{"id":16606,"date":"2026-07-07T08:40:07","date_gmt":"2026-07-07T07:40:07","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16606"},"modified":"2026-07-07T09:37:30","modified_gmt":"2026-07-07T08:37:30","slug":"a-democracia-do-absurdo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16606","title":{"rendered":"A Democracia do Absurdo"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Estamos cada vez com maior intensidade a viver em Angola com uma oposi\u00e7\u00e3o totalmente focada&nbsp;na desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais.&nbsp;A democracia dos likes, assente na&nbsp; fabrica\u00e7\u00e3o do absurdo e intriga em Angola, lan\u00e7ando insinua\u00e7\u00f5es e provoca\u00e7\u00f5es ruidosas como alternativa pol\u00edtica. Vivemos em Angola um tempo de p\u00f3s-verdade, em que a fragilidade da oposi\u00e7\u00e3o, desfrutando de democracia e liberdade nunca antes experimentadas, tenta incutir claramente a den\u00fancia leg\u00edtima com uma postura insidiosa desgastante.<br>Nesta perspetiva, a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de certas franjas da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nacional encabe\u00e7ada pela UNITA, e partid\u00e1ria promovida por Higino Carneiro, \u00e9 vista n\u00e3o como uma alternativa program\u00e1tica ou de governa\u00e7\u00e3o, mas sim como uma estrat\u00e9gia assente na desestabiliza\u00e7\u00e3o emocional e na cria\u00e7\u00e3o de narrativas paralelas.<br>Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o est\u00e1 doente em fase terminal? Que indec\u00eancia, que desejo p\u00e9rfido, que mentes lamacentas nauseabundas.<br>Ana Dias Louren\u00e7o vai assumir a presid\u00eancia? O que move esta oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica partid\u00e1ria de m\u00e3os dadas?<br>\u00c9 Cristina Louren\u00e7o que vai vender a UNITEL? A ignor\u00e2ncia gera incoer\u00eancias vergonhosas, afinal&nbsp;como se gere uma Bolsa de Valores? Tem Isabel dos Santos moral para dissertar desta forma? J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 pachorra para o contorcionismo branqueador de uma culpa factual e p\u00fablica.<br>O monarca Mbundo, reizinho d\u00e9spota Lukamba &#8220;Miau&#8221; Gato, no seu trono, demarcando a sua coutada independente, com leis ancestrais, falou \u00e0 plebe num &#8220;grito de guerra&#8221;, s\u00f3 que se esqueceu de dizer que o Reino Ovimbundo foi derrotado por uma for\u00e7a de 140 homens comandados pelo colonialista portugu\u00eas Teixeira da Silva, que alienou todo o povo Mbundo, tornando-o no mais alienado de todos os Povos de Angola. O d\u00e9spota Lukamba &#8220;Miau&#8221; Gato, \u00e9 fruto desse desiderato factual, viveu como privilegiado no Huambo, n\u00e3o se misturava com &#8220;Negros&#8221;, vestia roupas da Nova York, o pai Zacarias tinha carro, e estudou no Col\u00e9gio Norton de Matos. Ser\u00e1 que tem um espelho em casa? Na sala de visitas tem uma grande foto de Jos\u00e9 Eduardo dos Santos.&nbsp;<br>Os argumentos centrais s\u00e3o que, face \u00e0 dificuldade em apresentar solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e vi\u00e1veis para os problemas estruturais do pa\u00eds, como a diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica ou a gest\u00e3o de infraestruturas, recorre-se \u00e0 personaliza\u00e7\u00e3o do debate. A intriga pol\u00edtica substitui a discuss\u00e3o de programas decretos e or\u00e7amentos, focando-se em ataques reputacionais a figuras do Estado e em teorias de conspira\u00e7\u00e3o sobre os bastidores do poder, assim se arregimentam&nbsp;lideran\u00e7as, esmo subservientes e transit\u00f3rias, como a do bacharel deprimido&nbsp;tirano psicopata intruj\u00e3o, Adalberto Costa J\u00fanior &#8220;Betinho&#8221;, e da ilus\u00e3o mental debilitada de Higino Carneiro, que se complementam nos objetivos.<br>Esta vertente aponta para a amplifica\u00e7\u00e3o de incidentes menores ou a cria\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios irrealistas para captar a aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Ao desenhar um quadro onde as institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o em constante colapso iminente ou onde decis\u00f5es administrativas corriqueiras s\u00e3o interpretadas como &#8220;golpes&#8221; ou &#8220;crises profundas&#8221;, procura-se desgastar a confian\u00e7a do cidad\u00e3o no sistema.<br>Com a massifica\u00e7\u00e3o das redes sociais em Angola (como o Facebook, You Tube e o WhatsApp), a propaga\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o tornou-se um terreno f\u00e9rtil. A narrativa cr\u00edtica argumenta que plataformas digitais e blogues afetos \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o utilizam deliberadamente dados manipulados, fotografias fora de contexto e not\u00edcias fabricadas para gerar indigna\u00e7\u00e3o popular r\u00e1pida, capitalizando o descontentamento social sem a necessidade de verifica\u00e7\u00e3o factual.<br>Para quem partilha desta an\u00e1lise, o grande perigo desta postura \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o da qualidade do debate democr\u00e1tico. Em vez de se discutir &#8220;como&#8221; melhorar os servi\u00e7os b\u00e1sicos, o espa\u00e7o p\u00fablico \u00e9 inundado por rea\u00e7\u00f5es a pol\u00e9micas artificiais, o que acaba por polarizar a sociedade e atrasar o consenso em torno do desenvolvimento nacional.&nbsp;<br>Por inoper\u00e2ncia do Minist\u00e9rio P\u00fablico, cujo Procurador Geral H\u00e9lder Pita Gr\u00f3s, hoje tido como incompetente e c\u00famplice cuja sa\u00edda n\u00e3o deixa saudade, pelo contr\u00e1rio, gera um profundo al\u00edvio, criou-se em Angola um vasto espa\u00e7o de impunidade. Urge mais do que nunca implementar exig\u00eancia e responsabiliza\u00e7\u00e3o, Angola est\u00e1 a ocupar um espa\u00e7o que contraria a ideia&nbsp;de uma \u00c1frica sem lei, o Senhor Presidente da Rep\u00fablica virou uma p\u00e1gina da nossa hist\u00f3ria, com pragmatismo, determina\u00e7\u00e3o e convic\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, colocou-nos noutro patamar, n\u00e3o h\u00e1 milagres de obras feitas, h\u00e1 esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o e uma f\u00e9 inabal\u00e1vel, \u00e9 s\u00f3 olhar o retrovisor e ver o caminho percorrido desde 2017, as pontes constru\u00eddas desde 2022, e olhar em frente e pelo parabrisas ver no horizonte o brilho da esperan\u00e7a em 2027, numa Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos cada vez com maior intensidade a viver em Angola com uma oposi\u00e7\u00e3o totalmente focada&nbsp;na desinforma\u00e7\u00e3o nas redes sociais.&nbsp;A democracia dos likes, assente na&nbsp; fabrica\u00e7\u00e3o do absurdo e intriga em Angola, lan\u00e7ando insinua\u00e7\u00f5es e provoca\u00e7\u00f5es ruidosas como alternativa pol\u00edtica. 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