{"id":16542,"date":"2026-06-20T11:20:43","date_gmt":"2026-06-20T10:20:43","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16542"},"modified":"2026-06-20T11:47:03","modified_gmt":"2026-06-20T10:47:03","slug":"tres-boas-iniciativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16542","title":{"rendered":"Tr\u00eas boas iniciativas"},"content":{"rendered":"\n<p>Um jornalista amigo quis publicar um artigo sobre tr\u00eas boas iniciativas do Executivo. N\u00e3o conseguiu. Nenhum dos ditos portais ou jornais &#8220;independentes&#8221; aceitou a ideia. Mandaram-no sempre para a TPA ou Jornal de Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se demonstra que a liberdade de imprensa dos &#8220;independentes&#8221; e das oposi\u00e7\u00f5es s\u00f3 se aplica a eles mesmo. Nada para os outros, os verdadeiramente independentes. Os seus gritos de liberdade s\u00e3o pura hipocrisia.<\/p>\n\n\n\n<p>E quais s\u00e3o as<strong> tr\u00eas boas inciativas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A inaugura\u00e7\u00e3o do parque cient\u00edtico e tecnol\u00f3gico de Luanda, o programa de emprego para os jovens e o an\u00fancio de fortes investimentos para potenciar o turismo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No plano estrutural, reposicionam Angola num ciclo de moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, diversifica\u00e7\u00e3o produtiva e cria\u00e7\u00e3o de oportunidades num pa\u00eds cuja economia permaneceu excessivamente dependente do petr\u00f3leo durante d\u00e9cadas. <\/p>\n\n\n\n<p>A sua relev\u00e2ncia ultrapassa o calend\u00e1rio pol\u00edtico: trata\u2011se de interven\u00e7\u00f5es com potencial para alterar trajet\u00f3rias de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O Parque Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico de Luanda \u00e9 particularmente importante porque introduz, de forma institucionalizada, um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o que Angola nunca teve em escala. <\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de infraestruturas para investiga\u00e7\u00e3o aplicada, incuba\u00e7\u00e3o de empresas e transfer\u00eancia de tecnologia permite aproximar universidades, empresas e Estado, reduzindo a dist\u00e2ncia hist\u00f3rica entre produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e economia real. <\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses que conseguiram diversificar \u2014 do Ruanda ao Vietname \u2014 fizeram-no atrav\u00e9s de plataformas semelhantes, capazes de atrair investimento, formar quadros altamente qualificados e estimular sectores emergentes como TIC, biotecnologia, energias renov\u00e1veis ou servi\u00e7os digitais. <\/p>\n\n\n\n<p>Para Angola, isto significa criar bases para um crescimento menos vulner\u00e1vel aos ciclos do petr\u00f3leo e mais alinhado com a economia global do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa de emprego para jovens responde a uma urg\u00eancia social evidente: mais de metade da popula\u00e7\u00e3o angolana tem menos de 25 anos, e o desemprego juvenil permanece estruturalmente elevado. Iniciativas que combinam forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, est\u00e1gios remunerados, apoio ao empreendedorismo e integra\u00e7\u00e3o em sectores produtivos podem reduzir a frustra\u00e7\u00e3o social, aumentar a mobilidade econ\u00f3mica e refor\u00e7ar a coes\u00e3o nacional. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ao inserir jovens em actividades formais, o Estado amplia a base fiscal, melhora a produtividade e combate a informalidade que domina grande parte da economia urbana. Trata\u2011se, portanto, de uma pol\u00edtica com impacto directo na estabilidade social e no dinamismo econ\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os investimentos no turismo representam uma aposta estrat\u00e9gica num sector com enorme potencial ainda subaproveitado. Angola possui uma das costas mais extensas e preservadas de \u00c1frica, parques naturais de grande valor ecol\u00f3gico, patrim\u00f3nio hist\u00f3rico singular e uma diversidade cultural que poderia sustentar um turismo sustent\u00e1vel e de alto valor acrescentado. Investir em infraestruturas, acessibilidades, forma\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o internacional pode gerar emprego r\u00e1pido, atrair divisas, estimular pequenas e m\u00e9dias empresas e revitalizar economias locais fora de Luanda. \u00c9 tamb\u00e9m uma forma de melhorar a imagem externa do pa\u00eds e de refor\u00e7ar a integra\u00e7\u00e3o regional, sobretudo no contexto da SADC.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conjunto, estas tr\u00eas iniciativas apontam para um horizonte de transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica que n\u00e3o depende apenas da l\u00f3gica partid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o medidas que contribuem para um desenvolvimento mais equilibrado, inclusivo e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p> \u00c9 por isso que o debate p\u00fablico deve ir al\u00e9m da disputa partid\u00e1ria e concentrar-se na qualidade da implementa\u00e7\u00e3o, na capacidade de gerar resultados e na constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que garantam que estas iniciativas se tornam pol\u00edticas de Estado, e n\u00e3o apenas de governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto as oposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o entendem. S\u00f3 entendem o &#8220;dizer mal.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um jornalista amigo quis publicar um artigo sobre tr\u00eas boas iniciativas do Executivo. N\u00e3o conseguiu. Nenhum dos ditos portais ou jornais &#8220;independentes&#8221; aceitou a ideia. Mandaram-no sempre para a TPA ou Jornal de Angola. Assim, se demonstra que a liberdade de imprensa dos &#8220;independentes&#8221; e das oposi\u00e7\u00f5es s\u00f3 se aplica a eles mesmo. 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