{"id":16265,"date":"2026-03-23T10:00:36","date_gmt":"2026-03-23T09:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16265"},"modified":"2026-03-27T11:15:56","modified_gmt":"2026-03-27T10:15:56","slug":"as-falsidades-de-luaty-tonto-e-do-bacharel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16265","title":{"rendered":"As falsidades de Luaty tonto e do bacharel"},"content":{"rendered":"\n<p>A recente iniciativa do Movimento C\u00edvico Mudei, amplificada por sectores pr\u00f3ximos da UNITA e por algumas figuras medi\u00e1ticas, volta a ilustrar um padr\u00e3o recorrente no debate pol\u00edtico angolano: a fabrica\u00e7\u00e3o de pol\u00e9micas em torno de processos que foram p\u00fablicos, acompanhados e escrutinados por todos os actores institucionais, incluindo aqueles que agora fingem surpresa. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O concurso que selecionou a empresa espanhola Indra para a gest\u00e3o tecnol\u00f3gica das elei\u00e7\u00f5es de 2027 n\u00e3o s\u00f3 foi amplamente noticiado \u2014 com detalhe t\u00e9cnico e cronol\u00f3gico \u2014 pelo jornalista Santos Vilola no *Jornal de Angola, como foi objeto de m\u00faltiplos editais p\u00fablicos e de delibera\u00e7\u00f5es formais da Comiss\u00e3o Nacional Eleitoral. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais relevante ainda: a UNITA tem representantes na CNE. Fingir desconhecimento agora \u00e9, no m\u00ednimo, um exerc\u00edcio de m\u00e1-f\u00e9 pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa de que tudo ocorreu nas sombras, ou de que h\u00e1 um suposto \u201csegredo\u201d por detr\u00e1s da escolha da Indra, ignora deliberadamente que um n\u00famero superior a 200 empresas concorreram aos dez concursos p\u00fablicos lan\u00e7ados pela CNE, dos quais resultaram mais de 70 adjudica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Os procedimentos foram p\u00fablicos, regulamentados e sujeitos \u00e0s regras de contrata\u00e7\u00e3o vigentes. <\/p>\n\n\n\n<p>A insist\u00eancia em sugerir irregularidades sem apresentar provas concretas revela mais uma estrat\u00e9gia de desgaste pol\u00edtico do que uma preocupa\u00e7\u00e3o genu\u00edna com a transpar\u00eancia. A pr\u00f3pria solicita\u00e7\u00e3o do Mudei \u2014 pedir documentos que s\u00e3o, por lei, p\u00fablicos e que j\u00e1 circularam em editais \u2014 parece constru\u00edda para produzir manchetes e alimentar suspei\u00e7\u00f5es, n\u00e3o para esclarecer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 igualmente sintom\u00e1tico que certos activistas, como Luaty Beir\u00e3o, ecoem estas narrativas sem reconhecer que a oposi\u00e7\u00e3o participou integralmente no processo. <\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica torna-se performativa: denuncia-se um alegado \u201csegredo\u201d que nunca existiu, convoca-se a sociedade civil para \u201cexigir transpar\u00eancia\u201d num procedimento que j\u00e1 foi transparente, e insinua-se manipula\u00e7\u00e3o eleitoral antes de qualquer facto concreto. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trata-se de uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica cl\u00e1ssica: criar ru\u00eddo, gerar desconfian\u00e7a e preparar terreno para futuras contesta\u00e7\u00f5es, independentemente da realidade factual.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A instrumentaliza\u00e7\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o eleitoral \u00e9 perigosa. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o porque critique a CNE \u2014 toda institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica deve ser escrutinada \u2014 mas porque distorce factos, manipula percep\u00e7\u00f5es e fragiliza a confian\u00e7a p\u00fablica num dos pilares da soberania nacional. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>A democracia n\u00e3o se constr\u00f3i com insinua\u00e7\u00f5es, nem com campanhas de suspei\u00e7\u00e3o permanente. Exige responsabilidade, rigor e honestidade intelectual. E \u00e9 precisamente isso que falta a estas iniciativas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recente iniciativa do Movimento C\u00edvico Mudei, amplificada por sectores pr\u00f3ximos da UNITA e por algumas figuras medi\u00e1ticas, volta a ilustrar um padr\u00e3o recorrente no debate pol\u00edtico angolano: a fabrica\u00e7\u00e3o de pol\u00e9micas em torno de processos que foram p\u00fablicos, acompanhados e escrutinados por todos os actores institucionais, incluindo aqueles que agora fingem surpresa. 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