{"id":16679,"date":"2026-07-26T20:04:09","date_gmt":"2026-07-26T19:04:09","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16679"},"modified":"2026-07-26T20:04:10","modified_gmt":"2026-07-26T19:04:10","slug":"o-paradoxal-tribunal-da-radio-essencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16679","title":{"rendered":"O Paradoxal &#8220;Tribunal&#8221; da R\u00e1dio Essencial"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre o Usufru\u00eddo Espa\u00e7o de Cr\u00edtica e a Desestabiliza\u00e7\u00e3o Institucional o debate p\u00fablico em Angola atravessa um momento em que a liberdade de express\u00e3o \u00e9 frequentemente instrumentalizada por agendas alheias aos interesses fundamentais dos cidad\u00e3os. <\/p>\n\n\n\n<p>Assistimos, com crescente perplexidade, ao papel assumido por \u00f3rg\u00e3os como a R\u00e1dio Essencial, que h\u00e1 muito se transformou num epicentro de um persistente e sistem\u00e1tico cerco medi\u00e1tico contra o Estado angolano, as suas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e o Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro grande paradoxo reside na pr\u00f3pria narrativa de vitimiza\u00e7\u00e3o que esta esta\u00e7\u00e3o e os seus rostos propagam. <\/p>\n\n\n\n<p>A bandidagem liderada por Gra\u00e7a Campos, coadjuvado pelo terrorista pol\u00edtico David Boio e outros incumbentes como Teixeira C\u00e2ndido, H\u00e9lder Preza, Jos\u00e9 Gama, Evaristo Mulaza, Helena Ferreira, Frei Hangalo, queixam-se reiteradamente de um suposto d\u00e9fice democr\u00e1tico e de uma alegada falta de liberdade, mas fazem-no a partir de um espa\u00e7o de emiss\u00e3o totalmente livre, aberto e operante no cora\u00e7\u00e3o da sociedade angolana. <\/p>\n\n\n\n<p>Esta contradi\u00e7\u00e3o flagrante desmente, por si s\u00f3, a tese de censura. Quem acusa o sistema de silenciamento usufrui, afinal, de plena e ininterrupta voz p\u00fablica para proferir essas mesmas acusa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade de express\u00e3o, contudo, n\u00e3o constitui um salvo-conduto para a desinforma\u00e7\u00e3o, nem um escudo contra a responsabilidade c\u00edvica, muito menos quando se confundem intencionalmente pol\u00edtica e direito, probidade com a anarquia, para branquear os seus mandantes e financiadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s das suas interven\u00e7\u00f5es regulares, assistimos a um desvio pernicioso do jornalismo para o ativismo pol\u00edtico de fachada. <\/p>\n\n\n\n<p>Longe de promoverem o contradit\u00f3rio saud\u00e1vel ou o escrut\u00ednio rigoroso inerentes a uma democracia madura, os intervenientes optam sistematicamente por adulterar realidades, distorcer factos e alimentar uma ret\u00f3rica alarmista cujo objetivo primacial n\u00e3o \u00e9 informar, mas sim corroer a credibilidade das institui\u00e7\u00f5es soberanas.<\/p>\n\n\n\n<p>O jogo pol\u00edtico democr\u00e1tico exige diverg\u00eancia de opini\u00f5es, debate de ideias e contraponto ideol\u00f3gico, o que n\u00e3o pode confundir-se com o debate pol\u00edtico \u00e9 a tentativa deliberada de eros\u00e3o institucional e o recurso a narrativas que ro\u00e7am a subvers\u00e3o da verdade factual. A imunidade da cr\u00edtica leg\u00edtima termina onde come\u00e7a a manipula\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a democracia angolana protege o pluralismo, mas exige reciprocidade \u00e9tica. <\/p>\n\n\n\n<p>Os protagonistas da R\u00e1dio Essencial continuam a beneficiar das garantias do Estado de Direito que simultaneamente combatem e desacreditam, numa invers\u00e3o de pap\u00e9is que urge escrutinar \u00e0 luz da verdade, da deontologia profissional e do respeito intransigente pelas institui\u00e7\u00f5es que representam a soberania nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 escandalosa a forma como persistem imiscuir-se\u00a0em assuntos de responsabilidade com a presun\u00e7\u00e3o de donos da sabedoria e da verdade, ontem a defesa de Higino Carneiro foi feita como se a situa\u00e7\u00e3o se circunscreve-se \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de um mal menor, mas a adultera\u00e7\u00e3o de assinaturas em processo p\u00fablico passa a ser imediatamente mat\u00e9ria criminal do Foro do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um caminho que est\u00e1 a ser seguido, h\u00e1 quem n\u00e3o queira entender, o comodismo\u00a0compra tudo feito, mas erguer uma Na\u00e7\u00e3o e coloc\u00e1-la na\u00a0rota do futuro n\u00e3o \u00e9 coisa pouca, os desequil\u00edbrios herdados ainda n\u00e3o foram todos ultrapassados, a cidadania j\u00e1 entendeu que o sacrif\u00edcio vence-se com determina\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o, assentes na esperan\u00e7a dos novos amanh\u00e3s na Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre o Usufru\u00eddo Espa\u00e7o de Cr\u00edtica e a Desestabiliza\u00e7\u00e3o Institucional o debate p\u00fablico em Angola atravessa um momento em que a liberdade de express\u00e3o \u00e9 frequentemente instrumentalizada por agendas alheias aos interesses fundamentais dos cidad\u00e3os. 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