{"id":16371,"date":"2026-04-24T18:46:13","date_gmt":"2026-04-24T17:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16371"},"modified":"2026-04-24T19:15:20","modified_gmt":"2026-04-24T18:15:20","slug":"o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16371","title":{"rendered":"O Estado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para poderem atingir Jo\u00e3o Louren\u00e7o e o MPLA, h\u00e1 uma pseudo elite pol\u00edtico ativista, que persiste em agredir o Estado diminuindo as institui\u00e7\u00f5es. H\u00e1 uma ressalva que provoca uma toler\u00e2ncia do Estado de Direito Democr\u00e1tico, a falta de no\u00e7\u00e3o de Estado da maioria dos protagonistas da vacuidade e ignor\u00e2ncia dos autores psicopatas.<br>O Estado n\u00e3o est\u00e1 imune \u00e0 cr\u00edtica nem a repara\u00e7\u00f5es na sua permanente constru\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o, por isso mesmo, do intelectual ao mais humilde dos cidad\u00e3os pode acrescentar um elo na sua corrente que busca harmonia na separa\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias vertentes que o comp\u00f5em.<br>\u00c9 absolutamente normal que o Estado tenha o rosto do MPLA, para o positivo e negativo, foi quem com todas as dificuldades colocou de p\u00e9 o Estado de Angola, foi o MPLA que ultrapassou todos os constrangimentos e transformou fases conturbadas em consequ\u00eancias das divis\u00f5es fratricidas, criou o multipartidarismo, deu um rosto de Reconcilia\u00e7\u00e3o e Paz, de perd\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o, at\u00e9 \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o da Democracia atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es livres e democr\u00e1ticas.<br>Mas infelizmente o Estado tem sido sistematicamente agredido, sabotado, por dentro e por fora, por disputas e omiss\u00f5es, tendo como grande lacuna do Sistema que d\u00e1 vida ao Regime, a Justi\u00e7a. Ela foi minada na sua base, o Minist\u00e9rio P\u00fablico, que esperamos possa ter um novo impulso que lhe confira capacidade e dignidade, com a substitui\u00e7\u00e3o de H\u00e9lder Pita Groz, na Procuradoria Geral.<br>H\u00e1 for\u00e7as vivas que querem anarquia, tudo fazem para desvalorizar o Estado, a UNITA j\u00e1 foi reincidente no trazer o Parlamento para a rua, e infelizmente, tem sido na Assembleia Nacional que assistimos espet\u00e1culos degradantes da democracia, ferindo de credibilidade o Poder Legislativo.<br>H\u00e1 tamb\u00e9m uma permanente instabilidade, embora aparente na realidade porque se tornou banal, a incapacidade da UNITA de ser leal na luta partid\u00e1ria, fazendo ru\u00eddo com propostas imposs\u00edveis e exig\u00eancias incompreens\u00edveis, tudo para esconder a evidente fragilidade.<br>Agora temos um dilema que se adivinha numa tentativa de instabilidade interna no MPLA, a insist\u00eancia sem uma base concreta de apoios exigidos estatutariamente, de Higino Carneiro, sabendo-se de antem\u00e3o que \u00e9 algo invi\u00e1vel perante os desafios atuais, seria um retrocesso para o MPLA e para a governa\u00e7\u00e3o, com consequ\u00eancias de isolamento e o despertar o monstro tit\u00e2nico da corrup\u00e7\u00e3o.<br>Apunhalar o Estado \u00e9 espetar um punhal em n\u00f3s pr\u00f3prios, o Estado somos todos n\u00f3s, mas quando se defende a anarquia e o imposs\u00edvel, \u00e9 uma forma de agress\u00e3o. Onde est\u00e3o 100.000 quadros qualificados para implantar as autarquias dotadas das compet\u00eancia do Poder Aut\u00e1rquico? S\u00f3 mentes alucinadas sem qualquer ideia da dimens\u00e3o do ordenamento do territ\u00f3rio, Angola ainda n\u00e3o atingiu um desenvolvimento harmonioso para elencar prioridades de uma nova pol\u00edtica administrativa, social, desenvolvimentista, e patrocinar investimentos na sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que temos constatado um avan\u00e7o assinal\u00e1vel nas infraestruturas.<br>Temos, todavia, um desafio monumental que ultrapassa a capacidade do Estado, por diversos motivos e oportunismos, temos um Pa\u00eds desequilibrado e inclinado, sem uma corre\u00e7\u00e3o das assimetrias demogr\u00e1ficas, privilegiar o campo para beneficiar a cidade \u00e9 um conceito retr\u00f3grado, as exig\u00eancias de produtividade, administra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, \u00e9 necess\u00e1rio uma descentraliza\u00e7\u00e3o populacional, promovendo o regresso de milh\u00f5es de cidad\u00e3os refugiados na periferia da capital.<br>Governar \u00e9 um estado permanente e desgastante, exigente na capacidade e determinado na concretiza\u00e7\u00e3o, o tempo tem um tempo para tudo, e o tempo da governa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se coaduna com o tempo da oposi\u00e7\u00e3o. O Senhor Presidente da Rep\u00fablica \u00e9 o escudo da estabilidade, da confian\u00e7a, carrega na sua magistratura o peso da seguran\u00e7a e \u00e9 o garante da defesa da democracia e liberdade.<br>S\u00e3o todos estes pressupostos que geram esperan\u00e7a na cidadania, e que com cren\u00e7a instalada na alma silenciosa, que com aplausos levar-nos-\u00e1 \u00e0 Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para poderem atingir Jo\u00e3o Louren\u00e7o e o MPLA, h\u00e1 uma pseudo elite pol\u00edtico ativista, que persiste em agredir o Estado diminuindo as institui\u00e7\u00f5es. 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