{"id":16788,"date":"2026-08-31T10:59:41","date_gmt":"2026-08-31T09:59:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16788"},"modified":"2026-08-31T10:59:41","modified_gmt":"2026-08-31T09:59:41","slug":"democracia-musculada-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16788","title":{"rendered":"Democracia Musculada"},"content":{"rendered":"\n<p>No contexto das na\u00e7\u00f5es, os governos vivem hoje uma press\u00e3o or\u00e7amental perante as exig\u00eancias globais, que condicionam a velocidade com que se executam programas desej\u00e1veis para atingir determinadas metas. N\u00e3o \u00e9 despicienda a experi\u00eancia governativa, sobretudo quando h\u00e1 car\u00eancias que h\u00e1 muito deveriam ter sido suprimidas; da\u00ed ser desej\u00e1vel uma renova\u00e7\u00e3o na continuidade, suportada por uma maioria parlamentar, para que se cumpram etapas capazes de responder \u00e0s ambi\u00e7\u00f5es da cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Angola entrou num novo&nbsp;ciclo de governa\u00e7\u00e3o em 2017, sob a lideran\u00e7a de Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o, que teve de romper com um passado d\u00e9spota e de nepotismo, deixando uma heran\u00e7a que demorou cinco anos a recuperar a credibilidade interna e externa. Em 2022, consolidou a confian\u00e7a e uma interven\u00e7\u00e3o internacional que devolveu a dignidade \u00e0 cidadania angolana.<\/p>\n\n\n\n<p>Angola \u00e9 um mosaico de exig\u00eancias que obriga a optar por prioridades no investimento dos seus recursos: ora se investe na dispers\u00e3o impar\u00e1vel e demag\u00f3gica, ora se investe na esfera produtiva, capaz de criar condi\u00e7\u00f5es para, paulatinamente, ir promovendo a inclus\u00e3o, porque o Er\u00e1rio P\u00fablico n\u00e3o \u00e9 inesgot\u00e1vel. O Senhor Presidente da Rep\u00fablica lidera com determina\u00e7\u00e3o as suas op\u00e7\u00f5es, sabe que disputa o investimento estrangeiro com uma concorr\u00eancia feroz de economias emergentes, e esse processo est\u00e1 a ser coroado de \u00eaxito nos seus intentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Angola est\u00e1 agora a viver uma turbul\u00eancia verbal no espectro pol\u00edtico que, infelizmente, n\u00e3o assenta num debate de alternativas filos\u00f3ficas de modelos de governa\u00e7\u00e3o com base na perspectiva das elei\u00e7\u00f5es de 2027; antes resvalou, como no passado, para uma campanha est\u00e9ril assente em intrigas, insinua\u00e7\u00f5es, insultos e julgamentos torpes, sem conte\u00fado program\u00e1tico e de uma vacuidade medonha. A desonestidade intelectual e pol\u00edtica da oposi\u00e7\u00e3o atingiu n\u00edveis de provoca\u00e7\u00e3o e de incentivo \u00e0 alterca\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica que ter\u00e3o, a seu tempo, a resposta necess\u00e1ria dos instrumentos de uma democracia musculada, uma vez ultrapassadas as fronteiras da benevol\u00eancia que possam condicionar a seguran\u00e7a e a liberdade da cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje temos democracias ancestralmente consolidadas a enfrentar fen\u00f3menos que obrigam a tomar posi\u00e7\u00f5es de for\u00e7a. Os direitos e privil\u00e9gios sociais exigem uma carga fiscal asfixiante e s\u00e3o muitas vezes cerceados; vivemos em dois mundos paralelos que se digladiam: o Estado contra for\u00e7as poderosas, obscuras, oportunistas e disfar\u00e7adas, que vivem da gan\u00e2ncia e do suor e sangue alheios sem piedade. Pior, infiltram-se quando h\u00e1 fragilidades e falta de autoridade em consequ\u00eancia de instabilidades provocadas por quez\u00edlias partid\u00e1rias, para enfraquecer as institui\u00e7\u00f5es e provocar o vacilo do Estado. Temos hoje Estados falhados como o L\u00edbano, Cuba ou a Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a este submundo da intriga, da mentira e da insinua\u00e7\u00e3o que a UNITA e o seu l\u00edder t\u00eam votado Angola, da\u00ed as sucessivas viagens ao estrangeiro e os fundos a rodos para campanhas permanentes ao estilo americano: noventa por cento dos participantes em romaria com indument\u00e1rias a rigor, com coros ensaiados, desloca\u00e7\u00f5es longas