{"id":16058,"date":"2026-01-19T15:48:43","date_gmt":"2026-01-19T14:48:43","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16058"},"modified":"2026-01-24T10:18:50","modified_gmt":"2026-01-24T09:18:50","slug":"esperanca-renovada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16058","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a Renovada"},"content":{"rendered":"\n<p>Atravessaram-se gera\u00e7\u00f5es,<br>No mais remoto dos humildes,<br>Palpitava cora\u00e7\u00f5es com esperan\u00e7a,<br>De ser livre no seu pr\u00f3prio ch\u00e3o,<br>Uma corrente caudalosa de l\u00e1grimas,\u00a0<br>Um sofrimento\u00a0marcado com sangue,<br>Travessias acorrentadas,<br>Saudades\u00a0pintadas de branco pela desesperan\u00e7a,\u00a0<br>De um tempo que foi e nunca voltou.<br>Ficou a busca de identidade nos que ficaram,<br>For\u00e7a, suor, perdi\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia,<br>Machados, catanas, zagaias, vontade,<br>Enfrentando for\u00e7a desigual, bruta,<br>Correntes fortalecidas no sil\u00eancio,<br>At\u00e9 que a for\u00e7a da raz\u00e3o venceu a for\u00e7a sem raz\u00e3o,<br>E numa madrugada feliz, depois de tantas infelizes,<br>Chegou a liberdade, sim chegou a liberdade.<br>Algu\u00e9m nos enganou, todos nos\u00a0enganamos,<br>Uns porque mentiram, outros porque acreditaram,<br>Do Tarrafal \u00e0s idas sem retorno,<br>Nem a Sagrada Esperan\u00e7a salvou,<br>O destino marcado pela desgra\u00e7a do homem,<br>E a identidade\u00a0que parecia f\u00e1cil,<br>Partiu-se entre os bons e os maus,<br>Uns e outros trouxeram-nos at\u00e9 aqui.<br>Constru\u00edram-se tronos para reis e rainhas,<br>Castelos de areia com notas\u00a0verdes yanks,\u00a0<br>Coladas com suor e sangue do Povo,<br>At\u00e9 que algu\u00e9m disse: BASTA!<br>De sobra a capital endoideceu,\u00a0<br>Em cada esquina um rei ou uma rainha,<br>Esquartejando\u00a0a Na\u00e7\u00e3o em coutadas,\u00a0<br>A Corte acumulou condes, duquesas a bar\u00f5es,<br>O ch\u00e3o outrora de esperan\u00e7a,<br>Estava tomado e cercado de ladr\u00f5es.<br>O Homem que disse BASTA,\u00a0<br>Aplaudido pelo Povo,<br>Reconhecido pelos Povos,<br>Herdara uma pista de obst\u00e1culos,<br>S\u00f3 com resili\u00eancia, mestria,\u00a0<br>E um pequeno contingente determinado,<br>Conseguiria atingir a meta, longe, muito\u00a0longe,<br>E no caminho\u00a0comprido ocre empoeirado,<br>Acidentes aconteceram com\u00a0maus\u00a0condutores,<br>Fizeram buracos no caminho,<br>Destru\u00edram-se pontes, apagaram-se luzes,<br>Mas a lua que iluminava noites de ora\u00e7\u00f5es,<br>Deu lugar ao sol brilhante de esperan\u00e7a,<br>E a cren\u00e7a inundou cren\u00e7a os cora\u00e7\u00f5es,<br>Despontaram ra\u00edzes de uma identidade,<br>Que vai florindo na imensid\u00e3o\u00a0do nosso ch\u00e3o,\u00a0<br>J\u00e1 ningu\u00e9m se esconde,<br>Ningu\u00e9m\u00a0tem constrangimento de ser angolano.<br>O tempo sereno e implac\u00e1vel,<br>Serve-nos silenciosamente as oportunidades,<br>\u00c1gua, ch\u00e3o, chuva, sol, mar, um teto aben\u00e7oado,<br>Desponta\u00a0um homem novo com ra\u00edzes\u00a0antigas,<br>Ergueram-se grilhetas, criaram-se sentinelas,<br>Est\u00e1 garantida a liberdade que muitos n\u00e3o entendem,<br>Da terra florescem o p\u00e3o e frutos\u00a0frondosos,\u00a0<br>Domar o peixe, o sal, dos rios o bagre e a toqueia,<br>Na terra que\u00a0\u00e9 nossa crescem bovinos, su\u00ednos, caprinos,<br>E pelas m\u00e3os e o saber do homem novo que acredita,<br>Constr\u00f3i-se o futuro que trar\u00e3o os amanh\u00e3s que cantam.