{"id":16392,"date":"2026-04-30T13:12:51","date_gmt":"2026-04-30T12:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16392"},"modified":"2026-04-30T13:12:51","modified_gmt":"2026-04-30T12:12:51","slug":"lapalissada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16392","title":{"rendered":"Lapalissada"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Quinze minutos antes de morrer, ele ainda estava vivo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sabia&nbsp;o que&nbsp;me esperava depois do meu artigo de ontem, foi um \u00e1pice do aliciamento \u00e0s amea\u00e7as, uma multiplicidade de r\u00f3tulos, soltaram o vern\u00e1culo. Ri-me porque o medo deles n\u00e3o me assusta, afirmei&nbsp;a minha convic\u00e7\u00e3o de ter colocado o dedo na ferida, a carapu\u00e7a serviu e destapou o manto da maldade e exp\u00f4s a ignor\u00e2ncia e leviandade que fragiliza a teia que se sente acossada porque empoleira-se nos chav\u00f5es vazios dos vendedores da banha da cobra.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando em meados dos anos 80 do s\u00e9culo passado, mandatado por Oliver Reginald Tambo, em Nova York e depois em Mells Park House, nos arredores de Londres, Thabo Mvuyelwa&nbsp;Mbeki e o professor renomado Pieter de Lange, mandatado pelos Servi\u00e7os de Intelig\u00eancia da \u00c1frica do Sul, encetaram negocia\u00e7\u00f5es para a liberta\u00e7\u00e3o de Nelson Mandela &#8220;Madiba&#8221;, chegaram a estar bloqueadas por uma exig\u00eancia inegoci\u00e1vel do ANC, um governo liderado por um Negro, seguindo a linha de todas as emancipa\u00e7\u00f5es africanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pieter&nbsp;Willem&nbsp;Botha, e depois&nbsp;Frederik Willem de Klerk, j\u00e1 com Nelson&nbsp;Mandela &#8220;Madiba&#8221; em pris\u00e3o domicili\u00e1ria, colocaram a hip\u00f3tese de ser um distinto cidad\u00e3os indiano a&nbsp;fazer a transi\u00e7\u00e3o. Oliver Tambo recusou at\u00e9 \u00e0 sua morte e Mandela nunca cedeu. Entretanto Thabo Mbeki, perde o filho numa explos\u00e3o em Lusaka, foi o acontecimento que o aproximou de Pieter de Lange, afrikaner, que gerou uma confian\u00e7a e amizade que mais tarde viria a ser seu chefe de gabinete quando ascendeu \u00e0 presid\u00eancia&nbsp;da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, \u00e9 em Londres, j\u00e1 com a presen\u00e7a do jornalista irm\u00e3o de Frederik de&nbsp;Klerk, que fazem o Acordo que libertou Nelson Mandela &#8220;Madiba&#8221;. Pouca gente sabe, mas est\u00e1 plasmado na Constitui\u00e7\u00e3o da \u00c1frica do Sul, que o Presidente da Rep\u00fablica ser\u00e1 um Negro, e s\u00f3 pode ser alterado este preceito com maioria qualificada de dois ter\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo declara\u00e7\u00f5es de Patrice Lumumba, &#8220;n\u00e3o \u00e9 vingan\u00e7a&nbsp;nem incentivo ao racismo, mas levar\u00e1 um s\u00e9culo para que \u00c1frica possa dar lugar uma lideran\u00e7a que n\u00e3o seja Negra, \u00e9 um fator de Identidade e de Afirma\u00e7\u00e3o da liberdade conquistada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A inoportuna e in\u00f3cua afirma\u00e7\u00e3o de candidatura de Higino Carneiro e Carolina Cerqueira, revela apenas uma ideia desestabilizadora para tentar fragilizar o MPLA, nenhum mesti\u00e7o, por muito&nbsp;m\u00e9rito que tenha, e h\u00e1, jamais&nbsp;vencer\u00e1 uma elei\u00e7\u00e3o presidencial em Angola, n\u00e3o \u00e9 racismo, eu sou filho de portugueses, tenho nacionalidade&nbsp;portuguesa, nasci no Ucuma, Huambo, sinto-me angolano&nbsp;como qualquer outro, mas carrego o estigma de um esmagamento de uma identidade cultural de Povos&nbsp;durante 500 anos, h\u00e1 exig\u00eancias que n\u00e3o&nbsp;necessitam ser Lei, \u00e9 a \u00e9tica, moral, licitude, e como se diz desde do ano de 1504, &#8220;La Palice&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Negritude \u00e9 um mist\u00e9rio&nbsp;insond\u00e1vel, transcende a banalidade, \u00e9 um elemento que carrega a for\u00e7a, o peso, de uma heran\u00e7a de almas sofridas que atravessaram gera\u00e7\u00f5es, quem comeu pir\u00e3o de pala pala com peixe seco e lomby, quem nunca se cansou de escutar as est\u00f3rias das mem\u00f3rias cobertas de cabelo branco, quem ca\u00e7ou com zagaia e pecou com cani\u00e7o, e viveu desde a fisga at\u00e9 \u00e0 rebita, sente o pulsar silencioso da vontade coletiva de um Povo, s\u00e3o eles a alma da Na\u00e7\u00e3o angolana.<\/p>\n\n\n\n<p>Jamais poderemos aceitar que a Cidade Alta se transforme num antro de orgias com meretrizes encartadas de Paris, que o Rui Legot metia nos voos da TAP, via Lisboa, em executiva, e regressavam com envelopes volumosos de d\u00f3lares de Higino Carneiro e Jos\u00e9 Eduardo dos Santos. Todos os Servi\u00e7os de Intelig\u00eancia do mundo civilizado t\u00eam isto catalogado. \u00c9 isto que querem repetir? Dinheiro n\u00e3o falta, mas falta-lhe o Poder, nas m\u00e3os deles ou na rua.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 me faltam for\u00e7as, mas quem me conhece, muitos mesmo que hoje me a\u00e7oitam, sabem que at\u00e9 ao \u00faltimo suspiro n\u00e3o me vou calar enquanto sentir discernimento de vislumbrar a verdade e a raz\u00e3o. O bacharel tirano psicopata, mais que intruj\u00e3o, ACJ &#8220;Betinho&#8221; de Quingenge, a nova coqueluche Irina Diniz, Higino Carneiro e a sua bo\u00e9mia, com a proscrita Carolina Cerqueira, jamais ser\u00e3o governo em Angola, em democracia e liberdade, os cidad\u00e3os n\u00e3o v\u00e3o permitir retroceder um Pa\u00eds que est\u00e1 com um rumo, com um crescimento&nbsp;sustentado, e com estabilidade e Ordem P\u00fablica, que levar-nos-\u00e1, seguramente, a uma Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Quinze minutos antes de morrer, ele ainda estava vivo&#8221;.&nbsp; Sabia&nbsp;o que&nbsp;me esperava depois do meu artigo de ontem, foi um \u00e1pice do aliciamento \u00e0s amea\u00e7as, uma multiplicidade de r\u00f3tulos, soltaram o vern\u00e1culo. 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