{"id":16239,"date":"2026-03-15T11:16:08","date_gmt":"2026-03-15T10:16:08","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16239"},"modified":"2026-03-20T14:22:01","modified_gmt":"2026-03-20T13:22:01","slug":"timing-oportuno-ou-oportunista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16239","title":{"rendered":"Timing: Oportuno ou Oportunista?"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes um jornalista n\u00e3o pode transigir na sua \u00e9tica e coer\u00eancia na ess\u00eancia da profissional, al\u00e9m de estar obrigado dentro das\u00a0regras a obedi\u00eancia editorial. <\/p>\n\n\n\n<p>Pelo facto de ser diretor-adjunto e chefe de reda\u00e7\u00e3o da Tribuna de Angola, vou usar, hoje, o privil\u00e9gio de associar as duas coisas num assunto\/mat\u00e9ria, que envolve a profiss\u00e3o e a cidadania.<br>O regresso a Luanda ap\u00f3s um irritante luso- angolano de f\u00f3rum\u00a0judicial, a fim de nove anos de brindes sumptuosos, op\u00edparos repastos\u00a0e neg\u00f3cios chorudos com Isabel dos Santos, Manuel Vicente, instalou-se obscuramente na capital, e n\u00e3o por acaso os ponteiros do tempo coincidem com os bastidores agitados que antecedem o Congresso Ordin\u00e1rio do MPLA.<br>Poder\u00e3o haver muitas raz\u00f5es, outros tantos \u00e1libis, mas o Pa\u00eds e o mundo sabem, e n\u00e3o esqueceram, que a Sonangol de Manuel Vicente, e a Casa Militar de H\u00e9lder Kopelipa, foram os centros nevr\u00e1lgicos de toda a teia de corrup\u00e7\u00e3o que sugou o Er\u00e1rio P\u00fablico at\u00e9 ao negativo vermelho das\u00a0Finan\u00e7as P\u00fablicas. Sabem tamb\u00e9m que, tiveram na PGR um aliado, H\u00e9lder Pita Gr\u00f3s, que fazendo parte da teia protegeu-a e temos os corruptos, autores de fraudes monumentais, em liberdade.<br>A tese de que Jo\u00e3o Louren\u00e7o necessita de um Pacto\u00a0que lhe garanta liberdade ap\u00f3s o cumprimento dos mandatos presidenciais, \u00e9 j\u00e1 de si uma fal\u00e1cia que pressup\u00f5e\u00a0uma associa\u00e7\u00e3o ao discurso da oposi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o augura nada de bom. Esta interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 oportuna, \u00e9 um acto de oportunismo c\u00ednico, que f\u00e1-lo apresentar-se como solu\u00e7\u00e3o pacificadora.<br>Mas pacificar o qu\u00ea? Quando \u00e9 que Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves Louren\u00e7o, directa ou indirectamente insinuou necessitar de prote\u00e7\u00e3o depois de 2027?\u00a0<br>Manuel Vicente, est\u00e1 cansado, quer recuperar a sua honorabilidade, \u00e9 internacionalmente reconhecido como um corrupto que cometeu uma das maiores fraudes de hist\u00f3ria de Angola e de \u00c1frica, e sobretudo ao Povo desta Na\u00e7\u00e3o saqueada por todos que agora se arrogam salvadores da P\u00e1tria, depois de a terem ferido at\u00e9 \u00e0s profundezas\u00a0da alma. Mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia, Manuel Vicente, e todos os seus assessores, ouviram a defini\u00e7\u00e3o clara do perfil tra\u00e7ado pelo Senhor Presidente da Rep\u00fablica para o seu sucessor, e seguramente o patrono da corrup\u00e7\u00e3o, ex-Sonangol, Manuel Vicente, n\u00e3o encaixa de todo no retrato.