<br>Quem quer desviar o caminho para o abismo?<br>Os mesmos que roubaram, que guerrearam,<br>Aqueles que querem tirar-nos ao\u00a0nosso\u00a0ch\u00e3o,\u00a0<br>Para desfrutarem dos luxos do Dubai, Paris e Lisboa,<br>Entre meretrizes e filhos da perdi\u00e7\u00e3o,<br>Saqueando como sempre fizeram \u00e0 descarada,<br>Todo o esfor\u00e7o de uma Na\u00e7\u00e3o.<br>Temos um mundo em convuls\u00e3o a rodear-nos,<br>Temos baionetas assassinas apontadas,<br>Filhos perdidos, vendidos, foragidos,<br>Cegos, enlouquecidos em busca de terra queimada,<br>Est\u00e3o aflitos, a meta est\u00e1 \u00e0 vista, \u00e9 contrarrel\u00f3gio,<br>A bandidagem viaja para dizer mentiras\u00a0fora,<br>Que c\u00e1 dentro\u00a0s\u00e3o absurdas,<br>Reclamaram\u00a0no passado, mentiram-se, enganaram-se,<br>E j\u00e1 mentem e enganam-se antes da pr\u00f3xima meta,<br>Espirram onde n\u00e3o devem, em casa alheia,<br>Tentam contagiar e contaminar,<br>Com os esgotos nauseabundos dos seus c\u00e9rebros,<br>E arrastam os inv\u00e1lidos e espertalh\u00f5es para as trevas,<br>Quando a\u00a0mudan\u00e7a que assalta os cora\u00e7\u00f5es,<br>Das almas puras e vontades inabal\u00e1veis,<br>V\u00e3o com o timoneiro\u00a0carregando o tempo novo,<br>Rasgando definitivamente a saudade e maldi\u00e7\u00e3o,<br>Do passado que a todos enganou.<br>Homens e mulheres de Angola,<br>O passado deixa cicatrizes e ensinamentos,<br>O presente que daqui a nada \u00e9 futuro,<br>Nada pode fazer para mudar o que passou,<br>Mas diz-nos o que n\u00e3o devemos deixar acontecer de novo,<br>A nossa terra n\u00e3o pode ser uma tela de cinema,<br>Com cenas dram\u00e1ticas e her\u00f3is aventureiros,<br>\u00c9 o retrato vivo dos abomin\u00e1veis entrincheirados,<br>Que flagelam como franco atiradores,<br>Quem por Angola d\u00e1 tudo o que tem.<br>Vamos calma e decididamente ser chamados,<br>Liberdade, estabilidade e seguran\u00e7a,<br>S\u00e3o conquistas\u00a0ineg\u00e1veis do nosso guardi\u00e3o,<br>Olhamos ao redor e n\u00e3o \u00e9 coisa pouca,<br>O Pa\u00eds pula e avan\u00e7a,\u00a0<br>Mas muito est\u00e1 para se fazer,<br>N\u00e3o desviemos o caminho que est\u00e1 a fazer-se,<br>Em 2017 foi o come\u00e7o,<br>Em 2022 foi o empurr\u00e3o que acelerou,<br>Em 2027 \u00e9 o momento da continuidade,<br>Entraremos no iluminismo do futuro,<br>Quem n\u00e3o quiser, n\u00e3o atrapalhe,<br>Humildade, confian\u00e7a, capacidade, experi\u00eancia,<br>S\u00e3o os alicerces da exig\u00eancia,<br>Da inevit\u00e1vel Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atravessaram-se gera\u00e7\u00f5es,No mais remoto dos humildes,Palpitava cora\u00e7\u00f5es com esperan\u00e7a,De ser livre no seu pr\u00f3prio ch\u00e3o,Uma corrente caudalosa de l\u00e1grimas,\u00a0Um sofrimento\u00a0marcado com sangue,Travessias acorrentadas,Saudades\u00a0pintadas de branco pela desesperan\u00e7a,\u00a0De um tempo que foi e nunca voltou.Ficou a busca de identidade nos que ficaram,For\u00e7a, suor, perdi\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia,Machados, catanas, zagaias, vontade,Enfrentando for\u00e7a desigual, bruta,Correntes fortalecidas no sil\u00eancio,At\u00e9 que 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