{"id":16760,"date":"2026-08-21T18:24:27","date_gmt":"2026-08-21T17:24:27","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16760"},"modified":"2026-08-21T18:24:28","modified_gmt":"2026-08-21T17:24:28","slug":"ate-quando-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16760","title":{"rendered":"At\u00e9 Quando?"},"content":{"rendered":"\n<p>Que rela\u00e7\u00e3o quer Portugal com Angola? Podem Estados soberanos, associados numa comunidade lingu\u00edstica, hist\u00f3rica e cultural,&nbsp;e at\u00e9 com la\u00e7os de consanguinidade, estar vulner\u00e1veis aos ciclos governativos ocasionais?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esta promiscuidade que tem vingado, assente num cinismo partid\u00e1rio que invariavelmente emerge de press\u00f5es de grupos de advogados associados, que exercem a sua influ\u00eancia conforme o momento em que t\u00eam vez. Hoje chega-se ao c\u00famulo de existirem sociedades de advogados compostas por dezenas ou centenas de profissionais, para que possam garantir uma influ\u00eancia permanente em todos os quadrantes pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas aos Estados, aos PALOP e \u00e0 CPLP exige-se uma rela\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia perante os Povos, no perene respeito pela reciprocidade que se traduzam em benef\u00edcios m\u00fatuos.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que acaba de vir a p\u00fablico que Isabel dos Santos, foragida da justi\u00e7a em Angola e com bens arrestados em Portugal em consequ\u00eancia disso, acabou de receber,&nbsp;atrav\u00e9s da sua participa\u00e7\u00e3o (via Grupo Amorim),&nbsp;a quantia de 27,1 milh\u00f5es de euros em dividendos, atribu\u00eddos esta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa fase em que a oposi\u00e7\u00e3o interna angolana ao Presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o, goza de plena cobertura insultuosa e ignominiosa em Portugal; em que c\u00famplices camuflados da desgra\u00e7a que desacreditou a justi\u00e7a angolana, como H\u00e9lder Pita Gr\u00f3s (ex-PGR), vivem faustosamente em Lisboa na companhia de outros cidad\u00e3os de Angola que exibem fortunas oriundas de claro branqueamento de capitais; e em que for\u00e7as poderosas e ocultas impulsionam estrat\u00e9gias contra os angolanos atrav\u00e9s de banditismo digital e de apoio a atividades subversivas da UNITA,&nbsp; desafiando o Estado de direito, a democracia e a ordem p\u00fablica em Luanda, estes atores movimentam-se impunemente em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Estranhamente, a senhora embaixadora de Angola acreditada em Lisboa tem-se remetido ao sil\u00eancio,&nbsp;diria mesmo um sil\u00eancio comprometedor, numa altura em que \u00e9 exig\u00edvel uma clara clarifica\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As rela\u00e7\u00f5es de Estado n\u00e3o podem ser circunstanciais, nem devem ser movidas por frases feitas que servem apenas de adere\u00e7o a uma realidade escondida pela hipocrisia, t\u00e3o nefasta para a confian\u00e7a que deve prevalecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Portugal atingiu a democracia, a liberdade e o desenvolvimento na sua Quarta Rep\u00fablica (iniciada em 1975, ap\u00f3s um percurso de 65 anos desde a 1.\u00aa Rep\u00fablica de 1910), Angola busca consolidar a sua democracia, liberdade e desenvolvimento numa rota iniciada em 2017, refor\u00e7ada em 2022, alimentada pela esperan\u00e7a de uma cidadania que acredita e aposta no MPLA rumo a uma Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que rela\u00e7\u00e3o quer Portugal com Angola? 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