\u00a0<br>Acresce a todo o retrocesso que Manuel Vicente traria \u00e0 din\u00e2mica encetada pelo atual Presidente da Rep\u00fablica, com todos os \u00eaxitos alcan\u00e7ados, e perante este mundo desafiante que nos aflige, haja espa\u00e7o e cren\u00e7a para que Angola quisesse vacilar perante o desafio de qualquer\u00a0hip\u00f3tese que suscita-se a ideia de ver emergir uma heran\u00e7a de Santos\/Vicente, ainda hoje com tantas feridas abertas. \u00c9 aqui que reside o oportunismo, a meu ver, n\u00e3o s\u00f3 de Manuel Vicente, mas da teia corrupta e ign\u00f3bil onde ele se insere e representa.<br>N\u00e3o foram am bombas\u00a0do Ir\u00e3o no Dubai, nem as longas viagens a Singapura, que fizeram regressar a Luanda Manuel Vicente, h\u00e1 um conjunto de mat\u00e9rias que atraem a capital de Angola, seguran\u00e7a, estabilidade, finan\u00e7as saneadas, e sobretudo a iminente substitui\u00e7\u00e3o do amigo na PGR, H\u00e9lder Pita Gr\u00f3s. Soma-se a tudo isto a perspetiva da alta do petr\u00f3leo, que parece n\u00e3o ter sido atrativo em tempo de vacas magras e de uma d\u00edvida externa colossal, que privou o Pa\u00eds no seu desenvolvimento.<br>N\u00e3o acredito que Jo\u00e3o Louren\u00e7o, h\u00e1bil e experiente como \u00e9, n\u00e3o tenha encontrado no seu c\u00edrculo mais pr\u00f3ximo o seu sucessor, a confian\u00e7a e a responsabilidade j\u00e1 deve morar entre os que o acompanharam na travessia da tempestade, qualquer aventura seria sempre um trunfo para a oposi\u00e7\u00e3o, que nesta altura anda na desminagem em terras doi Leste do Pa\u00eds. A propaganda \u00e9 t\u00e3o\u00a0rid\u00edcula e escabrosa que na propaganda aparece Adriano Sapi\u00f1ala como capit\u00e3o de Jonas Savimbi, quando em 1982, pasme-se, o her\u00f3i tinha 5 anos de idade. Sobre oposi\u00e7\u00e3o, seja de que colorido for, estamos falados.<br>Hoje, depois de marcada\u00a0 a data no pr\u00f3ximo Congresso Ordin\u00e1rio eletivo do MPLA, \u00e9 necess\u00e1rio, sobretudo, n\u00e3o permitir que paraquedistas aterrem no espa\u00e7o higienizado com narrativas salvadoras, foi f\u00e1cil e bem bom, seja a que pretexto for, passar 9 anos no conforto e requinte do el dorado do Dubai e outras paragens sumptuosas, enquanto em Luanda se enfrentavam greves, sabotagens, suportavam-se insinua\u00e7\u00f5es, intrigas, insultos, e as tutelas da Seguran\u00e7a do Estado, da Ordem P\u00fablica, For\u00e7as Armadas, asseguravam o Estado de Direito democr\u00e1tico, que hoje permite todas as veleidades, mesmo de reconhecidos prevaricadores.<br>\u00c9 verdade, basta olhar pelo retrovisor, Angola mudou, mudou muito, a Na\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e0 beira do abismo ergueu-se contra a tempestade que assolava o Pa\u00eds desde a desgra\u00e7a de 2007 a 2017, uma d\u00e9cada, hoje interna e externamente a Na\u00e7\u00e3o angolana respira credibilidade, confian\u00e7a, normalidade, valores que marcam o caminho da cren\u00e7a e da esperan\u00e7a numa Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas vezes um jornalista n\u00e3o pode transigir na sua \u00e9tica e coer\u00eancia na ess\u00eancia da profissional, al\u00e9m de estar obrigado dentro das\u00a0regras a obedi\u00eancia editorial. 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