{"id":15683,"date":"2025-09-19T19:11:41","date_gmt":"2025-09-19T18:11:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=15683"},"modified":"2025-09-21T11:51:06","modified_gmt":"2025-09-21T10:51:06","slug":"quem-e-que-ainda-nao-percebeu-que-e-urgente-a-nova-republica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=15683","title":{"rendered":"Quem \u00e9 que ainda n\u00e3o percebeu que \u00e9 urgente a Nova Rep\u00fablica?"},"content":{"rendered":"\n<p>A ideia de uma Nova Rep\u00fablica em Angola emerge como uma resposta ao esgotamento do modelo pol\u00edtico vigente, marcado por pr\u00e1ticas agravadas por d\u00e9cadas de guerra civil e patrimonialismo institucional cultivado pelo santismo corupto. A persist\u00eancia da \u201cvelha tralha\u201d \u2014 express\u00e3o que simboliza n\u00e3o apenas figuras pol\u00edticas resistentes \u00e0 renova\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m estruturas que perpetuam a inefici\u00eancia, a opacidade e a exclus\u00e3o \u2014 revela a dificuldade de romper com l\u00f3gicas de domina\u00e7\u00e3o clientelar que continuam a minar o desenvolvimento democr\u00e1tico e social do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, as oposi\u00e7\u00f5es, longe de se afirmarem como alternativas cred\u00edveis, perdem-se em diverg\u00eancias internas, estrat\u00e9gias err\u00e1ticas e, por vezes, em alian\u00e7as amb\u00edguas com figuras do passado que, despojadas das suas prebendas, alimentam discursos virulentos e revanchistas. A cr\u00edtica \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita \u00e0 falta de coes\u00e3o, mas estende-se \u00e0 aus\u00eancia de propostas estruturadas, \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o conspirativa e \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos pol\u00edticos que deveriam estar superados. A refer\u00eancia a encontros conspirativos em restaurantes luxuosos em Lisboa, embora carregada de sarcasmo, aponta para uma classe pol\u00edtica que, longe do pa\u00eds, parece mais empenhada em sabotar do que em construir.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura pol\u00edtica angolana, em todos os quadrantes partid\u00e1rios, revela-se prisioneira de ciclos de desconfian\u00e7a, personalismo e oportunismo. A maledic\u00eancia, a sabotagem e a falta de bom senso predominam, inviabilizando qualquer projeto de reforma profunda. Neste cen\u00e1rio, a proposta de uma Nova Rep\u00fablica n\u00e3o se apresenta como mera ret\u00f3rica, mas como uma necessidade hist\u00f3rica: um novo contrato social que redefina as bases da conviv\u00eancia pol\u00edtica, promova a transpar\u00eancia, a participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, e a justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p>A Nova Rep\u00fablica implicaria uma revis\u00e3o constitucional que agilize o executivo, uma reforma profunda do sistema eleitoral e judicial, a redefini\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre Estado e sociedade civil, o combate estrutural \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e ao nepotismo, e a inclus\u00e3o das periferias pol\u00edticas e territoriais no processo decis\u00f3rio. N\u00e3o se trata de destruir o que existe, mas de superar o que j\u00e1 n\u00e3o serve. A alternativa n\u00e3o \u00e9 o caos, mas a coragem de imaginar e construir um novo horizonte pol\u00edtico, onde o Estado seja instrumento de cidadania.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ideia de uma Nova Rep\u00fablica em Angola emerge como uma resposta ao esgotamento do modelo pol\u00edtico vigente, marcado por pr\u00e1ticas agravadas por d\u00e9cadas de guerra civil e patrimonialismo institucional cultivado pelo santismo corupto. 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