{"id":16737,"date":"2026-08-16T14:09:01","date_gmt":"2026-08-16T13:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16737"},"modified":"2026-08-16T15:16:51","modified_gmt":"2026-08-16T14:16:51","slug":"a-urgencia-da-estabilidade-e-da-coesao-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16737","title":{"rendered":"A Urg\u00eancia da Estabilidade e da Coes\u00e3o Nacional"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um Estado democr\u00e1tico forte e soberano exige, acima de tudo, discernimento, verdade institucional e responsabilidade colectiva. <\/p>\n\n\n\n<p>Em Angola, o percurso p\u00f3s-independ\u00eancia tem sido marcado por desafios profundos, desde a supera\u00e7\u00e3o de conflitos devastadores at\u00e9 \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e ao combate estrutural \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Contudo, tem-se assistido a uma tentativa recorrente de instrumentalizar o debate p\u00fablico por parte de sectores que confundem oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica com anarquia, desestabiliza\u00e7\u00e3o e salvaguarda de interesses particulares.\u00a0<br>H\u00e1 muitos interessados\u00a0na instabilidade para cria\u00e7\u00e3o de terreno f\u00e9rtil para os seus intentos, servi\u00e7ais como Rosado de Carvalho, baluarte vivo do neocolonialismo, Paula Roque, a espada\u00a0do oportunismo mercen\u00e1rio outrora florescente de seu pai que geriu como banqueiro, o com\u00e9rcio clandestino da UNITA, e Nelson Gangsta que sobre cen\u00e1rios fantasmag\u00f3ricos incita ao terrorismo pol\u00edtico e subevrs\u00e3o urbana, a partir dos c\u00f3modos sof\u00e1s distantes das multid\u00f5es que pensa mobilizar, s\u00e3o s\u00edmbolos vivos da tentaiva de deterioriza\u00e7\u00e3o da democracia que se consolida em liberdade.<br>O debate pol\u00edtico nacional n\u00e3o pode ser sequestrado por agendas opacas que privilegiam o ru\u00eddo em detrimento do progresso do pa\u00eds. R\u00e1dios, jornais, desfiles, identificam-se, de forma clara, com tr\u00eas vectores que alimentam a narrativa da confronta\u00e7\u00e3o est\u00e9ril:<br>Setores que beneficiaram de ciclos de acumula\u00e7\u00e3o il\u00edcita de capital e de pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o, hoje combatidas de forma firme pelo Estado, recorrem a financiamentos cruzados para denegrir as institui\u00e7\u00f5es republicanas e a lideran\u00e7a do Senhor Presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o. O objetivo subjacente n\u00e3o \u00e9 a defesa da democracia, mas sim a busca de impunidade e a recupera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de influ\u00eancia perdidos.<br>Persistem discursos inflamados e exibi\u00e7\u00f5es de antagonismo extremado que encontram eco em figuras ligadas a redes de influ\u00eancia externas e a din\u00e2micas do passado colonial e partid\u00e1rio. Estas vozes, longe de proporem solu\u00e7\u00f5es construtivas para os problemas do pa\u00eds, alimentam a maledic\u00eancia e a desconfian\u00e7a generalizada.<br>A utiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais por intervenientes que promovem o \u00f3dio, a viol\u00eancia simb\u00f3lica e a desestabiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia evidencia uma clara desvirtua\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o. A liberdade democr\u00e1tica consagra o direito \u00e0 cr\u00edtica fundamentada, mas nunca a apologia da anarquia ou da instabilidade institucional.<br>Reconhecer os avan\u00e7os significativos de Angola na cena internacional e na consolida\u00e7\u00e3o do Estado de Direito n\u00e3o significa ignorar as dificuldades que persistem no territ\u00f3rio nacional. Os constrangimentos associados \u00e0 governa\u00e7\u00e3o descentralizada, nomeadamente nas prov\u00edncias, munic\u00edpios e comunas, decorrem, em grande medida, de car\u00eancias estruturais e da escassez de quadros t\u00e9cnicos qualificados para cobrir a vasta dimens\u00e3o geogr\u00e1fica do pa\u00eds.<br>A pr\u00f3pria oposi\u00e7\u00e3o institucional, ao n\u00e3o conseguir marcar presen\u00e7a efectiva em todas as comunas e munic\u00edpios, revela a dist\u00e2ncia entre o discurso ret\u00f3rico centralizado e a realidade do terreno, onde a ac\u00e7\u00e3o governativa e o esfor\u00e7o de desenvolvimento continuam a ser os \u00fanicos motores de transforma\u00e7\u00e3o social.<br>Angola precisa de estabilidade, de coes\u00e3o nacional e de um debate pol\u00edtico pautado pelo rigor \u00e9tico e institucional. O combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, a defesa da soberania e o fortalecimento das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas s\u00e3o caminhos irrevers\u00edveis. A resposta ao oportunismo pol\u00edtico e \u00e0 anarquia faz-se com trabalho, transpar\u00eancia e com a recusa firme de agendas que apenas servem para dividir e atrasar o pa\u00eds, o rumo est\u00e1 tra\u00e7ado, interiorizado pela cidadania que ir\u00e1 reiterar a sua confian\u00e7a no MPLA em 2027, crente de que \u00e9 o caminho da concretiza\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a para o futuro com a Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de um Estado democr\u00e1tico forte e soberano exige, acima de tudo, discernimento, verdade institucional e responsabilidade colectiva. Em Angola, o percurso p\u00f3s-independ\u00eancia tem sido marcado por desafios profundos, desde a supera\u00e7\u00e3o de conflitos devastadores at\u00e9 \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e ao combate estrutural \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. 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