{"id":16841,"date":"2026-09-11T08:23:23","date_gmt":"2026-09-11T07:23:23","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16841"},"modified":"2026-09-11T09:11:00","modified_gmt":"2026-09-11T08:11:00","slug":"nao-brinquem-com-a-democracia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16841","title":{"rendered":"N\u00e3o Brinquem com a Democracia"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O panorama global revela-nos com\u00a0agudeza a encruzilhada do nosso tempo: uma policrise global onde a eros\u00e3o democr\u00e1tica, a press\u00e3o demogr\u00e1fica e o esgotamento institucional colidem com fraturas identit\u00e1rias profundas.<br>A infla\u00e7\u00e3o e a instabilidade econ\u00f3mica corroem a coes\u00e3o social, alimentando populismos e uma polariza\u00e7\u00e3o t\u00f3xica onde o di\u00e1logo cede lugar \u00e0 intoler\u00e2ncia m\u00fatua entre governos e oposi\u00e7\u00f5es.<br>O crescimento populacional acelerado em \u00c1frica, desacompanhado por investimentos estruturais em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, cria uma bomba-rel\u00f3gio de expectativas frustradas numa juventude sem oportunidades.<br>O recurso ao tribalismo e ao separatismo pelas oposi\u00e7\u00f5es\u00a0n\u00e3o \u00e9 um acidente hist\u00f3rico, mas frequentemente uma ferramenta c\u00ednica de sobreviv\u00eancia pol\u00edtica exercida pelas pseudo-elites para fragmentar frentes civis.<br>O desenvolvimento econ\u00f3mico e a riqueza de recursos herdados da trag\u00e9dia governativa at\u00e9 2017 em Angola, provocou um\u00a0 atraso estrutural de governa\u00e7\u00e3o, onde a moderniza\u00e7\u00e3o material tardia\u00a0obrigou esfor\u00e7os e restri\u00e7\u00f5es acompanhadas pela emancipa\u00e7\u00e3o institucional e pela distribui\u00e7\u00e3o equitativa do progresso.<br>Urge com persist\u00eancia a supress\u00e3o\u00a0de falhas estatais na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os b\u00e1sicos que foram at\u00e9 ent\u00e3o adiados, que hoje, mesmo com o esfor\u00e7o reconhecido dos Governos liderados por Jo\u00e3o\u00a0Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o,\u00a0geraamr epis\u00f3dios recorrentes de instabilidade social e migra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas.<br>Os Estados que n\u00e3o conseguirem reformar os seus pactos sociais enfrentar\u00e3o uma eros\u00e3o gradual da soberania efetiva, abrindo espa\u00e7o para din\u00e2micas de governa\u00e7\u00e3o informal ou autoritarismo tecnocr\u00e1tico. Hoje verificamos crises democr\u00e1ticas globais, os populismos n\u00e3o abrandam, as comunica\u00e7\u00f5es digitais an\u00e1rquicas agudizam e empolam\u00a0a intriga, mentira e insinua\u00e7\u00e3o, e os Estados s\u00e3o obrigados a medidas de excep\u00e7\u00e3o em defesa da cidadania e das integridades territoriais nacionais.<br>Apesar dos d\u00e9fices atuais, a press\u00e3o demogr\u00e1fica \u00e9 tamb\u00e9m a maior reserva de energia e inova\u00e7\u00e3o; o futuro depender\u00e1 de saber se essa for\u00e7a ser\u00e1 canalizada para a contesta\u00e7\u00e3o destrutiva ou para a reconstru\u00e7\u00e3o institucional. Angola est\u00e1 a responder a este desafio, o Senhor Presidente da Rep\u00fablica tra\u00e7ou um rumo, e tem conseguido multiplicar escolas e hospitais para suprir as necessidades das popula\u00e7\u00f5es. Falta percorrer um caminho sem fim, mas j\u00e1 \u00e9 not\u00f3rio factualmente e materialmente concretizado, o caminho feito desde 2017 e refor\u00e7ado em 2022, que n\u00e3o pode estancar em 2027.<br>Superar o atraso estrutural exige a transi\u00e7\u00e3o de economias baseadas no rentismo para modelos centrados na meritocracia, descentraliza\u00e7\u00e3o e no combate intransigente \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o.\u00a0O investimento priorit\u00e1rio no capital humano, com foco na qualidade do ensino t\u00e9cnico e cient\u00edfico, \u00e9 a \u00fanica vacina duradoura contra o extremismo e o tribalismo, que a UNITA tem como ponto \u00fanico da sua agenda de governo.<br>\u00c9 urgente resgatar a pol\u00edtica do culto da divis\u00e3o, substituindo o facciosismo por plataformas de concerta\u00e7\u00e3o c\u00edvica que devolvam aos cidad\u00e3os a centralidade do destino coletivo, o Galo Negro, irritante e desastrosamente, persiste em vit\u00f3rias antecipadas, em ret\u00f3ricas presun\u00e7osas, e numa linha filos\u00f3fica cada vez mais dependente de compromissos que colocariam Angola em mais um retrocesso urbano e civilizacional de d\u00e9cadas, o que colocaria aos olhos do mundo e da cidadania obst\u00e1culos que inviabilizariam em 2027, a Revis\u00e3o Constitucional e a Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O panorama global revela-nos com\u00a0agudeza a encruzilhada do nosso tempo: uma policrise global onde a eros\u00e3o democr\u00e1tica, a press\u00e3o demogr\u00e1fica e o esgotamento institucional colidem com fraturas identit\u00e1rias profundas.A infla\u00e7\u00e3o e a instabilidade econ\u00f3mica corroem a coes\u00e3o social, alimentando populismos e uma polariza\u00e7\u00e3o t\u00f3xica onde o di\u00e1logo cede lugar \u00e0 intoler\u00e2ncia m\u00fatua entre governos e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":16842,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[44,105,21],"tags":[89,33,121,25],"class_list":["post-16841","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo-de-abertura","category-noticias","category-opiniao","tag-angola","tag-joao-lourenco","tag-mpla","tag-unita"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16841"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16843,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16841\/revisions\/16843"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/16842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}