eancia atroz e vive momentos de depress\u00e3o emocional e financeira. \u00c9 detentor de uma pros\u00e1pia esgotada que o transforma num demagogo inofensivo, cumpridor estricto de ordens, dado que a pol\u00edtica \u00e9 a sua \u00fanica experi\u00eancia profissional.<br>Agora soma-se a agravante de ter concorr\u00eancia pesada no mesmo espa\u00e7o pol\u00edtico: o PRA-JA, de Abel Chivukuvuku, que recebeu a tempo o apoio importante de Jardo Muekalia antes do seu falecimento, e de Bela Malaquias. A estes acrescem o carnaval colorido de Irina Diniz (filha de Ra\u00fal Diniz, proscrito do MPLA), o apoio p\u00fablico de figuras controversas como Marcolino Moco (tamb\u00e9m proscrito do MPLA) e a liga\u00e7\u00e3o ao ativismo contestat\u00e1rio de Nelson Dembo &#8220;Gangsta&#8221;, irm\u00e3o do dirigente Sim\u00e3o Dembo, atualmente na Comiss\u00e3o Pol\u00edtica da UNITA.<\/p>\n\n\n\n<p>Internamente dividida e perdida na sua pr\u00f3pria teia de contradi\u00e7\u00f5es, a UNITA colhe agora os frutos da sua inaptid\u00e3o estrat\u00e9gica al\u00e9m-fronteiras. Toda esta postura tem-lhe fechado portas \u00e0 escala internacional, evidenciando-se numa rela\u00e7\u00e3o d\u00fabia e opaca com a R\u00fassia de Putin e o Catar, al\u00e9m de manobras de feitura marqueteira, como a encena\u00e7\u00e3o de uma &#8220;audi\u00eancia papal&#8221; que n\u00e3o passou da participa\u00e7\u00e3o nas habituais audi\u00eancias p\u00fablicas semanais concedidas por Sua Santidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Colhida pelo pr\u00f3prio disfarce, e perante a insist\u00eancia direta e atrav\u00e9s de intermedi\u00e1rios especulativos, a diplomacia do partido tem dado contra um muro intranspon\u00edvel: as autoridades portuguesas t\u00eam recusado sucessivos pedidos de encontros oficiais. Com efeito, ao fechar-se em redutos de fachada e alian\u00e7as periclitantes, o partido autoproclamado alternativa prova apenas estar cada vez mais isolado, descredibilizado e irrelevante no tabuleiro geopol\u00edtico global.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste quadro factual que est\u00e1 submerso o Galo Negro, inofensivo, distante, trancado na vacuidade, enquanto o Pa\u00eds entre numa fase decisiva da sua hist\u00f3ria, a croncretiza\u00e7\u00e3o de um rumo que se traduz na estabilidade cambial, recupera\u00e7\u00e3 financeira, cumprindo sucessivas estapas no seu desenvolvimento, faltando uma Revis\u00e3o Constitucional profunda, colocar no Estado e no Governo uma linha de continuidade, pressupostos que apenas o MPLA na assun\u00e7\u00e3o da sua responsabilidade hist\u00f3rica, pode livre e democraticamente, com Ordem P\u00fablica e consolida\u00e3o da esperan\u00e7a e dignidade da cidadania, concretizar e 2027 a Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A democracia em Angola est\u00e1 coxa por falta de oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica; o MPLA vai institucionalizando-se por aus\u00eancia de alternativas cred\u00edveis. 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