e telem\u00f3vel na m\u00e3o, a proclamarem ruidosamente que s\u00e3o miser\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Caros leitores, j\u00e1 tive mais do que um emiss\u00e1rio a tentar aliciar-me, e muitos a amea\u00e7ar-me covardemente. Amo a minha Angola, o meu ch\u00e3o faz parte de mim, trilho caminhos de convic\u00e7\u00e3o e tenho raz\u00f5es para isso. Nada se constr\u00f3i sem esfor\u00e7o, e uma na\u00e7\u00e3o depende do esfor\u00e7o coletivo e da responsabilidade para com as gera\u00e7\u00f5es futuras; mas somos uma na\u00e7\u00e3o muito jovem, perdemos quarenta anos com saques e megalomanias, instituiu-se a corrup\u00e7\u00e3o e o facilitismo. De um lado da guerra sobraram apenas escombros e um somat\u00f3rio de licenciados ad hoc, onde sobressai um punhado de quadros vindos do colonialismo e de col\u00e9gios e universidades estrangeiras,&nbsp;do tal &#8220;El Dorado&#8221; da Jamba, onde at\u00e9 os filhos do l\u00edder Jonas Savimbi estudaram todos em Fran\u00e7a, tendo a esmagadora maioria deles virado as costas ao atual Galo Negro, estando alguns inclusive pr\u00f3ximos e agradecidos ao Senhor Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O povo sabe, conhece e, em grande n\u00famero, ainda tem medo; mas a muitos, muitos mesmo, mais do que a oposi\u00e7\u00e3o pensa, os novos ventos da mudan\u00e7a j\u00e1 chegaram. \u00c9 contagiante, gera esperan\u00e7a e sente-se um rumo. A corrup\u00e7\u00e3o em pa\u00edses como Angola combate-se n\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o precipitada de autarquias, mas com quadros rotativos na administra\u00e7\u00e3o provincial e local, para evitar a acomoda\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o caminho aberto para a corrup\u00e7\u00e3o e o nepotismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem combate a constru\u00e7\u00e3o de hospitais e do pal\u00e1cio de conven\u00e7\u00f5es s\u00e3o os pigmeus m\u00edopes. Algu\u00e9m sabe quantificar com exatid\u00e3o e seriamente quanto valeu a reuni\u00e3o da Uni\u00e3o Africana em Luanda? Algu\u00e9m sabe quantificar, seriamente, quantas sinergias o pa\u00eds poupa com os tratamentos efetuados nas novas unidades hospitalares e respetivas val\u00eancias? Pois \u00e9, formamos quadros qualificados e depois, por falta de condi\u00e7\u00f5es, ficam no estrangeiro. Tanta pequenez&#8230;!<\/p>\n\n\n\n<p>Angola j\u00e1 mudou o seu rumo, cresceu e vai crescer mais. H\u00e1 um capital de experi\u00eancia adquirido que \u00e9 crucial para manter um somat\u00f3rio de projetos e conclu\u00ed-los. Ainda n\u00e3o existe, infelizmente, uma alternativa v\u00e1lida, concreta, com capacidade e vis\u00e3o estrat\u00e9gica definidas; os cidad\u00e3os sabem e confiam em Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o e no MPLA, e sabem que a renova\u00e7\u00e3o se concretizar\u00e1 na continuidade ap\u00f3s 2027, dando um novo corpo \u00e0 cren\u00e7a cada vez mais instalada na Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No contexto das na\u00e7\u00f5es, os governos vivem hoje uma press\u00e3o or\u00e7amental perante as exig\u00eancias globais, que condicionam a velocidade com que se executam programas desej\u00e1veis para atingir determinadas metas. N\u00e3o \u00e9 despicienda a experi\u00eancia governativa, sobretudo quando h\u00e1 car\u00eancias que h\u00e1 muito deveriam ter sido suprimidas; da\u00ed ser desej\u00e1vel uma renova\u00e7\u00e3o na continuidade, suportada por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":16789,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[44,105,21],"tags":[89,33,121,25],"class_list":["post-16788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo-de-abertura","category-noticias","category-opiniao","tag-angola","tag-joao-lourenco","tag-mpla","tag-unita"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16788"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16790,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16788\/revisions\/16790"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/16789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunadeangola.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}