{"id":16001,"date":"2026-01-07T09:59:58","date_gmt":"2026-01-07T08:59:58","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16001"},"modified":"2026-01-10T14:13:39","modified_gmt":"2026-01-10T13:13:39","slug":"os-enganos-de-rafael-marques-para-proteger-os-russos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=16001","title":{"rendered":"OS ENGANOS DE RAFAEL MARQUES PARA PROTEGER OS RUSSOS"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Marques continua a sua saga de agente ativo na prote\u00e7\u00e3o dos interesses subversivos dos sabotadores russos em Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de publicar textos, divulga-os para o seu colega Jos\u00e9 Gama no Club-K. Estamos atentos a estas liga\u00e7\u00f5es esp\u00farias e infantis.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos seus escritos, Marques assume-se como jurista, que n\u00e3o \u00e9, e desenvolve racioc\u00ednios falsos para absolver a camarilha.<\/p>\n\n\n\n<p>A tentativa, nesses textos, de absolver por completo Amor Carlos Tom\u00e9 um dos colaboradores dos russos assenta numa leitura seletiva dos factos e numa separa\u00e7\u00e3o artificial entre discurso, contexto e efeitos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que afirma Marques, a lei penal n\u00e3o exige que algu\u00e9m d\u00ea uma ordem direta para ser responsabilizado; basta que contribua, de forma consciente ou negligente, para um contexto que facilite a pr\u00e1tica de crimes. Portanto, Amor Tom\u00e9 n\u00e3o tem de ser o mandante, nem sequer os l\u00edderes dos taxistas, basta que contribuam para a pr\u00e1tica de crimes graves.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento de que as notas encontradas no telefone de Amor Carlos Tom\u00e9 eram meramente descritivas falha ao ignorar que, em processos de mobiliza\u00e7\u00e3o informal, a fronteira entre descri\u00e7\u00e3o e sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e9nue.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A circula\u00e7\u00e3o de textos alarmistas, mesmo sob a capa de \u201creportagem\u201d, pode funcionar como amplificador de rumores, legitima\u00e7\u00e3o de atos futuros ou incentivo indireto \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o transforma jornalismo em crime, ao contr\u00e1rio das afirma\u00e7\u00f5es insustentadas de Marques; analisa, isso sim, se o conte\u00fado, o momento e a forma de difus\u00e3o contribu\u00edram para agravar um ambiente j\u00e1 vol\u00e1til.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade de express\u00e3o n\u00e3o protege comunica\u00e7\u00f5es que, ainda que n\u00e3o contenham comandos expl\u00edcitos, tenham o efeito pr\u00e1tico de encorajar comportamentos violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica que faz \u00e0 \u201cassocia\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica entre coincid\u00eancia temporal e causalidade criminal\u201d ignora que o direito penal trabalha precisamente com nexos de causalidade contextual, n\u00e3o apenas com ordens diretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fotografar dist\u00farbios ou escrever textos durante uma crise n\u00e3o \u00e9 crime; mas faz\u00ea-lo de forma coordenada com atores envolvidos, amplificando mensagens que circulavam entre grupos mobilizados, j\u00e1 \u00e9. \u00c9 isto que Marques finge n\u00e3o perceber.<\/p>\n\n\n\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pune pluralidade de vozes; investiga se houve converg\u00eancia de discursos que, na pr\u00e1tica, funcionaram como legitima\u00e7\u00e3o ou est\u00edmulo para atos violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a insist\u00eancia em que n\u00e3o h\u00e1 dolo espec\u00edfico parte de uma defini\u00e7\u00e3o estreita e irrealista de inten\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O dolo pode ser eventual: aceitar o risco de que a pr\u00f3pria conduta contribua para a viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio do que se afirma, n\u00e3o confunde informar com incitar; questiona se, naquele contexto concreto, certos discursos deixaram de ser meras descri\u00e7\u00f5es para se tornarem parte ativa de um processo de escalada social.<\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Marques, na sua pela de ativista protetor dos russos, n\u00e3o sabe do que fala. Est\u00e1 cego pela ignor\u00e2ncia atrevida.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rafael Marques continua a sua saga de agente ativo na prote\u00e7\u00e3o dos interesses subversivos dos sabotadores russos em Angola. Al\u00e9m de publicar textos, divulga-os para o seu colega Jos\u00e9 Gama no Club-K. Estamos atentos a estas liga\u00e7\u00f5es esp\u00farias e infantis. 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